sábado, 12 de dezembro de 2009

i have autority issues

é horrível, quando a única coisa que consegues ver, são famílias que até funcionam. o meu pai comprou-me isto, eu e a minha mãe hoje tivemos um dia em cheio, oh como gosto de viver em casa, nunca vou sair debaixo das saias dela, sabes? é dark and twisty, quando nos apercebemos que a nossa capacidade de lutar por qualquer coisa, se torna tão pequenina sem termos um braço para puxar. e porque é que não podemos passar do limite? se calhar nunca o fizeram, quando eram da nossa idade, tão idiotas como nós. mas a culpa é vossa, vocês é que me educaram assim. porque é que nos temos de resignar e aceitar a maneira como crescemos, em vez de combater todo esse mau hábito, o de deixar andar a coisa? é díficil, viver sem o que nos aconchega, e sem o que nos deu carinho toda a vida, para agora nos largar a mão no meio do jardim, onde tudo é feio. oh, de certeza que a tua vida não é assim tão má, a minha não é tanto, então a minha, não tem nada disso pelo meio! mas no fim do dia, porque é que tive de ser eu a mais forte, e a única a segurar as lágrimas dentro do olho, de joelhos no cacifo, para não as deixar correr pelas más linguas da escola, que de certeza, não me iam lamber as feridas? é certo, que sem a raíz, nada consegue crescer bem, e eu, que consegui ir semeando a minha por aí, agora não me consigo ver como mais que uma miúda, uma qualquer, sem mentalidade de senhora - sem objectivos definidos, a brincar com tudo para parecer bem.

se alguém sabe como não desistir, sou eu.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009


"Nós somos a alma do grupo!"


Obrigada, por seres o meu Rui quando eu preciso de ser um bocadinho mais Chuxinha. E por seres o meu BFF Naxa, quando eu sou um bocadinho Nardo, ou um bocadinho nerd. Obrigada por me fazeres uma torrada sempre, e por me quereres roubar a caneta vermelha sem eu ver (porque é a minha melhor caneta). Obrigada por chateares tanto o João comigo, quando eu não tenho mais nada com que me rir (sobretudo, quando preciso de rir da desgraça dos outros). Por me seres fiel quando mando o Nando lavar a loiça, ou quando me rio dos 'ERRADOS'. Obrigada por seres genial, como eu, e por criarmos o movimento ao que liiiiiindo, e mais uma vez, por cada vez que a Adília diz 'caso geral', dizermos em CORO: 'o João gosta da Íriiiis' - só porque faz rir; porque faz bem e tu sabes. Gracias, por seres a Crsitina, e teres insistido que querias ficar uma vez no chão da casa-de-banho da escola, sem dizer nada - só para chorar, ou gritar - e para me fazeres sentir 'your person', como sou uma Meredith. Obrigada, por tantos chocolates e pastilhas que gastaste comigo - e pelas bolachas de pequeno-almoço que já comi. Obrigada por seres parva, e gozares comigo, porque isso me faz rir! Não me importa muito, se somos assunto na reunião, o que verdadeiramente importa é que podemos rir sobre o teste do Nando, porque tem imensa piada a forma como ele não come alone fish, ou como ele becomed. Obrigada por saberes que o Rui tem de ir JÁ para a guerra, porque é o que se passa no Iraque! Obrigada por saberes o que dizer na altura certa, como quando eu pergunto À Kitty se ela gosta mais do Hugo ou do Rui, e ela diz: RUI! E quando estamos a ler blogs, e de repente, decidimos: vamos ter uma casa como a desta, e comprar tudo o que queremos! Obrigada por me abrires os olhos, e me teres dito que o N era horrível,e que não tinha quadradinhos nenhuns. Obrigada, por rires comigo até doer a barriga, nem que seja na parte mais importante da matéria, nos últimos cinco minutos da aula da Nanda. És a minha cabeça, e chega a ser liiinda, a maneira como pensamos tão em sintonia. Nunca me abandones, se não, quem é que ia pedir ao Nando e ao João para nos pagar roupa nos saldos, ou gozar com o Nardo e com a Nanda, a São e com o Fejó? Quém é que ia pensar por mim, quando eu estivesse sem cérebro? Tu.


