sábado, 31 de julho de 2010
e tão bem que cheiram as férias
gosto dos verões, mesmo que nenhum seja igual ao anterior, como faço questão de me prometer que vão ser. gosto de chegar cedinho à praia, e nem esperar um segundo por ir ao mar. gosto de ficar com o sal entranhado na pele, e gosto do cheiro à maresia. gosto de beijinhos na praia, porque sabem sempre a salgado. e gosto de protectores, bronzeadores, batôns e sticks na minha bolsinha. gosto de ler, ler e ler outra vez na espreguiçadeira. gosto de água e de descansar sob o sol. gosto de virar as costas à areia, quando mais ninguém quer, e levar com a brisa das ondas. gosto de voltar da água, e gosto de lá ir de novo. gosto de ouvir ivete sangalo e essas melodias que sabem a calor. gosto de comer, quando já não posso esperar mais, de estar de estômago tão vazio. gosto de ameixas, de sandes feitas à pressa e da bola de berlim. gosto de enterrar os pés na areia, e de dormir. gosto de fazer tranças, de me pentear. gosto da forma que o sal confere ao meu cabelo, porque o deixa selvagem, assim como nunca consigo que ele fique em casa. só no mar. só no verão. gosto de me besuntar com óleo, e de ver a pele a mudar de cor gradualmente. gosto do meu dourado. gosto de água-de-cocô. gosto das madeixas claras no meu cabelo. gosto de ficar até tarde, a dormir na toalha. gosto de mergulhar tantas vezes na água, que até chateia, e gosto de lá ficar até estar toda engelhada nas mãos. gosto de voltar de um dia assim, para chegar a casa e tomar um banho imenso, barrar-me com o mais cheiroso after-sun e vestir o meu pijama mais leve, porque já sei que no momento em que me aconchegar no sofá, vou adormecer que nem um bebé. foi por isso que eu nasci no verão.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
de seres sempre parvo comigo, agora
o meu pai no outro dia disse que ia graffitar a fotografia de parede do meu namorado.
deixa lá pai, hoje eu faço isso por ti.
sábado, 17 de julho de 2010
untitled
"tenho saudades tuas. tenho saudades de ler a nossa história no teu deviantart, porque estava sempre ansiosa por ler mais um capítulo e porque essa era a maneira como nos vias, e eu adorava. tenho saudades de uma mensagem de boa noite com o peaches and cream, que tu só 'gostaste' porque eu gostava. tenho saudades, mas mesmo muitas saudades de um desenho teu, daqueles mesmo à antigamente, sem textos, só com o teu traço, que valia muito mais do que qualquer letra. saudades do antes, que nunca mais volta. do antes, em que eras o D. dos desenhos, que postava 1001 rabiscos novos no deviant, à espera que eu os fosse lá ver (se já não os tivesse visto antes de serem postados). tenho saudades do teu blog, que nem cheguei a perceber bem o porquê de o teres apagado. e tenho saudades de teres as tuas unspoken words, porque aí ainda as tinhas, apesar de tudo. tenho saudades de ir ao El Corte Inglés e saudades de nos rirmos, sem vergonha. tenho saudades de quando os dias eram maiores que as noites, mas mesmo assim, nós ainda sentíamos saudades. saudades, saudades, saudades. de ter vergonha de namorar em frente dos outros, porque queria esses momentos só para mim - sem ter de dar explicações a mais ninguém que não tu. mas nunca me percebeste. saudades do nosso mundo partilhado, em que me compravas pastilhas de pêssego todos os dias - mesmo que não tivesses dinheiro. tenho imensas saudades de estar na rua, à chuva, e de aconchegar-me em ti, às escondidas, com medo do mundo dos adultos. da tarde em que foste a minha casa pela primeira vez, onde dormiste, enroscado em mim e numa manta fôfa. tenho saudades. não só dos dias em que íamos ao McDonald's e falávamos de bolachas do Bugs Bunny, quando ainda éramos uns bebés nisto. tenho saudades, de de deixar mensagens offline, e de me mostrares o teu saldo de 140 euros negativos, só por teres falado comigo de Espanha. nunca pensei vir a dizer isto, mas tenho saudades de me perguntares se já tinha pensado. não dei valor a isso, é verdade. mas é uma afirmação, e tenho muitas saudades disso, e de quando cada minuto era