Perfeito. É tudo perfeito, ao pé de ti é. Eu gosto da maneira como gostas de mim, eu gosto de gostar de ti. Amor é pouco; paixão também. Isto é muito mais; nada a ver com tais coisas tão pequenas, tão insignificantes no que toca a isto. Isto é bonito; é lua cheia em todas as noites, sem rios que escorrem pelas bochechas e sem almofadas humidificadas em falta de carinho. Nestes dias, ninguém nos lembra tal coisa; ninguém se lembra desse sentir, ou desses caminhos com lagos pelas entrelinhas, enquanto passeamos toda a felicidade pelo mundo tão grande. Isto, é só parte da história que me leva à memória última; porque o passado é o que nós somos, e quiçá, o que viremos a ser. E eu sou todas essas palavras nuas, eu sou todos esses dias acolhedores, em que me chegas sem eu pedir; sem rancores. Tu construíste uma metade, que deixou cair a outra por vontade própria; e assim, eu não fico inteira sem ti, eu preciso do meu resto, do meu pretexto. Da minha parte és o que eu preciso, por tempo indefinido, sem ponteiros nem mecanismo; nada conta, nada interessa: eu só quero a alma algemada, sem chaveiros ou pressa. Eu quero o teu dia todo no meu olfacto, gosto, tacto, visão e audição. Eu quero sentir o que tu sentes, o que não sentes e até o que não sabes que entendes. Isto é tudo o que eu desejo, é por mero acaso perfeito; é brilho inflamante no meu acordar. Isto. Isto, é o meu infinito mais definido. Eu amo-te, muito mais do que te amo.
'and how can I, stand here with you, and not be moved by you? would you tell me, how could it be any better than this?'
quinta-feira, 28 de maio de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
change
Substituir (definição):
v t substituir, pôr no lugar de algo ou de alguém.
Sabes qual é a sensação, a mais pura situação em que te sentes a nascer sozinho, num espaço de tempo inferior ao caminho que percorres árduamente, sem qualquer sonho ou escada imaginária; sem um corrimão firme onde te apoiar, apenas com oleosos ombros que escorregam da tua mão, e sem tu dares por isso, estás num limitado infinito de cavernas abadonadas ou de cadeiras roubadas quando queres descansar. De repente, tão rapidamente, o amor é aspirado, fica em pó não colorido, à espera de canetas que pintem dentro das linhas; linhas firmes e poderosas, que sentam e esperam que alguém feche esse círculo, gerado pelo coração, em que o contorno é imprescindível, tão inacessível. Alguém chega e monta a tenda, no teu terreno montanhoso, tão íngreme, tão desleixadamente mal moldado; mas pela aparência que envia, o habitante do novo jardim, procura um chão devidamente amassado; e agora à montanha, o chão foi apenas roubado. Ladrões esses, que roubam almas tão fantasmagóricamente, sem qualquer declaração ou certificado de permissão; 'agora aprende a viver com a minha ausência'-retorquem os bandidos, de arma em punho. E, ali eu vejo: um pé na outra montanha, que tão bela parece, de tão firme que estremece e grita: 'sou prisão!'. Afastem-se os terrenos baldios, que não sabem fazer crescer leguminosas no seu leito; um passo atrás nunca irá ser mal dado, aparentemente bem apertado, cosido com bainha dupla, a um espaço blindado; espaço esse onde, por toda a certeza, ninguém se dignará a entrar, e por via disso, a cortar alicerces do meu andar. É assim, a vida curta e muda, a quem iluda o próximo, o lugar do pódio tem na mão; quem ganha mais tipicamente, é quem corta transversalmente, uma artéria de uma décima da geração. Para o fim deste meu dizer, escrevo rapidamente, tal e qual aqueles, que se profanam enlaçados com convicção e perdura, mas que, o que têm para dar, é um bom sol de fria amargura. Não consigo mais descrever tal sentir, fico por aqui; já ninguém rouba a minha vida, vou fazer um seguro novo, e os outros dizeres, destruir.
v t substituir, pôr no lugar de algo ou de alguém.