You're my person.
"Amar alguem é querer o melhor para essa pessoa. Amar é sonhar, é proteger, é dar a mão quando é preciso e soltá-la quando assim tem de ser."

what a difference a day makes




"You never know the biggest day of your life is the biggest day. Not until it's happening. You don't recognize the biggest day of your life, not until you're right in the middle of it. The day you commit to something or someone. The day you get your heart broken. The day you meet your soul mate. The day you realize there's not enough time, because you wanna live forever. Those are the biggest days. The perfect days. You know?"


That's how I miss those days.

sábado, 28 de novembro de 2009

today...


..I feel GREEDY!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

sou tudo ou nada

não dá para viver pela metade, não sou eu. e esta é a última das últimas vezes que te escrevo, ou que escrevo para ti. sei que podes não ler, é óbvio que estou ciente disso, desde ontem. mas também me tornei ciente de muitas mais coisas que aconteceram ultimamente. sabes, é como se o pano tivesse caído, e é tal e qual o azeite a vir ao cimo da água: como a mentira ter perna curta, porque mais depressa apanhei o mentiroso do que a pessoa mais coxa do mundo. e ainda acredito que não vou encontrar ninguém coxo, nem mesmo sem uma perna, porque agora, eu comprei uns óculos! é uma lástima, ver que depois de tanto tempo, ainda não és maturo o suficiente para saber lidar com os teus erros, porque tu sabes que não cresceste com isto, como eu tenho crescido. não em tamanho, nem mesmo em questões de parvoíces, ou criançices. é como diz a minha mãe, "esta geração não sabe levar um 'não' " - mas parece que eu nasci há mais tempo, porque, de facto, eu tive de me contentar sempre com o 'talvez', que, por via das dúvidas, se tornou sempre em 'NÃO!'. talvez seja por isso que agora me contentava com um 'não' teu, e acho que não me revoltava nada se ouvisse um 'preciso de estar sozinho, deixa-me'. porque, para respeitar os outros, eu tive de aprender a respeitar-Me. e tu... tu não sabes como respeitar a tua dignidade, quanto mais respeitar a minha! não é como se fosse só eu quem importa, e sabes bem que isso é o mais falso dilema da tua cabeça nos últimos tempos.
se soubesses aproveitar tudo acerca do amor incondicional de que te falei, também teria sido conveniente dar ouvidos ao que eu disse sobre: 'eu amo-te, e para o nosso bem, agora devo afastar-me até tudo estabilizar. mas eu amo-te, não deixo de te amar, e percebe que se me afasto é por te amar pura e incondicionalmente'. levaste-me ao extremo, como eu nunca tinha experimentado. e então senti na pele, o que é a lágrima de deitar tudo a perder, e do que é querer não te amar.
podes culpar-me? 'não'. podes culpar-te? 'não'. mas a diferença é um relevo bastante inclinado em cima de ti: tu sabias, até bem de mais, que eu era, e, que sou da maneira que sou. assim, tão susana. as I ever knew myself.
escorreu tudo pelas nossas mãos, e para mim foi como viver a mentira perfeita, a mais bonita de sempre: mas ainda assim, foi esse o meu falso dilema. e eu provei o sabor da mais tenra revolta, quando a indignidade tomou conta de ti. é esse o teu problema, e por vezes o meu: lack of self-control. e se me estou a fazer entender, foi isso que eu quis quando te pedi para recuares meio passo, ou para me deixares sozinha comigo: e tu já não sabes como me deixar, porque agora não se trata de uma relação. isto, a que eu costumava chamar de 'sempre', tornou-se numa coisa a que eu chamo, habitualmente, de 'obcessão'. tua. se isto só nos deixa de rastos, e só faz tudo recuar mais que meio passo (pelo qual costumava implorar), e se todo o santo fim-de-semana não conseguimos estar bem um minuto que seja, what's the point?diz-me, a sério, porque eu não vejo um palmo à frente. tem piada até, quando eu queria dizer que com isto ficámos mais unidos: mas se não nos fez mais fortes, de certeza, foi porque nos matou, e foi violento.
de outra pessoa, eu conseguia esperar tudo o que veio de ti: as coisas más. de todos os demais, sem ser de ti, porque eras tu em quem eu confiava mais que ninguém. agora muda de cena, agora, posso desdenhar o mais falacioso dos mentirosos, e não encontro nenhum à tua altura: capaz de agir como tu decidiste.