importante para ti na luta que travávamos, à espera que eu me decidisse. tenho saudades de me tentares ajudar a escolher, e de quando meio-mundo me dizia para arriscar contigo. saudades - de te lembrares das coisas, e de te lembrares de levar o bloco que te fiz para casa. talvez tenha sido por isso (e também porque não saí de casa) que este ano não me deu muita vontade de te comprar alguma coisa sozinha - porque a nossa história passou uma ano em minha casa, sem nunca te lembrares dela, e tenho pena, porque fiz tudo com o maior carinho do mundo. tenho saudades, de chorar no teu ombro, e de me reconfortares como deve ser, sem depois te aproveitares disso para me enfraqueceres mais. tenho saudades, que teimam em não se ir embora, de quando íamos ao cinema, e de quando me disseste que na nossa segunda vez juntos, nem prestaste atenção ao filme. tenho muitas muitas saudades de me cantares ao telemóvel as duas músicas que mais me tocaram e mais me tocarão na vida. tenho saudades da tua paciência, da tua ingenuidade. de quando ainda te integravas no meu mundo, sem a necessidade de crescer. sobretudo, da tua compreensão como meu namorado, com o amor que eu precisava. não um amor mau, como este, que só serve para mostrar por casa. isso não se faz. e tenho, tenho saudades do tempo em que ainda gostavas de mim pelo que eu era, com as minhas falhas, porque já percebi que agora, como viste quem eu sou, já está tudo perdido - até o amor mau. mas é só isso. são só mais uns milhões de saudades guardadas num frasco, que me trazem boas memórias. tenho saudades tuas, Daniel."
nowadays
hoje já ri, e hoje também já chorei. nunca acordei com os olhos tão fechados nem tão fora da cama, como hoje. hoje comi bem ao pequeno-almoço, para variar um bocado. mas continuo de estômago vazio, daqueles que rosna tão alto que nem no outro lado do mundo dá para deixar de ouvir. hoje já me sentei em frente à janela e imediatamente me encontrei com o vento, que me bateu na cara, e adorei. hoje já ouvi músicas tristes, que me fizeram cair o tecto em cima das costas, mas também já ouvi músicas que me fizeram sentir bem, mas que me fizeram perceber que hoje o meu dia, podia ser melhor. hoje sonhei com cinco coisas diferentes, mas todas à volta de uma. hoje acordei tarde, para não me lembrar o que eram as oito, porque hoje, hoje eu estou com saudades de outros tempos.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
vacations
e hoje, diz que estou oficialmente de férias. on holidays. de vacaciones. in vacanza. en vacances.
agora é começar a ler o Memorial do Convento, para despachar a coisa (jasus, sou tão nerd). também queria começar uns livritos em inglês, mas isso fica para outras férias. agora já posso dormir até às tantas (com saudades de acordar às oito, if you know what i mean), começar a ver o O.C. e afins.
agora é começar a ler o Memorial do Convento, para despachar a coisa (jasus, sou tão nerd). também queria começar uns livritos em inglês, mas isso fica para outras férias. agora já posso dormir até às tantas (com saudades de acordar às oito, if you know what i mean), começar a ver o O.C. e afins.
one
"E deixava a vida fluir, esquecia-me dos teus defeitos e tu dos meus e com o tempo aprenderíamos a viver um com o outro sem nos cansarmos, sem nos magoarmos, sem sombras nem equívocos.
Se eu pudesse, levava-te agora para casa, sentavámo-nos a lareira a conversar explicava-te porque é que um dia reparei que existias e sem querer me esqueci do meu coração entre os teus dedos.
Se eu pudesse...mas não posso, porque ninguém caminha sozinho, uma ponte só se constrói se as duas margens deixarem e o rio só corre se a corrente o empurrar. E eu não sou mais que uma gota de água nesse rio parado, uma peça perdida de uma ponte desmantelada, um mapa riscado que se esqueceu de todos os caminhos, uma folha em branco que perdeu a caneta, um estandarte sem bandeira, uma voz sem som, uma mão sem a outra. Falta-me a tua voz, o teu desejo, o teu querer, o teu poder. Falta-me uma parte de mim que te dei e que agora já não podes devolver.
