sábado, 17 de abril de 2010

cry

Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
(...)
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras o seu cruel sentido
Sobre a razão estar cega
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu.

(...)

A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Ora amarga! Ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura.

domingo, 21 de março de 2010

21, remember me


“Almost everything you do will seem insignificant, but it is important that you do it, cause nobody else will. Our fingerprints don't fade from the lives we touch.
Make sure the people you care about know how you really feel.
Because just like that, it could end."

"I have my dessert first. I just don’t see the point of waiting. What if I die eating the main course? I die without having eating the one thing I wanted most."
i love you

domingo, 7 de março de 2010


"Every now and then we find a special friend, who never lets us down, who understands it all, reaches out each time you fall, you're the best friend that I've found."
Jordan Hill - "Remember Me This Way"


Thank you for loving me, with flaws and all - love you, yang.

domingo, 10 de janeiro de 2010

d

Let me not to the marriage of true minds admit impediments.
Love is not love which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove.
Oh no! It is an ever-fixed mark that looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wandering bark, whose worth's unknown, although his height be taken.
Love's not time's fool, though rosy lips and cheeks within his bending sickle's compass come:
Love alters not with his brief hours and weeks.

Shakespeare Sonnet 116

i'm not ashamed

quem me dera que não te tivesses esquecido de todas as coisas que fizemos a dois. do verão, onde era tudo paraíso sem ninguém no meu caminho, e como era tão melhor aí. já sei que no minuto em que leres isto, vais dizer: pois não podemos voltar a antes. e não sabes como isso magoa, não sabes mesmo. não sabes como magoa, ter de imaginar todo o santo dia, em como vais dar flores pela primeira vez a outras pessoas que não eu; que vais levar as estrelitas em coração à outra cama se não a minha; que os meus 'kel hugs' não vão chegar mais quando eu for à praia; que outra pessoa vai ouvir as tuas musicas tontas enquanto acordas e fazes o teu leite com oreos - e não sabes como isso dói. nem quero pensar, quando chegar a altura em que vais fazer um desenho em A2 dessa pessoa, e ela o vai pendurar no quarto e ficar tão feliz porque aquela foi a melhor prenda de Natal; ou quando alguém que não eu for surpreendida com um pedido e haverá outra data que não seja 26; também nem quero pensar que vais ver outra pessoa dançar ou outra pessoa cair nos teus braços tão fundo como eu caí; ou que vais encontrar outro amor de vista e o vais ver noutra viagem; que nos teus anos vais receber uma coisa melhor que a nossa história; que vais levar outra pessoa para brincar com o teu irmão e para jantar com os teus pais. Não sei onde estou quando penso que alguém vai comprar gomas contigo e que alguém vai comer massa com frango na tua mesa, em vez de mim; não sei como vai ser possível teres alguém no quentinho nas terças-feiras ao almoço; ou alguém que te vai dar a mão no meio do caminho para casa e que vai voar ainda mais alto que eu à porta de casa; que outra estranha para mim vai sentar-se no meu lugar, e que te vai levar a almoçar a casa da avó; outra pessoa para te apertar as bochechas ou para te apertar a mão quando tem medo; eu juro, não consigo acreditar que quando essa pessoa te levar para a casa de férias, tu vais ver as estrelas com ela ou matar formigas com uma lupa, com esse teu sorriso que era "só para mim", como me costumavas dizer; ou que vais levar alguém à tua arrecadação e ao oitavo andar; que vai ter uma parede cheia dos teus desenhos lindos; que vai chegar a tua casa nas férias as oito e deitar-se contigo aos beijinhos e chamar-te fofinho, como eu fazia; que vai contigo ao cinema e que vai saber como não gostas de pipocas ou como não gostas que te faça aquilo nos lábios; que agarre no teu cabelo quando for preciso e que te deite no colo e te faça festas com amor; que te faça surpresas às quartas à tarde, com velas e com muitos mimos à mistura; que nos almoços, consigam grelhar gambas e pernas de frango, ou fazer panquecas e virà-las no ar; que adormeça em tua casa à noite, depois do jantar, e que se deite no teu peito, quanto recebe festas; que apanhe sustos contigo; que seja levada ao colo na água e que te dê beijos no mar; que apanhe escaldões contigo; que mude todo o quarto com a tua ajuda; que emoldure os teus desenhos e que os venere como um picasso; outra pessoa que vai ter uma casa com 20 uarus e um jardimzão; alguém que vá contigo à aquaplant e te compre um peixe lindo para o aquário lá de casa; alguém que saiba tão bem como te movimentas nos beijos e nos abraços e que goste da tua respiração tanto como eu; que te faça tanguinha :$ e que brinque contigo na tua cozinha, enquanto fazem pizza. Não consigo, não consigo ficar bem ao pensar que alguém vai contigo ver ténis e almoçar ao mc; ou alguém que goste tanto do cookie time como nós; alguém que se ria descontroladamente para ti na webcam e que veja o smallville contigo; alguém com quem tenhas tantos 26's e tanto destino; alguém que roçe a pele na tua e alguém que consiga entrelaçar as pernas contigo, lá no quentinho; alguém que diga que és o seu porto de abrigo e o seu ninho de calma; alguém que te abrace com tanta força como eu; alguém que não queira estar longe um minuto, que nem consegue ir de férias; algiém com quem irás estar no algarve, sozinha, enquanto a mãe dela vai para a piscina; alguém com quem brincar às cócegas e que grite tanto a rir como eu gritei daquela vez; alguém tão preocupado em ter um futuro contigo; alguém que diga sim quando fizeres a outra pergunta maior. Alguém que te viva, como eu. Mas se o amor é uma falácia, eu só posso ter sido um apelo à ignorância, por tanta vez acreditar que podia ter alguém tão maravilhoso como tu.