e hoje é tudo, estou sem palavras para ti. é hoje, e sempre. quanto não fica por dizer, mal de mim.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

one for two

as she said: tough is something hard. i miss you.


p.s.:love you, d. like, forever.

sábado, 14 de novembro de 2009

there are no secrets except the secrets that keep themselves

(duas semanas atrás)
Mafra

Amor é perpétua repetição, familiaridade com carinho à mistura e muita bagunça de coração. Amamos o que conhecemos como benévolo e o que contínuo se desenrola nesta vida: a pele entranha-se; o cheiro transparece a roupa e o beijo inebria-se em ambos os lábios. Amamos, apenas, aquilo que conhecemos, porquanto, o que aprendemos a amar: para sempre. Amamos, o que connosco se identifica e o que a nós se acorrenta inerentemente. Sobretudo, a gente ama o que a gente cuida: é um corpo só que se habitua ao nosso, que funciona como encaixe perfeito ou molde. Nunca me dei à ousadia de acreditar em triviais coincidências, mas sei que ter-Te conhecido, não foi por mero acaso rotineiro - foi uma dádiva do destino (ou como queiras chamar-lhe). Não consigo fazer um só rewind, sem notar que a minha vida não se desenha na tua ausência, muito menos sem ti, meu refúgio.

Sei que o meu amor, é determinante possessivo e advérbio obcessivo na tua gramática: não quero vez alguma ter de te partilhar com áquem ou outrem: atormenta a teoria de que tudo pode ser eterno. Por medo de perder toda a nossa plenitude, é frequente o forró de escárnio e mal dizer: hábito em nós agora. MEDO, de um dia, vir a ter de descobrir que há coisas piores que ser deixada para trás: porque o fui, e é nisso que vou ter de me apoiar para ultrapassar a tua partida. Pode parecer cliché, ou novela mexicana, mas eu não temo em dizer-te a verdade que é tudo menos o que parece: tudo ia desabar se te desviasses o teu rasto do meu. Porque it wouldn't mean anything if you were gone.

Já para não dizer que a saudade corrosiva iria chegar, e eu teria de a aceitar como beijo de judas que não larga ao fraco: just like me...


continua (...)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

it's winding moments

"In the pain, there is healing;
In your name, i've found meaning."

Não posso parar o amanhã de me roubar todo o tempo. Sinto-me a tombar como um copo à beira da mesa, e pior, eu não tenho quem eu quero para me puxar de volta como se faz quando se dança o tango. Como se não bastasse, os meus olhos, agora, possuem um efeito desfocado: só consigo ver-te e só desejava ser-te de novo. Estou presa por um fio, ao último momento em que aqui estávamos a sorrir, por tudo e nada. Por qualquer coisa que se mostrasse feliz por nós. E ali ficávamos, à espera que a câmera daquele filme de cinema se afastasse, como sempre faz, e nos deixasse em casa, a rir para sempre: onde conseguiríamos sorrir para lá do que o público consegue assistir. Mal consigo respirar sem afagar a voz, porque a tua ausência dói mais que uma martelada no dedo. Dói, só. Ainda consigo ver o teu reflexo na minha janela, e do dia em que eu me segurei em ti como uma criança segura a mão dos pais. Posso ter-me esquecido do meu caminho, mas não de onde fica a minha verdadeira casa. Posso já não ter janelas por onde ver o sol, mas ainda sei onde ficaram as minhas quatro paredes. Mas será que sei se a minha casa ainda não cuspiu tudo o que lá deixei? Vem mais e mais vento, e eu fico presa por meia mão. Não há quem o faça parar, e não há nada que me faça deixar de voar. Será assim tão díficil agarrar-te?

Com tanto vento, nem sou mais capaz de ouvir as tuas palavras. Estou tão perdida, que nem noto que estou segura por um só dedo e prestes a cair, quando, ao longe, outros ventos se aproximam. É aqui e agora, ninguém outrora ouviu vento tão forte e feroz como o teu. Dói mais, é excruciável.

Consigo olhar para todos os dias em que o teu cheiro permaneceu na minha almofada sem medo de ficar mais cinco minutos, por já fazer escuro lá fora. É um fita que se desenrola ao longo da minha cabeça, e não parece acabar nunca. O dedo fugiu-me.