Um dia havemos de nos entender." (MRP)
Se eu pudesse, levava-te agora para casa, sentavámo-nos a lareira a conversar explicava-te porque é que um dia reparei que existias e sem querer me esqueci do meu coração entre os teus dedos.
Se eu pudesse...mas não posso, porque ninguém caminha sozinho, uma ponte só se constrói se as duas margens deixarem e o rio só corre se a corrente o empurrar. E eu não sou mais que uma gota de água nesse rio parado, uma peça perdida de uma ponte desmantelada, um mapa riscado que se esqueceu de todos os caminhos, uma folha em branco que perdeu a caneta, um estandarte sem bandeira, uma voz sem som, uma mão sem a outra. Falta-me a tua voz, o teu desejo, o teu querer, o teu poder. Falta-me uma parte de mim que te dei e que agora já não podes devolver.
Um dia havemos de nos entender." (MRP)
terça-feira, 13 de julho de 2010
que asco
este ano, que vieram natiruts, dub incorporation, john butler trio e ainda a colbie callait e o james morrison, eu não vou ver nenhum. o único festival que vou é ao do iPod. e isto é tudo culpa de ter pais divorciados que escolhem sempre as férias nos dias errados. isto é tudo uma pain in the ass.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
what if
a vida não é senão as escolhas que fazemos, mas não faço a mais pequena ideia se vá à segunda fase ou se peça reapreciação. it's never enough, isn't it? acho que mal vou ter férias este ano.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
deita cá para fora #1
hoje decidi escrever sobre mudança. já não me deixa muito chateada ver o quanto as pessoas mudam com o tempo, e como tudo o que aprenderam com o passar dos dias se deixa fluir nas suas personalidades - afinal, quanto mais tempo, mais vivências e, consequentemente, mais capacidade de pensar de maneiras diferentes - mudar de atitude. a vida é cheia de reviravoltas, and so on.
já dizia o Darwin com a sua prestigiada hipótese da selecção natural (isto da biologia até se aproveitou, sem ser no exame), que "não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças". e eu sei, que o que mais me afecta é conseguir reparar nas diferenças do antes e do depois (antes não tivesse nascido com essa habilidade); lembrar-me do tempo em que estavam todos congelados, e eu sabia com o que contar, sem ter de pisar na expectativa. pensando bem, isso não significa realmente viver; isso chama-se passar pela vida. mas quanto a mim é melhor, não sabendo o futuro, ter a certeza de que o que eu preciso está ali, e não vai mudar. eu não preciso de cambalhotas nem de contorcionismos na minha vida, e eu quero que os alicereces da nossa casa nunca se modifiquem. mesmo que a terra mantenha o seu movimento de rotação, ou que as placas oceânicas continuem a renovar as rochas. vá, também pode vir um bocadinho de ansiedade, porque as borboletas na barriga nunca fizeram mal a ninguém: muito pelo contrário.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
they wolves (2)
e aqui fica uma pequena parte do meu domingo em Mafra, com algumas das criaturas mais amorosas do mundo animal (ao contrário do que se pensa).
todas as fotografias têm os direitos reservados ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico.
todas as fotografias têm os direitos reservados ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico.
tough life
ontem foi a primeira vez que fui à praia neste verão. e também a última, até dia 15. vou apanhar um mega bronze nos livros e talvez mergulhar no mar que eles fazem na minha secretária. wish me luck.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
tá tudo bem
everybody makes their mistakes. and when I say everybody, I mean it. I think we all have our flaws, even if we try to hide them.
my preciousssss
não sei porquê, mas acho que já nasci com um defeito qualquer que me desconecta das tecnologias! já é, no mínimo, o décimo quinto telemóvel que tento estimar e que se parte o ecrã! o meu pai costuma lá balbuciar umas coisas sobre eu dar azar a todo o tipo de engenhoca que me pára nas mãos, mas daí a partir SEMPRE o ecrã? eu acho que está na hora de ir fazer uma visita à bruxa.