Isto e muito mais, é o que eu sou.
Amo-te.

sábado, 9 de janeiro de 2010

where is my karev?


"fico fulo da vida quando eles olham para ti, mas ao mesmo tempo, sinto me tão bem por saber que por te ter, mais ninguém te tem."

domingo, 3 de janeiro de 2010

2010

porque é que as passas não funcionam, gosh?

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

today hasn't been ok

sms da J. :
Não esquecer: roupa interior azul (checked), máquina (checked), pilhas/bateria (checked), vestido (mais que checked), ganchos (checked) e uma foto do lindo na carteira (tá super checked! - mas a gozar, óbvio).


A noite ontem foi pior, e acredito que hoje não vai ser muito diferente.
"Sou tão cobarde como os outros - os outros, que nem ainda tropeçaram."

fica lá no 6 com o teu 3

"Tudo o que é belo, perfeito e sublime, tem o seu momento e depois desaparece. O encanto da nossa relação perdeu-se a meio do caminho entre os meus sonhos e as suas dúvidas. Não conseguimos superar as diferenças, apesar de todo o amor que tínhamos construído, apesar de tudo o que tínhamos sonhado. O amor quase nunca vence a vida. Antes e depois do amor, há sempre obstáculos que nos impedem de seguir o caminho que queremos. (...) Afinal, talvez a vida ainda me consiga surpreender."

m.r.p.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

two thousand and nine

 
bem sei que é um cliché fazer o ‘apanhado’ do ano que passa, e ainda para mais, quase no último dia. ‘o que está feito, está feito’, e 2009 foi um ano que usou e abusou desta frase. Mal me lembro de alguns meses, semanas e muito menos do que fiz em cada dia. mas recordo-me tão bem, do almograve: de cantar o infinity com a j. ao mesmo tempo, da célebre frase, de todas as piadas e de todas as viagens na bagageira, em que quase perdi uma perna ou a voz de tanto gritarmos com a d. – foi fantástico. lembro-me também, do dia em que fiz as pazes com o meu pai, depois de um eternidade sem lhe falar – foi bom ter tanta parvoíce de volta e tanto mimo da minha avó – eu gosto realmente deles.
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também me vem à cabeça as mil vezes em que tanta guerra houve com a minha mãe, que acaba sempre em choro e beijinho – mas nem sempre sei se vai passar, o que é certo, é que ‘passou, passou’. está bem guardado na minha cabeça, como a continuação do encontro de um grande amor (que já vinha de 2008), e da maneira como o perdi, há pouco tempo – custa-me muito a acreditar, mas é o presente que desenharam para mim. também amei viajar pelo mar, naquele grande cruzeiro, onde não houve um dia em que parasse quieta, apesar do enjoo e da saudade – definitivamente, para repetir. foi este ano que recebi uma máquina fotográfica nova – o meu segundo grande amor – que desfiz passado uns meses . e sofri bastante com a ausência de fotografias. lembro-me que foi em 2009 que nasceram as sluts, e que tanta coisa fizemos juntas – e tanta piada nasceu . lembro também, que em 2009 ainda tínhamos aulas do ângelo, e como eu e a joana quase morremos de tanto rir – e que a nossa barriga não aguentava mais. também foi um ano de grandes sustos – a minha avó no hospital, tanta negativa e a família dividida por completo. outra coisa que me vem à mente: foi o primeiro ano em que discuti com a minha melhor amiga de infância – a minha prima-, porque se bem me lembro, não era assim desde que nos chateávamos por uma barbie – mas o que está feito, não pode ser mudado. após ter partido a máquina, pensei que o meu pai não voltava a pôr-me outra nas mãos – enganei-me – esta é melhor, e continua a ser o segundo amor da minha vida. também foi este ano que me apeguei mais aos meus primos que vivem em espanha – tantas saudades que já tenho, da minha menininha de olhos verdes a bajular-me com beijinhos e a pedir me para colar pegatinas com ela. e por último mas não menos importante – foi em 2009 que encontrámos a mafalda e foi em 2009 que ela foi para os EUA – we miss you. podia ficar aqui o resto da noite a contar – mas quem fez parte do meu ano, sabe tudo.
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saudade, apego e perda são palavras do ano. adorava poder dizer com toda a segurança que vou mudá-las para aceitação, desapego e conseguir – mas era tudo tão mentira.
só quero uma folha nova na mochila, umas canetas com purpurinas, amigos e uma máquina – quero a minha estabilidade e os outros doze desejos ficam na expectativa.
happy new year
i'd rather be izzie

