"Tudo o que é belo, perfeito e sublime, tem o seu momento e depois desaparece. O encanto da nossa relação perdeu-se a meio do caminho entre os meus sonhos e as suas dúvidas. Não conseguimos superar as diferenças, apesar de todo o amor que tínhamos construído, apesar de tudo o que tínhamos sonhado. O amor quase nunca vence a vida. Antes e depois do amor, há sempre obstáculos que nos impedem de seguir o caminho que queremos. (...) Afinal, talvez a vida ainda me consiga surpreender."
m.r.p.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
two thousand and nine
bem sei que é um cliché fazer o ‘apanhado’ do ano que passa, e ainda para mais, quase no último dia. ‘o que está feito, está feito’, e 2009 foi um ano que usou e abusou desta frase. Mal me lembro de alguns meses, semanas e muito menos do que fiz em cada dia. mas recordo-me tão bem, do almograve: de cantar o infinity com a j. ao mesmo tempo, da célebre frase, de todas as piadas e de todas as viagens na bagageira, em que quase perdi uma perna ou a voz de tanto gritarmos com a d. – foi fantástico. lembro-me também, do dia em que fiz as pazes com o meu pai, depois de um eternidade sem lhe falar – foi bom ter tanta parvoíce de volta e tanto mimo da minha avó – eu gosto realmente deles.
também me vem à cabeça as mil vezes em que tanta guerra houve com a minha mãe, que acaba sempre em choro e beijinho – mas nem sempre sei se vai passar, o que é certo, é que ‘passou, passou’. está bem guardado na minha cabeça, como a continuação do encontro de um grande amor (que já vinha de 2008), e da maneira como o perdi, há pouco tempo – custa-me muito a acreditar, mas é o presente que desenharam para mim. também amei viajar pelo mar, naquele grande cruzeiro, onde não houve um dia em que parasse quieta, apesar do enjoo e da saudade – definitivamente, para repetir. foi este ano que recebi uma máquina fotográfica nova – o meu segundo grande amor – que desfiz passado uns meses . e sofri bastante com a ausência de fotografias. lembro-me que foi em 2009 que nasceram as sluts, e que tanta coisa fizemos juntas – e tanta piada nasceu . lembro também, que em 2009 ainda tínhamos aulas do ângelo, e como eu e a joana quase morremos de tanto rir – e que a nossa barriga não aguentava mais. também foi um ano de grandes sustos – a minha avó no hospital, tanta negativa e a família dividida por completo. outra coisa que me vem à mente: foi o primeiro ano em que discuti com a minha melhor amiga de infância – a minha prima-, porque se bem me lembro, não era assim desde que nos chateávamos por uma barbie – mas o que está feito, não pode ser mudado. após ter partido a máquina, pensei que o meu pai não voltava a pôr-me outra nas mãos – enganei-me – esta é melhor, e continua a ser o segundo amor da minha vida. também foi este ano que me apeguei mais aos meus primos que vivem em espanha – tantas saudades que já tenho, da minha menininha de olhos verdes a bajular-me com beijinhos e a pedir me para colar pegatinas com ela. e por último mas não menos importante – foi em 2009 que encontrámos a mafalda e foi em 2009 que ela foi para os EUA – we miss you. podia ficar aqui o resto da noite a contar – mas quem fez parte do meu ano, sabe tudo.
saudade, apego e perda são palavras do ano. adorava poder dizer com toda a segurança que vou mudá-las para aceitação, desapego e conseguir – mas era tudo tão mentira.
só quero uma folha nova na mochila, umas canetas com purpurinas, amigos e uma máquina – quero a minha estabilidade e os outros doze desejos ficam na expectativa.
happy new year
fica lá com o teu 3
"(...) a maior parte deles não aprende, nem que lhes caia um piano em cima dos cornos."
m.r.p.
m.r.p.
domingo, 27 de dezembro de 2009
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
emotions
"Driving home for christmas..."
O Natal este ano, desenhou-se menos familiar, mas com muitos, mas muitos mais gritos - of joy.
Spotted: S. and SONY DSC H2o - it takes two to tango.
Já sei agora, que tenho companhia absoluta para a passagem de ano - garanto que só precisava de uma nice landscape - é que com três olhos, a coisa torna-se mais exigente.