Já não tenho força para Te prender, quanto mais para Me prender a Ti.

"Letting go all I've held onto."

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

shots de fruta

lembro-me de todos os dias mais carregados desta vida: os que decidi sublinhar com caneta fluorescente.

A cor-de-rosa, passei por cima dos vinte e seis dias desde novembro do ano passado e sobre os dias repletos de risos que fazem latejar a barriga, quase como fazendo uma aula de educação física. Ainda pintei os dias em que brincava despreocupadamente com a minha melhor amiga, se é que posso ser ousada ao ponto de o fazer. Risquei, no bom sentido e com orgulho, os dias em que sabíamos brincar sem tanta complicação. Também lá estavam, pintados a cor de rosa mais escuro, os dias em que eu precisei de outras canetas para reescrever e começar-me de novo, como quando os tempos difíceis me davam as mãos sem vergonha na cara. Lembro-me de pintar a tinta permanente, e tão bem delineado, o sorriso que eu deixo voar quando é tão descontrolado e sincero.

A cor-de-rosa, é amor: é saudade também.

A verde, recordo-me de trespassar com lápis de cor todos os dias em que desesperei por fazer as pazes. Por um abraço, de tão pequeno que fosse, eu esperava com a caneta na mão direita. Confesso, que esperei tempo demais, quando, com a borracha preparada, não ouvi o tão aconchegante pedido de desculpas por que ansiava. Mas, sobretudo, eu preenchi letras a mais com este verde, e por não ser capaz de o apagar, limitei-me a deixar o tempo correr, acompanhado da fé que restava ao verde, cada vez mais mortal.

Foi o meu verde, de esperança: de amor despedaçado que senta e espera.

E restou-me o meu amarelo, com que sublinhei todas as sobras de tempo, que ocupo a distrair-me do verde que não foi tão bem usado; que não combinava. E foi a rir-me do cor-de-rosa que por vezes, de tão escasso que é, se torna preto, que pintei dentro das linhas todas as vezes em que uma piada qualquer me faz ganhar o dia. É aí que o meu amarelo entra a matar. Pinta tudo o que de cor nada tem, e isso.. isso, faz a tão valer a pena, viver sem borracha e corrector.


Porque se o amarelo não fosse tão espontâneo, nenhum cor-de-rosa ou verde valeria a pena.

E quando o preto da saudade não dá para sublinhar tão veemente como queríamos?

sábado, 10 de outubro de 2009

'Maybe because life and mortality are in our faces all the time...Maybe because in staring down death every day...We're forced to know that life... Every minute... Is borrowed time...And each person we let ourselves care about... Is just one more loss somewhere down the line.'

quem quer emoção, leva com isto

'when you go, would you even turn to say: I don't love you, like I did yesterday?' my chemical romance

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

the end

today, i lost my love.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"Benjamin, we're meant to lose the people we love. How else would we know how important they are to us?"

.

i remember of every single feeling that you used to give me. mostly, i remember your touch. i do remember everytime we were mad, how you, gently and strongly, picked up my hand, and the way you used to grab my whole body onto yours, barely touching me. i can feel it. deep down inside, i know you could feel it too. but what if i don't look out deeply? in the surface, all i can see is someone strange. someone plastic, without any kind of love inside. it's like.. the most part of our days, were such a bad lie and you were such a bad impostor to my sensitive heart. how did you do it? you knew me, you knew every coma in each sentence of my life. can you tell me, all at once? 'cause i just can feel it dark, and you know.. maybe you're not the person who have ever wanted to grab my hand without being awkward. maybe you're not that kind of person, who's here to tell me that everything is going to be ok. because you never did.

sábado, 3 de outubro de 2009

passei para levar umas coisas

eu não percebi.
ainda não absorvi a informação que preciso para sair de casa, mas não quero ficar muito tempo com a porta entreaberta. nem sei o que quero. não sei nao sei não sei. sou uma pequena pedra, que tenta voar ao sabor do vento, mas demsiado pesada para conseguir. talvez.
é submissa a forma como tento mostrar-me que acabou uma fase da minha vida. agora é que o enjoo começa. eu tentei, ser mais forte que o teclado. eu juro que sim. mas não há nada como ficar só, por dois entretantos, para que algo seja mais forte que eu. por norma, quem toma decisões deve saber o que quer. o que deseja, seja qual for o limite do sonho. mas eu não. quiçá, a única coisa que sei, é que queria ser a Adrianna do Navid, a Lana do Clark, a Sara do Michael ou a Meredith do Derek. se calhar o que eu precisava, era um AJ na minha vida de Grace. e é agora que chega o riso para disfarçar o choro. é irónico, como eu sei que já fui a Joey de um Dawson. E agora sou uma estúpida qualquer. dá vontade de rir, não dá? everyone belongs to someone.