fica lá com o teu 3

"(...) a maior parte deles não aprende, nem que lhes caia um piano em cima dos cornos."

m.r.p.

domingo, 27 de dezembro de 2009

what are we supposed to do, after all that we've been trough, when everything that felt so wright, is wrong?
(not to be continued)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

emotions

"Driving home for christmas..."

O Natal este ano, desenhou-se menos familiar, mas com muitos, mas muitos mais gritos - of joy.
Spotted: S. and SONY DSC H2o - it takes two to tango.

Já sei agora, que tenho companhia absoluta para a passagem de ano - garanto que só precisava de uma nice landscape - é que com três olhos, a coisa torna-se mais exigente.
Isn't that beautiful?!
Words of joy, you know you love me! xoxo, Go.. Susana (ainda estou no modo sony - definitely, a a marca do dia).
"I'm gonna live forever; I'm gonna love how to fly"

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

cut my wings, please


Oh, como a tua nostalgia me faz bem quando é minha! Mas para a próxima, alguém que me ajude a pôr os pés bem assentes no chão - como todos os gémeos, sempre no ar, precisam.

domingo, 13 de dezembro de 2009

wild fire

"and these mistakes you made, you'll just make them again, if you only try turning around."

Para cair também é preciso força, e é preciso querer.

sábado, 12 de dezembro de 2009

i have autority issues

é horrível, quando a única coisa que consegues ver, são famílias que até funcionam. o meu pai comprou-me isto, eu e a minha mãe hoje tivemos um dia em cheio, oh como gosto de viver em casa, nunca vou sair debaixo das saias dela, sabes? é dark and twisty, quando nos apercebemos que a nossa capacidade de lutar por qualquer coisa, se torna tão pequenina sem termos um braço para puxar. e porque é que não podemos passar do limite? se calhar nunca o fizeram, quando eram da nossa idade, tão idiotas como nós. mas a culpa é vossa, vocês é que me educaram assim. porque é que nos temos de resignar e aceitar a maneira como crescemos, em vez de combater todo esse mau hábito, o de deixar andar a coisa? é díficil, viver sem o que nos aconchega, e sem o que nos deu carinho toda a vida, para agora nos largar a mão no meio do jardim, onde tudo é feio. oh, de certeza que a tua vida não é assim tão má, a minha não é tanto, então a minha, não tem nada disso pelo meio! mas no fim do dia, porque é que tive de ser eu a mais forte, e a única a segurar as lágrimas dentro do olho, de joelhos no cacifo, para não as deixar correr pelas más linguas da escola, que de certeza, não me iam lamber as feridas? é certo, que sem a raíz, nada consegue crescer bem, e eu, que consegui ir semeando a minha por aí, agora não me consigo ver como mais que uma miúda, uma qualquer, sem mentalidade de senhora - sem objectivos definidos, a brincar com tudo para parecer bem.

se alguém sabe como não desistir, sou eu.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009


"Nós somos a alma do grupo!"