O Natal este ano, desenhou-se menos familiar, mas com muitos, mas muitos mais gritos - of joy.
Spotted: S. and SONY DSC H2o - it takes two to tango.
Já sei agora, que tenho companhia absoluta para a passagem de ano - garanto que só precisava de uma nice landscape - é que com três olhos, a coisa torna-se mais exigente.

Isn't that beautiful?!
Words of joy, you know you love me! xoxo, Go.. Susana (ainda estou no modo sony - definitely, a a marca do dia).
"I'm gonna live forever; I'm gonna love how to fly"
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
cut my wings, please
domingo, 13 de dezembro de 2009
wild fire
"and these mistakes you made, you'll just make them again, if you only try turning around."
Para cair também é preciso força, e é preciso querer.
Para cair também é preciso força, e é preciso querer.
sábado, 12 de dezembro de 2009
i have autority issues
é horrível, quando a única coisa que consegues ver, são famílias que até funcionam. o meu pai comprou-me isto, eu e a minha mãe hoje tivemos um dia em cheio, oh como gosto de viver em casa, nunca vou sair debaixo das saias dela, sabes? é dark and twisty, quando nos apercebemos que a nossa capacidade de lutar por qualquer coisa, se torna tão pequenina sem termos um braço para puxar. e porque é que não podemos passar do limite? se calhar nunca o fizeram, quando eram da nossa idade, tão idiotas como nós. mas a culpa é vossa, vocês é que me educaram assim. porque é que nos temos de resignar e aceitar a maneira como crescemos, em vez de combater todo esse mau hábito, o de deixar andar a coisa? é díficil, viver sem o que nos aconchega, e sem o que nos deu carinho toda a vida, para agora nos largar a mão no meio do jardim, onde tudo é feio. oh, de certeza que a tua vida não é assim tão má, a minha não é tanto, então a minha, não tem nada disso pelo meio! mas no fim do dia, porque é que tive de ser eu a mais forte, e a única a segurar as lágrimas dentro do olho, de joelhos no cacifo, para não as deixar correr pelas más linguas da escola, que de certeza, não me iam lamber as feridas? é certo, que sem a raíz, nada consegue crescer bem, e eu, que consegui ir semeando a minha por aí, agora não me consigo ver como mais que uma miúda, uma qualquer, sem mentalidade de senhora - sem objectivos definidos, a brincar com tudo para parecer bem.
se alguém sabe como não desistir, sou eu.
se alguém sabe como não desistir, sou eu.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

"Nós somos a alma do grupo!"
Obrigada, por seres o meu Rui quando eu preciso de ser um bocadinho mais Chuxinha. E por seres o meu BFF Naxa, quando eu sou um bocadinho Nardo, ou um bocadinho nerd. Obrigada por me fazeres uma torrada sempre, e por me quereres roubar a caneta vermelha sem eu ver (porque é a minha melhor caneta). Obrigada por chateares tanto o João comigo, quando eu não tenho mais nada com que me rir (sobretudo, quando preciso de rir da desgraça dos outros). Por me seres fiel quando mando o Nando lavar a loiça, ou quando me rio dos 'ERRADOS'. Obrigada por seres genial, como eu, e por criarmos o movimento ao que liiiiiindo, e mais uma vez, por cada vez que a Adília diz 'caso geral', dizermos em CORO: 'o João gosta da Íriiiis' - só porque faz rir; porque faz bem e tu sabes. Gracias, por seres a Crsitina, e teres insistido que querias ficar uma vez no chão da casa-de-banho da escola, sem dizer nada - só para chorar, ou gritar - e para me fazeres sentir 'your person', como sou uma Meredith. Obrigada, por tantos chocolates e pastilhas que gastaste comigo - e pelas bolachas de pequeno-almoço que já comi. Obrigada por seres parva, e gozares comigo, porque isso me faz rir! Não me importa muito, se somos assunto na reunião, o que verdadeiramente importa é que podemos rir sobre o teste do Nando, porque tem imensa piada a forma como ele não come alone fish, ou como ele becomed. Obrigada por saberes que o Rui tem de ir JÁ para a guerra, porque é o que se passa no Iraque! Obrigada por saberes o que dizer na altura certa, como quando eu pergunto À Kitty se ela gosta mais do Hugo ou do Rui, e ela diz: RUI! E quando estamos a ler blogs, e de repente, decidimos: vamos ter uma casa como a desta, e comprar tudo o que queremos! Obrigada por me abrires os olhos, e me teres dito que o N era horrível,e que não tinha quadradinhos nenhuns. Obrigada, por rires comigo até doer a barriga, nem que seja na parte mais importante da matéria, nos últimos cinco minutos da aula da Nanda. És a minha cabeça, e chega a ser liiinda, a maneira como pensamos tão em sintonia. Nunca me abandones, se não, quem é que ia pedir ao Nando e ao João para nos pagar roupa nos saldos, ou gozar com o Nardo e com a Nanda, a São e com o Fejó? Quém é que ia pensar por mim, quando eu estivesse sem cérebro? Tu.