meanwhile, alguém sabe de pessoas que vendam o ecrã de fora do iPhone? é que não vou desistir, eu vou ficar com UM telemóvel mais de um ano, ai se vou!
começar pelo último passo
não gosto de escrever sobre a raiva, nem sobre os maus sentimentos, mas é isso que me invade a felicidade. tão momentânea quanto um sopro no vento, tão passageira no seu comboio que nem pára para apanhar mais uma desgraçada, como eu. tenho as minhas próprias pancas e as minhas vergonhas, e é por isso que escolho a ira como palavra do dia de hoje. e é um dos meus objectivos que vou cumprir from now on: a aprender com os meus maiores lapsos, whatever it takes. só preciso de um pouco mais de calma, e como alguém sábio me disse há uns dias: ou te conduzes, ou te deixas conduzir. acho que já dá para perceber o que tenho andado a fazer até agora; a errar e a não passar bem a lição no bloco. acho que preciso definitivamente de prestar atenção, e enfrentar o maior medo que tenho na vida: o de estar um pouco sozinha e ter de tomar as minhas decisões. sem mais ninguém.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
they wolves
domingo, 13 de junho de 2010
share
entrei no carro do meu pai, mas ainda estava no teu prédio. não estava a 60 à hora, no meio de uma estrada qualquer, mas sim no teu abraço. e a minha cabeça viajava a uma velocidade estonteante, em uníssono com o meu coração, como há muito não acontecia. ambos sabíamos que a nossa ira era muita, mas não foi a suficiente para nos deixarmos. nunca é. e eu larguei-te a correr, para não deixar ninguém olhar. dei por mim a meio do caminho para casa, a sorrir-me, e senti-me leve. lembrei-me do que senti, e pensei, como se comigo falasse, que cada vez que nos voltamos a entrelaçar depois de algum tempo longe, eu vivo tudo, como se fosse o inicio. talvez por me desabituar da tua forma e das tuas feições quando estamos longe; quando a raiva toma conta de mim. é como se fosse mais uma moeda para andar no teu carrossel, que nunca me deixa de surpreender. quando cheguei, a última frase que me passou pela mente foi: nunca ninguém vai conseguir deixar-me tão... assim, sem ser ele.
sábado, 12 de junho de 2010
" ‘Cause you know what? She’s not the problem, WE ARE THE PROBLEM! I wouldn’t have to ask that she-devil for help if it hadn’t been so awkward between us. And I have been trying so hard, so unbelievably hard to be polite, and perfect, and to prove that we have something in common. But you know what? I am done trying, I’m done. This is me Liam, I don’t give a crap about how to build a boat, and I don’t do French fry fights, and I hate nature! I hate it! If you think I’m ever, ever going on another hike again, you are out of your freaking mind! And if you don’t like me for who I am, then that’s just too damn bad!"
sexta-feira, 11 de junho de 2010
about sins

The thing about addiction is, it never ends well. Because eventually, whatever it is that was getting us high, stops feeling good, and starts to hurt. Still, they say you don't kick the habit until you hit rock bottom. But how do you know when you are there? Because no matter how badly a thing is hurting us, sometimes, letting it go hurts even worse.
uma questão de alternativas

Preferias que cantasse noutro tom? Que te pintasse o mundo de outra cor? Que te pusesse aos pés um mundo bom? Querias que roubasse ao sete estrelo, a luz que te iluminasse o olhar? Embalar-te nas ondas com desvelo, levar-te até à lua para dançar? Que a lua está longe e mesmo assim dançar podemos sempre, se quiseres, ou então, se preferires, fica aí, que ninguém há-de saber o que disseres. Talvez até pudesse dar-te mais que tudo o que tu possas desejar. Mas não te debruces tanto, que ainda cais; não sei se me estás a acompanhar.
Podia, se quisesses, explicar-te, sem pressa, tranquila, devagar. E pondo, claro está, modéstia à parte, uma ou duas coisas, se calhar.
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