mas se o meu Dawson não me trata como Joey, nem o meu McDreamy como Meredith, então, eu só posso colncluir que sou ingénua. sou-o. de todas as vezes que perdoo erros crassos, ou fecho os olhos à postura rude do mundo, e ainda quando compro publicidade enganosa. mas sou eu. e a Grace não tem mãe, e o pai morreu no espaço, e ainda assim, adivinhem? o querido AJ não trespassa o mundo para as costas dela. a Joey gostava do Pacey, e ainda assim.. o Dawson nunca se mostrou fraco e vulnerável, muito menos deixou de ser honesto ou leal. estou farta de exemplos, porque nenhum vai ser o meu. muito menos o teu. agora já posso ir, e escapulir-me de casa, sem ser preciso saltar janelas ou improvisar cordas com lençóis. isso, já não sou eu. agora, eu saio pela porta da frente. não odeio ninguém. aceitei.

'five stages: denial; rage; bargain, depression; acceptance.'

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

eu amo o navid

"you're a mess, ade. you're recovering addict, you're pregnant, and you have what i hope it's chocolat all over your face. you are a total mess. and i couldn't care less. wanna know why? because this night everything was supposed to be perfect, but it wasn't anyone here perfect. because i wasn't with you."
Navid to Adrianna, in 90210

sábado, 26 de setembro de 2009

não ler

"But... how could it be over? we can't just say "I love you" for the first time and have it be over.
I'm scared that I'm going to end up alone. I'm scared that I'm always going to be somebody's friend, or sister, or confident, never quite somebody's everything. Mostly I'm scared I'm never going to find a guy that I love as much as I love you." Joey, in Dawson's Creek

13+13

nem todos os que vagueiam andam perdidos. e é assim que nos apaixonamos, procurando na pessoa amada aquilo que ela jamais nos revelou, mas é claro que a iremos fazer sofrer, é claro que nos vai fazer sofrer igualmente. mas afinal, o amor é como a guerra: começar é fácil, acabar é tão difícil. podemos obrigar-nos a amar? podemos obrigar a que nos amem? é certo que não. sempre pensamos que nada é demasiado belo para ser verdade, ou que a manteiga de amendoim não vai saber tão mal como um amor não correspondido. é verdade, que só os verdadeiros amantes se conseguem vestir de sol no inverno, mas também há muita coisa em que temos de acreditar para a conseguirmos ver, e eu, conseguia ver tudo tão cristal clear. o que se pode fazer? ainda não há e nunca irá haver remédio para o amor, a não ser, claro, amar ainda mais. onde há um grande grande amor, há um grande desejo: qualquer coisa na nossa metade que não se apaga. é certo, esse alguém já me partiu o coração: já me despedaçou em migalhas fáceis. aprende, que ninguém nos dá coisa nenhuma: temos de a agarrar. e enquanto fugimos, correndo atrás, encontramos o destino em caminhos que tomávamos para o evitar; sem saber simplesmente o que procurar, ou onde. mas é isso o destino, é o que acontece quando menos esperamos que aconteça; há alguém que puxa uns cordelinhos sem tu saberes, e aí está ele. porque todos sabemos que não há acasos: há apenas encontros.