Obrigada, por seres o meu Rui quando eu preciso de ser um bocadinho mais Chuxinha. E por seres o meu BFF Naxa, quando eu sou um bocadinho Nardo, ou um bocadinho nerd. Obrigada por me fazeres uma torrada sempre, e por me quereres roubar a caneta vermelha sem eu ver (porque é a minha melhor caneta). Obrigada por chateares tanto o João comigo, quando eu não tenho mais nada com que me rir (sobretudo, quando preciso de rir da desgraça dos outros). Por me seres fiel quando mando o Nando lavar a loiça, ou quando me rio dos 'ERRADOS'. Obrigada por seres genial, como eu, e por criarmos o movimento ao que liiiiiindo, e mais uma vez, por cada vez que a Adília diz 'caso geral', dizermos em CORO: 'o João gosta da Íriiiis' - só porque faz rir; porque faz bem e tu sabes. Gracias, por seres a Crsitina, e teres insistido que querias ficar uma vez no chão da casa-de-banho da escola, sem dizer nada - só para chorar, ou gritar - e para me fazeres sentir 'your person', como sou uma Meredith. Obrigada, por tantos chocolates e pastilhas que gastaste comigo - e pelas bolachas de pequeno-almoço que já comi. Obrigada por seres parva, e gozares comigo, porque isso me faz rir! Não me importa muito, se somos assunto na reunião, o que verdadeiramente importa é que podemos rir sobre o teste do Nando, porque tem imensa piada a forma como ele não come alone fish, ou como ele becomed. Obrigada por saberes que o Rui tem de ir JÁ para a guerra, porque é o que se passa no Iraque! Obrigada por saberes o que dizer na altura certa, como quando eu pergunto À Kitty se ela gosta mais do Hugo ou do Rui, e ela diz: RUI! E quando estamos a ler blogs, e de repente, decidimos: vamos ter uma casa como a desta, e comprar tudo o que queremos! Obrigada por me abrires os olhos, e me teres dito que o N era horrível,e que não tinha quadradinhos nenhuns. Obrigada, por rires comigo até doer a barriga, nem que seja na parte mais importante da matéria, nos últimos cinco minutos da aula da Nanda. És a minha cabeça, e chega a ser liiinda, a maneira como pensamos tão em sintonia. Nunca me abandones, se não, quem é que ia pedir ao Nando e ao João para nos pagar roupa nos saldos, ou gozar com o Nardo e com a Nanda, a São e com o Fejó? Quém é que ia pensar por mim, quando eu estivesse sem cérebro? Tu.


You're my person.
"Amar alguem é querer o melhor para essa pessoa. Amar é sonhar, é proteger, é dar a mão quando é preciso e soltá-la quando assim tem de ser."

what a difference a day makes




"You never know the biggest day of your life is the biggest day. Not until it's happening. You don't recognize the biggest day of your life, not until you're right in the middle of it. The day you commit to something or someone. The day you get your heart broken. The day you meet your soul mate. The day you realize there's not enough time, because you wanna live forever. Those are the biggest days. The perfect days. You know?"


That's how I miss those days.

sábado, 28 de novembro de 2009

today...