You're my person.
what a difference a day makes

"You never know the biggest day of your life is the biggest day. Not until it's happening. You don't recognize the biggest day of your life, not until you're right in the middle of it. The day you commit to something or someone. The day you get your heart broken. The day you meet your soul mate. The day you realize there's not enough time, because you wanna live forever. Those are the biggest days. The perfect days. You know?"
That's how I miss those days.
sábado, 28 de novembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
sou tudo ou nada
não dá para viver pela metade, não sou eu. e esta é a última das últimas vezes que te escrevo, ou que escrevo para ti. sei que podes não ler, é óbvio que estou ciente disso, desde ontem. mas também me tornei ciente de muitas mais coisas que aconteceram ultimamente. sabes, é como se o pano tivesse caído, e é tal e qual o azeite a vir ao cimo da água: como a mentira ter perna curta, porque mais depressa apanhei o mentiroso do que a pessoa mais coxa do mundo. e ainda acredito que não vou encontrar ninguém coxo, nem mesmo sem uma perna, porque agora, eu comprei uns óculos! é uma lástima, ver que depois de tanto tempo, ainda não és maturo o suficiente para saber lidar com os teus erros, porque tu sabes que não cresceste com isto, como eu tenho crescido. não em tamanho, nem mesmo em questões de parvoíces, ou criançices. é como diz a minha mãe, "esta geração não sabe levar um 'não' " - mas parece que eu nasci há mais tempo, porque, de facto, eu tive de me contentar sempre com o 'talvez', que, por via das dúvidas, se tornou sempre em 'NÃO!'. talvez seja por isso que agora me contentava com um 'não' teu, e acho que não me revoltava nada se ouvisse um 'preciso de estar sozinho, deixa-me'. porque, para respeitar os outros, eu tive de aprender a respeitar-Me. e tu... tu não sabes como respeitar a tua dignidade, quanto mais respeitar a minha! não é como se fosse só eu quem importa, e sabes bem que isso é o mais falso dilema da tua cabeça nos últimos tempos.
se soubesses aproveitar tudo acerca do amor incondicional de que te falei, também teria sido conveniente dar ouvidos ao que eu disse sobre: 'eu amo-te, e para o nosso bem, agora devo afastar-me até tudo estabilizar. mas eu amo-te, não deixo de te amar, e percebe que se me afasto é por te amar pura e incondicionalmente'. levaste-me ao extremo, como eu nunca tinha experimentado. e então senti na pele, o que é a lágrima de deitar tudo a perder, e do que é querer não te amar.
podes culpar-me? 'não'. podes culpar-te? 'não'. mas a diferença é um relevo bastante inclinado em cima de ti: tu sabias, até bem de mais, que eu era, e, que sou da maneira que sou. assim, tão susana. as I ever knew myself.