sozinhos vamos mais depressa; a dois, vamos mais longe. só que há muitas alturas, em que o que fazes fala tão alto, que não consigo ouvir o que realmente me queres dizer. quanto a mim, nem sempre as aparências iludem, sabes? eu sempre fui a mesma, no fundo disto tudo: eu não mudei o meu péssimo feitio, ou qualquer das minhas características. eu apenas sublimei todas as minhas incertezas para que pudessemos ter as nossas certezas. conseguimos ondas de alegria, seguidas de lagos, de tristeza, mas ainda assim, éramos suficientemente fortes para, mutuamente, nos perguntarmos: podes parar de me magoar, agora? oh, como eu admirava a força com que deixavas correr a água, e em como fluías delicadamente em mim, até tudo voltar ao sítio. a tua tez tão cor-de-rosa e pura, quando me dizias: um dia vou fazer-te uma pergunta a que deves responder: sim. mas tudo isso se esvaneceu contigo, e com o desinteresse rude que fez a força cair no abismo íngreme que é o insulto. e aí a questão torna-se completamente diferente e tão menos fugaz. é como se eu me perguntasse se as coisas poderiam ficar mais negras, e a resposta fosse não, não podem ficar mais negras. e é o que te digo, depois desses furacões que nos trespassam como uma faca: deviamos ver-nos sempre como gente que vai morrer amanha. é o tempo que temos pela frente que nos mata. porque assim, eu tinha a certeza que não tínhamos deixado a tentação de magoar, apoderar-se do teu lugar, ou às vezes até do meu. e é como se soubesses que me tens na palma da tua mão, e sabes como me controlar, e eu: desculpo-te intensamente, tentanto fingir um pouco que acredito que não vais fazer o mesmo. mas quando começa, não tem controlo, eu sempre o senti na pele: simplesmente, quando vou voltar ao príncipio, e sigo, como um barco a lutar contra a corrente, incessantemente há algo que nos empurra para o passado. o que me destroça não é que te apoies demasiado em mim, não. é que me abandones, como já consigo ver-me há bastante tempo. estar contigo tornou-se um medo novo, é como se eu não soubesse como confiar na pessoa que mais amo no mundo, porque não sei qual a reacção quem vem a seguir: ou o que vai acontecer com a minha vida, que entornei nas tuas mãos. é como se nada me dissesse para te dar a minha confiança, porque pode voar pela janela a qualquer momento. admite que não sabes como te controlar, simplesmente. mas vou encarando tudo com uma maior compreensão, para conseguir ver uma maneira de nos ajudar. porque o futuro nunca é senao o presente a pôr por ordem. nao podes prevê-lo, podes simplesmente permiti-lo. eu permito-me a ti, e a tudo. segundas oportunidades voam alto, e não as consegues apanhar, e vê que se torna numa coisa simples, o resultado disso: eu não me sinto bem nunca. tentámos re-começar muitas vezes, tornou-se o meu hábito e o teu, mas não podemos negar que sempre estivemos e estamos a começar pelo fim: por onde as coisas são pretas, em outros casos. já passei noites absolutamente maravilhosas, tal como tu sabes melhor que ninguém. mas esta, de certeza, que não foi uma delas.

at the end of the day, o verbo amar é, e sempre foi, difícil de conjugar; o seu passado nunca é simples, o seu presente é apenas indicativo e o seu futuro é sempre condicional. E tu sabe-lo bem. E fica a saber também que, aquilo que amei, aquilo cujo nome conservei, amá-lo-ei para sempre.

i have to be leaving now, but i won’t let that come between us. 10.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

them gone

get lost, just stop hurting me. now.

domingo, 20 de setembro de 2009

addiction

"we see addiction every day. it’s shocking, how many kinds of addiction exist. it would be too easy if it was just drugs and booze and cigarettes. i think the hardest part of kicking a habit is wanting to kick it. i mean, we get addicted for a reason, right? often, too often, things that start out as just a normal part of your life, at some point cross the line to obsessive. compulsive. out of control. it’s the high we’re chasing. the high that makes everything else… fade away.

the thing about addiction is, it never ends well. because eventually, whatever it is that was getting us high… stops feeling good, and starts to hurt. still, they say you don’t kick the habit until you hit rock bottom. but how do you know when you’re there? Because no matter how badly a thing is hurting us, sometimes, letting it go hurts even worse." grey's anatomy

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

para sempre e mais vinte e seis dias

“Pega no telefone e liga-lhe, não tens nada a perder. Diz-lhe que tens saudades dele, que ninguém te faz tão feliz, que os teus dias são secos, frios e áridos, como um deserto imenso, sem oásis nem miragens, sempre que não estão juntos. Pega no telefone e liga-lhe. Se ele não atender, deixa-lhe uma mensagem. Ou então escreve-lhe um sms a dizer que queres estar com ele. Não te alongues nem elabores, os homens nunca percebem o que queres deixar cair nas entrelinhas. Tens de ser clara, directa e incisiva. E não podes ter medo, porque o medo é o maior inimigo do amor. Cada vez que deixares o medo entrar-te nas tuas veias, ele vai gelar-te o sangue e paralisar-te os nervos, ficas transformada numa estátua de sal e morres por dentro."
a 26 will always be a 21, and vice-versa.