Sabes qual é a sensação, a mais pura situação em que te sentes a nascer sozinho, num espaço de tempo inferior ao caminho que percorres árduamente, sem qualquer sonho ou escada imaginária; sem um corrimão firme onde te apoiar, apenas com oleosos ombros que escorregam da tua mão, e sem tu dares por isso, estás num limitado infinito de cavernas abadonadas ou de cadeiras roubadas quando queres descansar. De repente, tão rapidamente, o amor é aspirado, fica em pó não colorido, à espera de canetas que pintem dentro das linhas; linhas firmes e poderosas, que sentam e esperam que alguém feche esse círculo, gerado pelo coração, em que o contorno é imprescindível, tão inacessível. Alguém chega e monta a tenda, no teu terreno montanhoso, tão íngreme, tão desleixadamente mal moldado; mas pela aparência que envia, o habitante do novo jardim, procura um chão devidamente amassado; e agora à montanha, o chão foi apenas roubado. Ladrões esses, que roubam almas tão fantasmagóricamente, sem qualquer declaração ou certificado de permissão; 'agora aprende a viver com a minha ausência'-retorquem os bandidos, de arma em punho. E, ali eu vejo: um pé na outra montanha, que tão bela parece, de tão firme que estremece e grita: 'sou prisão!'. Afastem-se os terrenos baldios, que não sabem fazer crescer leguminosas no seu leito; um passo atrás nunca irá ser mal dado, aparentemente bem apertado, cosido com bainha dupla, a um espaço blindado; espaço esse onde, por toda a certeza, ninguém se dignará a entrar, e por via disso, a cortar alicerces do meu andar. É assim, a vida curta e muda, a quem iluda o próximo, o lugar do pódio tem na mão; quem ganha mais tipicamente, é quem corta transversalmente, uma artéria de uma décima da geração. Para o fim deste meu dizer, escrevo rapidamente, tal e qual aqueles, que se profanam enlaçados com convicção e perdura, mas que, o que têm para dar, é um bom sol de fria amargura. Não consigo mais descrever tal sentir, fico por aqui; já ninguém rouba a minha vida, vou fazer um seguro novo, e os outros dizeres, destruir.
domingo, 24 de maio de 2009
el desafio
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(antes de mais, obrigado à Margarida :)
(http://simsim-naonao.blogspot.com/) por me ter passado este challenge!
O Desafio
regras
1. Publicar a imagem do selo e linkar o blog que o passou;
2.Escolher 5 situações na tua vida que mereciam ser repetidas em câmara-lenta;
3.Passar o desafio e o selo a 12 blogues e avisá-los.
Situações de mi vida:
1-Velhos tempos de infância; 2-O primeiro sorriso; 3-A primeira vez que vi o pôr-do-sol; 4-Todos os 26's e por fim, mas não menos importante, 5-Todos os momentos a ouvir musica como banda sonora :)
Blogues:
1-Daniel (http://mineunspokenwords.blogspot.com/)
3-Ruben(http://dehincognito.blogspot.com/)
4-Margarida (http://simsim-naonao.blogspot.com/)
(peço desculpa, mas só vou quebrar esta regrinha do desafio, apesar de todos os outros blogues que sigo serem mais que dignos desta 'prendinha' :)
**
sábado, 23 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
estraguinado
e aqui estamos, mais uma sexta-feira à porta, mais um fim-de-semana sem o que eu tinha antes. quase três semanas sem o que, de bom, me tinhas sempre para dar. mas agora cresceste, e safas-te bem sem mim e sem o meu estúpido cérebro, que pensa ser suficientemente bom para poder ainda esperar que mudes. frio e irritante, é o sentimento que me deixas; é o que não me apetece ver, at these days. insípido e sem nada que nos ligue, é o laço que se desata agora; ou talvez já esteja solto há muito mais tempo do que pensamos. talvez deva esperar por alguém que venha e enlace de novo o meu coração, como tu enlaçaste há anos, há uma vida; e aí, eu não vou sentir mais isto. este novo desprezo rude, que dá voltas ao diafragma, e deixa qualquer um sem fome de amor. pedir é relativo, eu já pedi, e ninguém ouviu os meus gritos no escuro; ninguém encheu o meu digno vazio com quantidade suficiente. um dia. talvez um dia, que paira agora na multidão de gotas entre a chuva ácida, tu dês a alguém o que eu te dei e retornei a dar ao teu tu. é só mais um dia, e eu na verdade não estou sozinha sem ti: eu estou bem e vou ficar bem. quanta distância percorremos, e agora não corro mais por ti. the end is not near, it IS here.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
good times
segunda-feira, 11 de maio de 2009
truth
sábado, 2 de maio de 2009
let me be your rising sun
Eu encontro: luar no pôr do sol; quente no frio e brilho no escuro. Eu descubro o que ninguém me dá; eu não procuro. Pode ser loucura, pode ser até calor, mas a verdade é que é tudo verdadeiro; sensível ao toque. E eu não me consigo conter; ficar quieta sem esperar por mais. Sim, o maior defeito de cada um de nós, é a ambição de novas alegrias, novos mapas, novos tudos e novos nadas, também. Mas é inevitável e tão imparável; obstáculos não me correm nas veias, e muito menos me pulsam no coração. Até mesmo nos dias de chuva; até mesmo num tornado, ou quando o pensamento se prontifica tão enrolado; eu não desisto. E é isso: é isso que me faz encontrar o que não espero; mas que sei tão bem como saber que no inverno existe sol, até mesmo quando as nuvens insistem. É por isso que eu aguardo; e quando chegar, já desapareceu.
terça-feira, 28 de abril de 2009
the end is not near, is here
"I didn't lose anything, only the illusion that everything could be mine forever."
sexta-feira, 17 de abril de 2009
story
'(...) e depois de tanto tempo, ele nunca tinha levado um esc tão grande. Mas isto ainda não acabou. (...)' - meanless
At the end of the day, this continues.
At the end of the day, this continues.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
será que é suficiente?