escorreu tudo pelas nossas mãos, e para mim foi como viver a mentira perfeita, a mais bonita de sempre: mas ainda assim, foi esse o meu falso dilema. e eu provei o sabor da mais tenra revolta, quando a indignidade tomou conta de ti. é esse o teu problema, e por vezes o meu: lack of self-control. e se me estou a fazer entender, foi isso que eu quis quando te pedi para recuares meio passo, ou para me deixares sozinha comigo: e tu já não sabes como me deixar, porque agora não se trata de uma relação. isto, a que eu costumava chamar de 'sempre', tornou-se numa coisa a que eu chamo, habitualmente, de 'obcessão'. tua. se isto só nos deixa de rastos, e só faz tudo recuar mais que meio passo (pelo qual costumava implorar), e se todo o santo fim-de-semana não conseguimos estar bem um minuto que seja, what's the point?diz-me, a sério, porque eu não vejo um palmo à frente. tem piada até, quando eu queria dizer que com isto ficámos mais unidos: mas se não nos fez mais fortes, de certeza, foi porque nos matou, e foi violento.
de outra pessoa, eu conseguia esperar tudo o que veio de ti: as coisas más. de todos os demais, sem ser de ti, porque eras tu em quem eu confiava mais que ninguém. agora muda de cena, agora, posso desdenhar o mais falacioso dos mentirosos, e não encontro nenhum à tua altura: capaz de agir como tu decidiste.
e hoje é tudo, estou sem palavras para ti. é hoje, e sempre. quanto não fica por dizer, mal de mim.
se soubesses aproveitar tudo acerca do amor incondicional de que te falei, também teria sido conveniente dar ouvidos ao que eu disse sobre: 'eu amo-te, e para o nosso bem, agora devo afastar-me até tudo estabilizar. mas eu amo-te, não deixo de te amar, e percebe que se me afasto é por te amar pura e incondicionalmente'. levaste-me ao extremo, como eu nunca tinha experimentado. e então senti na pele, o que é a lágrima de deitar tudo a perder, e do que é querer não te amar.
podes culpar-me? 'não'. podes culpar-te? 'não'. mas a diferença é um relevo bastante inclinado em cima de ti: tu sabias, até bem de mais, que eu era, e, que sou da maneira que sou. assim, tão susana. as I ever knew myself.
escorreu tudo pelas nossas mãos, e para mim foi como viver a mentira perfeita, a mais bonita de sempre: mas ainda assim, foi esse o meu falso dilema. e eu provei o sabor da mais tenra revolta, quando a indignidade tomou conta de ti. é esse o teu problema, e por vezes o meu: lack of self-control. e se me estou a fazer entender, foi isso que eu quis quando te pedi para recuares meio passo, ou para me deixares sozinha comigo: e tu já não sabes como me deixar, porque agora não se trata de uma relação. isto, a que eu costumava chamar de 'sempre', tornou-se numa coisa a que eu chamo, habitualmente, de 'obcessão'. tua. se isto só nos deixa de rastos, e só faz tudo recuar mais que meio passo (pelo qual costumava implorar), e se todo o santo fim-de-semana não conseguimos estar bem um minuto que seja, what's the point?diz-me, a sério, porque eu não vejo um palmo à frente. tem piada até, quando eu queria dizer que com isto ficámos mais unidos: mas se não nos fez mais fortes, de certeza, foi porque nos matou, e foi violento.
de outra pessoa, eu conseguia esperar tudo o que veio de ti: as coisas más. de todos os demais, sem ser de ti, porque eras tu em quem eu confiava mais que ninguém. agora muda de cena, agora, posso desdenhar o mais falacioso dos mentirosos, e não encontro nenhum à tua altura: capaz de agir como tu decidiste.
e hoje é tudo, estou sem palavras para ti. é hoje, e sempre. quanto não fica por dizer, mal de mim.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
sábado, 14 de novembro de 2009
there are no secrets except the secrets that keep themselves
(duas semanas atrás)
Mafra
Amor é perpétua repetição, familiaridade com carinho à mistura e muita bagunça de coração. Amamos o que conhecemos como benévolo e o que contínuo se desenrola nesta vida: a pele entranha-se; o cheiro transparece a roupa e o beijo inebria-se em ambos os lábios. Amamos, apenas, aquilo que conhecemos, porquanto, o que aprendemos a amar: para sempre. Amamos, o que connosco se identifica e o que a nós se acorrenta inerentemente. Sobretudo, a gente ama o que a gente cuida: é um corpo só que se habitua ao nosso, que funciona como encaixe perfeito ou molde. Nunca me dei à ousadia de acreditar em triviais coincidências, mas sei que ter-Te conhecido, não foi por mero acaso rotineiro - foi uma dádiva do destino (ou como queiras chamar-lhe). Não consigo fazer um só rewind, sem notar que a minha vida não se desenha na tua ausência, muito menos sem ti, meu refúgio.