'i tried to hold on, as you slowly slipped away.'

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

eu amo-te

o limite. aí está o fundo do copo que todos prouramos, e não é muito diferente do que dizem ser. ninguém está lá à tua espera, estás sozinho ,on your own; a queda é forte, alguns hematomas podem surgir à superfície do teu corpo, e podes evenualmente partir algum bocado de ti, nothing will tie you up; não esperes encontrar um estojo de primeiros-socorros, nem sequer improvisar com alguma coisa que lá possa estar, porque não há; sentir tonturas é raro, mas acontece aos mais fracos e debilitados, tens de ter cuidado; não tentes o telemóvel, ou outro meio de comunicação porque não funcionam, e se experimentares, podes pensar que ninguém mais atende a tua voz por desprezo rude (e talvez seja isso, mais tarde poderás reparar); sobretudo não tentes gritar, a tua voz pode desaparecer em conjunto com o resto da tua vida, ainda que agora nada possa ficar pior que este cenário tão feio, que não sobe, para deixar outro descer. Podes desiludir-te com a vida agora. Porque não te preparou para este pior tão mau, ou porque não te deixou longe dele. Mas apesar de nada do que fazes te servir de salvação, podes pensar para ti próprio.

1-ninguém está lá à tua espera, é certo. por isso, podes fazer tudo o que queres, sem ninguém para te criticar; 2-nada te segura, e podes até abrir feridas graves, mas ali tens tempo para as sarar, sem ter de enfrentar o mundo assim, moribundo; 3-também sei que não há lá nada para te poder socorrer, mas se ali estás, umas boas lágrimas se hão de soltar, e as feridas também se curam com amor, mesmo que triste e só; 4-se te sentires tonto, ou desorientado, tens sempre as paredes do copo, onde te podes segurar. porque vão estar sempre ali para ti, quer queiras quer não; 5-quem precisa de um telemóvel? para darem a nossa falta, não é preciso saberem: notam. podes atirá-lo para fora do copo gigante; 6-ficar sem voz não é muito importante, after all. não há ali ninguém para a usar bem (mas se quiseres cantar, é melhor guardar alguma). 7- por último, podes barafustar com a vida e chamar-lhe todos os nomes! podes fazer tudo, mas aviso-te que, dali só saem os que sabem verdadeiramente como usar as suas asas. Usa-as bem, quando conseguires. E se não saíres daí, deve haver alguém no mundo que esteja no topo do copo, à tua espera; alguém que te ame; que ajude. O pior do pior pior que este, é quando não há ninguém para te levar para casa.

"E não pode haver amor mais certo do que aquele que nos faz felizes. É só deixar correr, como, afinal, tudo o que é verdadeiramente importante na vida."

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

it's raining

estou farta de olhar pela janela, e só ver sorrisos estampados, em carinhas larocas e corpinhos danone. de ver as perfeitas pessoas, com as suas famílias e cães. com as vivendinhas no raio-que-os-parta, e com nada para oferecer aos outros coitados. eu estou farta, está bem? estou farta de não ser assim tão comum e de estar sempre insatisfeita. que a vida dá muitas voltas, isso dá, mas por amor da santa, não quero fazer o pino hoje, porque o nó na minha cabeça já faz muita ginástica. se fazem favor, tirem-me a vossa perfeitção da frente. o que é preciso fazer para ser assim? magia negra? não deve ser isso. sempre me disseram que há pessoas que nascem com o rabo virado para a lua. se eu sou uma delas, não sei onde raio está o meu rabo, porque a sorte quase não mora aqui.
bem, que rude. lá está, a sorte outra vez, arruína-me a vida toda! eu devia estar grata, mas agora não me peçam isso, porque quando alguém fica sem o traseiro, não há cadeira que mereça gratidão.

what do you do, when you're fuckin' water goes dry?