..I feel GREEDY!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

sou tudo ou nada

não dá para viver pela metade, não sou eu. e esta é a última das últimas vezes que te escrevo, ou que escrevo para ti. sei que podes não ler, é óbvio que estou ciente disso, desde ontem. mas também me tornei ciente de muitas mais coisas que aconteceram ultimamente. sabes, é como se o pano tivesse caído, e é tal e qual o azeite a vir ao cimo da água: como a mentira ter perna curta, porque mais depressa apanhei o mentiroso do que a pessoa mais coxa do mundo. e ainda acredito que não vou encontrar ninguém coxo, nem mesmo sem uma perna, porque agora, eu comprei uns óculos! é uma lástima, ver que depois de tanto tempo, ainda não és maturo o suficiente para saber lidar com os teus erros, porque tu sabes que não cresceste com isto, como eu tenho crescido. não em tamanho, nem mesmo em questões de parvoíces, ou criançices. é como diz a minha mãe, "esta geração não sabe levar um 'não' " - mas parece que eu nasci há mais tempo, porque, de facto, eu tive de me contentar sempre com o 'talvez', que, por via das dúvidas, se tornou sempre em 'NÃO!'. talvez seja por isso que agora me contentava com um 'não' teu, e acho que não me revoltava nada se ouvisse um 'preciso de estar sozinho, deixa-me'. porque, para respeitar os outros, eu tive de aprender a respeitar-Me. e tu... tu não sabes como respeitar a tua dignidade, quanto mais respeitar a minha! não é como se fosse só eu quem importa, e sabes bem que isso é o mais falso dilema da tua cabeça nos últimos tempos.
se soubesses aproveitar tudo acerca do amor incondicional de que te falei, também teria sido conveniente dar ouvidos ao que eu disse sobre: 'eu amo-te, e para o nosso bem, agora devo afastar-me até tudo estabilizar. mas eu amo-te, não deixo de te amar, e percebe que se me afasto é por te amar pura e incondicionalmente'. levaste-me ao extremo, como eu nunca tinha experimentado. e então senti na pele, o que é a lágrima de deitar tudo a perder, e do que é querer não te amar.
podes culpar-me? 'não'. podes culpar-te? 'não'. mas a diferença é um relevo bastante inclinado em cima de ti: tu sabias, até bem de mais, que eu era, e, que sou da maneira que sou. assim, tão susana. as I ever knew myself.
escorreu tudo pelas nossas mãos, e para mim foi como viver a mentira perfeita, a mais bonita de sempre: mas ainda assim, foi esse o meu falso dilema. e eu provei o sabor da mais tenra revolta, quando a indignidade tomou conta de ti. é esse o teu problema, e por vezes o meu: lack of self-control. e se me estou a fazer entender, foi isso que eu quis quando te pedi para recuares meio passo, ou para me deixares sozinha comigo: e tu já não sabes como me deixar, porque agora não se trata de uma relação. isto, a que eu costumava chamar de 'sempre', tornou-se numa coisa a que eu chamo, habitualmente, de 'obcessão'. tua. se isto só nos deixa de rastos, e só faz tudo recuar mais que meio passo (pelo qual costumava implorar), e se todo o santo fim-de-semana não conseguimos estar bem um minuto que seja, what's the point?diz-me, a sério, porque eu não vejo um palmo à frente. tem piada até, quando eu queria dizer que com isto ficámos mais unidos: mas se não nos fez mais fortes, de certeza, foi porque nos matou, e foi violento.
de outra pessoa, eu conseguia esperar tudo o que veio de ti: as coisas más. de todos os demais, sem ser de ti, porque eras tu em quem eu confiava mais que ninguém. agora muda de cena, agora, posso desdenhar o mais falacioso dos mentirosos, e não encontro nenhum à tua altura: capaz de agir como tu decidiste.

e hoje é tudo, estou sem palavras para ti. é hoje, e sempre. quanto não fica por dizer, mal de mim.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

one for two

as she said: tough is something hard. i miss you.


p.s.:love you, d. like, forever.

sábado, 14 de novembro de 2009

there are no secrets except the secrets that keep themselves

(duas semanas atrás)
Mafra

Amor é perpétua repetição, familiaridade com carinho à mistura e muita bagunça de coração. Amamos o que conhecemos como benévolo e o que contínuo se desenrola nesta vida: a pele entranha-se; o cheiro transparece a roupa e o beijo inebria-se em ambos os lábios. Amamos, apenas, aquilo que conhecemos, porquanto, o que aprendemos a amar: para sempre. Amamos, o que connosco se identifica e o que a nós se acorrenta inerentemente. Sobretudo, a gente ama o que a gente cuida: é um corpo só que se habitua ao nosso, que funciona como encaixe perfeito ou molde. Nunca me dei à ousadia de acreditar em triviais coincidências, mas sei que ter-Te conhecido, não foi por mero acaso rotineiro - foi uma dádiva do destino (ou como queiras chamar-lhe). Não consigo fazer um só rewind, sem notar que a minha vida não se desenha na tua ausência, muito menos sem ti, meu refúgio.

Sei que o meu amor, é determinante possessivo e advérbio obcessivo na tua gramática: não quero vez alguma ter de te partilhar com áquem ou outrem: atormenta a teoria de que tudo pode ser eterno. Por medo de perder toda a nossa plenitude, é frequente o forró de escárnio e mal dizer: hábito em nós agora. MEDO, de um dia, vir a ter de descobrir que há coisas piores que ser deixada para trás: porque o fui, e é nisso que vou ter de me apoiar para ultrapassar a tua partida. Pode parecer cliché, ou novela mexicana, mas eu não temo em dizer-te a verdade que é tudo menos o que parece: tudo ia desabar se te desviasses o teu rasto do meu. Porque it wouldn't mean anything if you were gone.

Já para não dizer que a saudade corrosiva iria chegar, e eu teria de a aceitar como beijo de judas que não larga ao fraco: just like me...


continua (...)