Sei que o meu amor, é determinante possessivo e advérbio obcessivo na tua gramática: não quero vez alguma ter de te partilhar com áquem ou outrem: atormenta a teoria de que tudo pode ser eterno. Por medo de perder toda a nossa plenitude, é frequente o forró de escárnio e mal dizer: hábito em nós agora. MEDO, de um dia, vir a ter de descobrir que há coisas piores que ser deixada para trás: porque o fui, e é nisso que vou ter de me apoiar para ultrapassar a tua partida. Pode parecer cliché, ou novela mexicana, mas eu não temo em dizer-te a verdade que é tudo menos o que parece: tudo ia desabar se te desviasses o teu rasto do meu. Porque it wouldn't mean anything if you were gone.
Já para não dizer que a saudade corrosiva iria chegar, e eu teria de a aceitar como beijo de judas que não larga ao fraco: just like me...
continua (...)
Mafra
Amor é perpétua repetição, familiaridade com carinho à mistura e muita bagunça de coração. Amamos o que conhecemos como benévolo e o que contínuo se desenrola nesta vida: a pele entranha-se; o cheiro transparece a roupa e o beijo inebria-se em ambos os lábios. Amamos, apenas, aquilo que conhecemos, porquanto, o que aprendemos a amar: para sempre. Amamos, o que connosco se identifica e o que a nós se acorrenta inerentemente. Sobretudo, a gente ama o que a gente cuida: é um corpo só que se habitua ao nosso, que funciona como encaixe perfeito ou molde. Nunca me dei à ousadia de acreditar em triviais coincidências, mas sei que ter-Te conhecido, não foi por mero acaso rotineiro - foi uma dádiva do destino (ou como queiras chamar-lhe). Não consigo fazer um só rewind, sem notar que a minha vida não se desenha na tua ausência, muito menos sem ti, meu refúgio.
Sei que o meu amor, é determinante possessivo e advérbio obcessivo na tua gramática: não quero vez alguma ter de te partilhar com áquem ou outrem: atormenta a teoria de que tudo pode ser eterno. Por medo de perder toda a nossa plenitude, é frequente o forró de escárnio e mal dizer: hábito em nós agora. MEDO, de um dia, vir a ter de descobrir que há coisas piores que ser deixada para trás: porque o fui, e é nisso que vou ter de me apoiar para ultrapassar a tua partida. Pode parecer cliché, ou novela mexicana, mas eu não temo em dizer-te a verdade que é tudo menos o que parece: tudo ia desabar se te desviasses o teu rasto do meu. Porque it wouldn't mean anything if you were gone.
Já para não dizer que a saudade corrosiva iria chegar, e eu teria de a aceitar como beijo de judas que não larga ao fraco: just like me...
continua (...)
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
it's winding moments
"In the pain, there is healing;
In your name, i've found meaning."
Não posso parar o amanhã de me roubar todo o tempo. Sinto-me a tombar como um copo à beira da mesa, e pior, eu não tenho quem eu quero para me puxar de volta como se faz quando se dança o tango. Como se não bastasse, os meus olhos, agora, possuem um efeito desfocado: só consigo ver-te e só desejava ser-te de novo. Estou presa por um fio, ao último momento em que aqui estávamos a sorrir, por tudo e nada. Por qualquer coisa que se mostrasse feliz por nós. E ali ficávamos, à espera que a câmera daquele filme de cinema se afastasse, como sempre faz, e nos deixasse em casa, a rir para sempre: onde conseguiríamos sorrir para lá do que o público consegue assistir. Mal consigo respirar sem afagar a voz, porque a tua ausência dói mais que uma martelada no dedo. Dói, só. Ainda consigo ver o teu reflexo na minha janela, e do dia em que eu me segurei em ti como uma criança segura a mão dos pais. Posso ter-me esquecido do meu caminho, mas não de onde fica a minha verdadeira casa. Posso já não ter janelas por onde ver o sol, mas ainda sei onde ficaram as minhas quatro paredes. Mas será que sei se a minha casa ainda não cuspiu tudo o que lá deixei? Vem mais e mais vento, e eu fico presa por meia mão. Não há quem o faça parar, e não há nada que me faça deixar de voar. Será assim tão díficil agarrar-te?