Será, que o mundo chega? Temo que não; é inevitável. Passo pelas ruas, distante e vazia; simplesmente existo por uns momentos, e observo. Consigo apenas desfocar a triste e silenciosa expressão no rosto de cada criança; é triste, só. E não me conformo com o que assisto; não quero, em vez alguma, ter de aceitar o nó que se forma na minha garganta sempre que alguém fica às escuras e não é capaz de tocar no interruptor. É triste, só. Por um minuto, eu penso mais profundo; um dia, talvez possamos partilhar a mesma lâmpada; quiçá. Aí, todos iremos pernoitar sob o mesmo céu, sob as mesmas estrelas; pensar mais nos outros e aprender a partilhar-nos. Mas quando? Será, que um dia, o mundo lá chega?
terça-feira, 14 de abril de 2009
damn clocks
Tempo. É maravilhoso, saber como alguém consegue cronometrar anos, e, em segundos, a contagem acaba sem ponteiros para renovar. Tempo. É obscuro e lento, deixa vontade e alento, do que podia ser mas outrora já passou.
Sabes, eu quero poder dizer-te que o dia tem muito mais que umas míseras vinte e quatro horas e que uma vida é muito menos efémera do que aparenta ser; eu queria poder prometer que podes apagar o que fazes num minuto e escrever noutra folha; também gostava desesperadamente de te poder ensinar a escrever com as duas mãos, para que pudesses voltar a descansar quando uma delas achar que está paralisada, fatigada, sem qualquer vontade de se mover, ou até mesmo quando quisesses ver tudo pelo outro lado; matava para te mostrar o quão bonito é o por do sol de ontem, em que não pude filmar; eu era capaz de tudo para rir outra vez tudo o que já ri, mesmo que outros sorrisos se formem; e conseguir dar todos os micro-segundos de calor que já possuí ao mesmo tempo que fazia com que enxergasses com os meus olhos um mundo que me diz tanto e que quando quero, não to posso dar para viveres em simultâneo; eu dava o tempo que tenho para conseguir dizer ao mundo que o que eu vi, ele também pode sentir; eu adorava poder respirar com o resto dos olfactos em todo o universo, e dar o meu amor incondicional a quem dele necessitasse; eu realmente era capaz de viver tudo outra vez: mas simplesmente, não é tempo disso. Se ao menos, essa palavra desaparecesse..
"O tempo é a coisa mais relativa do mundo e não é a distância que afasta as pessoas quando nasceram para se encontrar."
Sabes, eu quero poder dizer-te que o dia tem muito mais que umas míseras vinte e quatro horas e que uma vida é muito menos efémera do que aparenta ser; eu queria poder prometer que podes apagar o que fazes num minuto e escrever noutra folha; também gostava desesperadamente de te poder ensinar a escrever com as duas mãos, para que pudesses voltar a descansar quando uma delas achar que está paralisada, fatigada, sem qualquer vontade de se mover, ou até mesmo quando quisesses ver tudo pelo outro lado; matava para te mostrar o quão bonito é o por do sol de ontem, em que não pude filmar; eu era capaz de tudo para rir outra vez tudo o que já ri, mesmo que outros sorrisos se formem; e conseguir dar todos os micro-segundos de calor que já possuí ao mesmo tempo que fazia com que enxergasses com os meus olhos um mundo que me diz tanto e que quando quero, não to posso dar para viveres em simultâneo; eu dava o tempo que tenho para conseguir dizer ao mundo que o que eu vi, ele também pode sentir; eu adorava poder respirar com o resto dos olfactos em todo o universo, e dar o meu amor incondicional a quem dele necessitasse; eu realmente era capaz de viver tudo outra vez: mas simplesmente, não é tempo disso. Se ao menos, essa palavra desaparecesse..
"O tempo é a coisa mais relativa do mundo e não é a distância que afasta as pessoas quando nasceram para se encontrar."
segunda-feira, 13 de abril de 2009
lend me your hand
"Sempre acreditei que andar de mão dada é um dos gestos mais íntimos que pode existir entre um homem e uma mulher. Caminhar ao lado de alguém de mão dada é das melhores sensações do mundo. É um gesto tão inevitável e natural que se torna impossível de fabricar."
Margarida Rebelo Pinto, in Diário da tua ausência
segunda-feira, 6 de abril de 2009
domingo, 5 de abril de 2009
só?
"Do toque nasce a nossa ilusão. Faz tempo que a culpa se foi, ficámos de pensar só depois. Do erro. Por entre os braços misturo tudo, após o prazer ficaremos mudos. Sem saber, se é por uma noite. Grito teu nome sem saber como será o amanhã; foi um sonho real, por uma noite."
sábado, 28 de março de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
with(out)
Querer e não ter: não é difícil de definir isto. Posso até ter tudo o que preciso, mas, mesmo assim, o que quero não está lá. Quero querer que tudo volte a ser normal, mas há ainda uma frase por pontuar. Há um inferno que não me sai da cabeça; simplesmente, teima em puxar-me para trás. Percebe que, eu quero. Mas quando o coração não consegue ver, os olhos estão lá para ajudar.
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