Com tanto vento, nem sou mais capaz de ouvir as tuas palavras. Estou tão perdida, que nem noto que estou segura por um só dedo e prestes a cair, quando, ao longe, outros ventos se aproximam. É aqui e agora, ninguém outrora ouviu vento tão forte e feroz como o teu. Dói mais, é excruciável.
Consigo olhar para todos os dias em que o teu cheiro permaneceu na minha almofada sem medo de ficar mais cinco minutos, por já fazer escuro lá fora. É um fita que se desenrola ao longo da minha cabeça, e não parece acabar nunca. O dedo fugiu-me.
Já não tenho força para Te prender, quanto mais para Me prender a Ti.
"Letting go all I've held onto."
In your name, i've found meaning."
Não posso parar o amanhã de me roubar todo o tempo. Sinto-me a tombar como um copo à beira da mesa, e pior, eu não tenho quem eu quero para me puxar de volta como se faz quando se dança o tango. Como se não bastasse, os meus olhos, agora, possuem um efeito desfocado: só consigo ver-te e só desejava ser-te de novo. Estou presa por um fio, ao último momento em que aqui estávamos a sorrir, por tudo e nada. Por qualquer coisa que se mostrasse feliz por nós. E ali ficávamos, à espera que a câmera daquele filme de cinema se afastasse, como sempre faz, e nos deixasse em casa, a rir para sempre: onde conseguiríamos sorrir para lá do que o público consegue assistir. Mal consigo respirar sem afagar a voz, porque a tua ausência dói mais que uma martelada no dedo. Dói, só. Ainda consigo ver o teu reflexo na minha janela, e do dia em que eu me segurei em ti como uma criança segura a mão dos pais. Posso ter-me esquecido do meu caminho, mas não de onde fica a minha verdadeira casa. Posso já não ter janelas por onde ver o sol, mas ainda sei onde ficaram as minhas quatro paredes. Mas será que sei se a minha casa ainda não cuspiu tudo o que lá deixei? Vem mais e mais vento, e eu fico presa por meia mão. Não há quem o faça parar, e não há nada que me faça deixar de voar. Será assim tão díficil agarrar-te?
Com tanto vento, nem sou mais capaz de ouvir as tuas palavras. Estou tão perdida, que nem noto que estou segura por um só dedo e prestes a cair, quando, ao longe, outros ventos se aproximam. É aqui e agora, ninguém outrora ouviu vento tão forte e feroz como o teu. Dói mais, é excruciável.
Consigo olhar para todos os dias em que o teu cheiro permaneceu na minha almofada sem medo de ficar mais cinco minutos, por já fazer escuro lá fora. É um fita que se desenrola ao longo da minha cabeça, e não parece acabar nunca. O dedo fugiu-me.
Já não tenho força para Te prender, quanto mais para Me prender a Ti.
"Letting go all I've held onto."
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
shots de fruta
lembro-me de todos os dias mais carregados desta vida: os que decidi sublinhar com caneta fluorescente.
A cor-de-rosa, passei por cima dos vinte e seis dias desde novembro do ano passado e sobre os dias repletos de risos que fazem latejar a barriga, quase como fazendo uma aula de educação física. Ainda pintei os dias em que brincava despreocupadamente com a minha melhor amiga, se é que posso ser ousada ao ponto de o fazer. Risquei, no bom sentido e com orgulho, os dias em que sabíamos brincar sem tanta complicação. Também lá estavam, pintados a cor de rosa mais escuro, os dias em que eu precisei de outras canetas para reescrever e começar-me de novo, como quando os tempos difíceis me davam as mãos sem vergonha na cara. Lembro-me de pintar a tinta permanente, e tão bem delineado, o sorriso que eu deixo voar quando é tão descontrolado e sincero.
A cor-de-rosa, é amor: é saudade também.
A verde, recordo-me de trespassar com lápis de cor todos os dias em que desesperei por fazer as pazes. Por um abraço, de tão pequeno que fosse, eu esperava com a caneta na mão direita. Confesso, que esperei tempo demais, quando, com a borracha preparada, não ouvi o tão aconchegante pedido de desculpas por que ansiava. Mas, sobretudo, eu preenchi letras a mais com este verde, e por não ser capaz de o apagar, limitei-me a deixar o tempo correr, acompanhado da fé que restava ao verde, cada vez mais mortal.
Foi o meu verde, de esperança: de amor despedaçado que senta e espera.
E restou-me o meu amarelo, com que sublinhei todas as sobras de tempo, que ocupo a distrair-me do verde que não foi tão bem usado; que não combinava. E foi a rir-me do cor-de-rosa que por vezes, de tão escasso que é, se torna preto, que pintei dentro das linhas todas as vezes em que uma piada qualquer me faz ganhar o dia. É aí que o meu amarelo entra a matar. Pinta tudo o que de cor nada tem, e isso.. isso, faz a tão valer a pena, viver sem borracha e corrector.
Porque se o amarelo não fosse tão espontâneo, nenhum cor-de-rosa ou verde valeria a pena.
E quando o preto da saudade não dá para sublinhar tão veemente como queríamos?
A cor-de-rosa, passei por cima dos vinte e seis dias desde novembro do ano passado e sobre os dias repletos de risos que fazem latejar a barriga, quase como fazendo uma aula de educação física. Ainda pintei os dias em que brincava despreocupadamente com a minha melhor amiga, se é que posso ser ousada ao ponto de o fazer. Risquei, no bom sentido e com orgulho, os dias em que sabíamos brincar sem tanta complicação. Também lá estavam, pintados a cor de rosa mais escuro, os dias em que eu precisei de outras canetas para reescrever e começar-me de novo, como quando os tempos difíceis me davam as mãos sem vergonha na cara. Lembro-me de pintar a tinta permanente, e tão bem delineado, o sorriso que eu deixo voar quando é tão descontrolado e sincero.
A cor-de-rosa, é amor: é saudade também.
A verde, recordo-me de trespassar com lápis de cor todos os dias em que desesperei por fazer as pazes. Por um abraço, de tão pequeno que fosse, eu esperava com a caneta na mão direita. Confesso, que esperei tempo demais, quando, com a borracha preparada, não ouvi o tão aconchegante pedido de desculpas por que ansiava. Mas, sobretudo, eu preenchi letras a mais com este verde, e por não ser capaz de o apagar, limitei-me a deixar o tempo correr, acompanhado da fé que restava ao verde, cada vez mais mortal.
Foi o meu verde, de esperança: de amor despedaçado que senta e espera.
E restou-me o meu amarelo, com que sublinhei todas as sobras de tempo, que ocupo a distrair-me do verde que não foi tão bem usado; que não combinava. E foi a rir-me do cor-de-rosa que por vezes, de tão escasso que é, se torna preto, que pintei dentro das linhas todas as vezes em que uma piada qualquer me faz ganhar o dia. É aí que o meu amarelo entra a matar. Pinta tudo o que de cor nada tem, e isso.. isso, faz a tão valer a pena, viver sem borracha e corrector.
Porque se o amarelo não fosse tão espontâneo, nenhum cor-de-rosa ou verde valeria a pena.
E quando o preto da saudade não dá para sublinhar tão veemente como queríamos?
sábado, 10 de outubro de 2009
quem quer emoção, leva com isto
'when you go, would you even turn to say: I don't love you, like I did yesterday?' my chemical romance
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
.
i remember of every single feeling that you used to give me. mostly, i remember your touch. i do remember everytime we were mad, how you, gently and strongly, picked up my hand, and the way you used to grab my whole body onto yours, barely touching me. i can feel it. deep down inside, i know you could feel it too. but what if i don't look out deeply? in the surface, all i can see is someone strange. someone plastic, without any kind of love inside. it's like.. the most part of our days, were such a bad lie and you were such a bad impostor to my sensitive heart. how did you do it? you knew me, you knew every coma in each sentence of my life. can you tell me, all at once? 'cause i just can feel it dark, and you know.. maybe you're not the person who have ever wanted to grab my hand without being awkward. maybe you're not that kind of person, who's here to tell me that everything is going to be ok. because you never did.
sábado, 3 de outubro de 2009
passei para levar umas coisas
eu não percebi.
ainda não absorvi a informação que preciso para sair de casa, mas não quero ficar muito tempo com a porta entreaberta. nem sei o que quero. não sei nao sei não sei. sou uma pequena pedra, que tenta voar ao sabor do vento, mas demsiado pesada para conseguir. talvez.
é submissa a forma como tento mostrar-me que acabou uma fase da minha vida. agora é que o enjoo começa. eu tentei, ser mais forte que o teclado. eu juro que sim. mas não há nada como ficar só, por dois entretantos, para que algo seja mais forte que eu. por norma, quem toma decisões deve saber o que quer. o que deseja, seja qual for o limite do sonho. mas eu não. quiçá, a única coisa que sei, é que queria ser a Adrianna do Navid, a Lana do Clark, a Sara do Michael ou a Meredith do Derek. se calhar o que eu precisava, era um AJ na minha vida de Grace. e é agora que chega o riso para disfarçar o choro. é irónico, como eu sei que já fui a Joey de um Dawson. E agora sou uma estúpida qualquer. dá vontade de rir, não dá? everyone belongs to someone.
mas se o meu Dawson não me trata como Joey, nem o meu McDreamy como Meredith, então, eu só posso colncluir que sou ingénua. sou-o. de todas as vezes que perdoo erros crassos, ou fecho os olhos à postura rude do mundo, e ainda quando compro publicidade enganosa. mas sou eu. e a Grace não tem mãe, e o pai morreu no espaço, e ainda assim, adivinhem? o querido AJ não trespassa o mundo para as costas dela. a Joey gostava do Pacey, e ainda assim.. o Dawson nunca se mostrou fraco e vulnerável, muito menos deixou de ser honesto ou leal. estou farta de exemplos, porque nenhum vai ser o meu. muito menos o teu. agora já posso ir, e escapulir-me de casa, sem ser preciso saltar janelas ou improvisar cordas com lençóis. isso, já não sou eu. agora, eu saio pela porta da frente. não odeio ninguém. aceitei.
'five stages: denial; rage; bargain, depression; acceptance.'
ainda não absorvi a informação que preciso para sair de casa, mas não quero ficar muito tempo com a porta entreaberta. nem sei o que quero. não sei nao sei não sei. sou uma pequena pedra, que tenta voar ao sabor do vento, mas demsiado pesada para conseguir. talvez.
é submissa a forma como tento mostrar-me que acabou uma fase da minha vida. agora é que o enjoo começa. eu tentei, ser mais forte que o teclado. eu juro que sim. mas não há nada como ficar só, por dois entretantos, para que algo seja mais forte que eu. por norma, quem toma decisões deve saber o que quer. o que deseja, seja qual for o limite do sonho. mas eu não. quiçá, a única coisa que sei, é que queria ser a Adrianna do Navid, a Lana do Clark, a Sara do Michael ou a Meredith do Derek. se calhar o que eu precisava, era um AJ na minha vida de Grace. e é agora que chega o riso para disfarçar o choro. é irónico, como eu sei que já fui a Joey de um Dawson. E agora sou uma estúpida qualquer. dá vontade de rir, não dá? everyone belongs to someone.
mas se o meu Dawson não me trata como Joey, nem o meu McDreamy como Meredith, então, eu só posso colncluir que sou ingénua. sou-o. de todas as vezes que perdoo erros crassos, ou fecho os olhos à postura rude do mundo, e ainda quando compro publicidade enganosa. mas sou eu. e a Grace não tem mãe, e o pai morreu no espaço, e ainda assim, adivinhem? o querido AJ não trespassa o mundo para as costas dela. a Joey gostava do Pacey, e ainda assim.. o Dawson nunca se mostrou fraco e vulnerável, muito menos deixou de ser honesto ou leal. estou farta de exemplos, porque nenhum vai ser o meu. muito menos o teu. agora já posso ir, e escapulir-me de casa, sem ser preciso saltar janelas ou improvisar cordas com lençóis. isso, já não sou eu. agora, eu saio pela porta da frente. não odeio ninguém. aceitei.
'five stages: denial; rage; bargain, depression; acceptance.'
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