terça-feira, 15 de novembro de 2011
das verdades irrefutáveis
desde que me lembro, que gosto de liderar. de mandar, de dar aquele ar de dona do mundo, de nariz empertigado. está-me no sangue. está nos vídeos das minhas actuações de ballet, onde se vêm todos os tutus no lugar certo e só eu a olhar para onde não devo, a falar pelos cotovelos para manter o resto das meninas no sítio. gosto de coordenar os trabalhos de grupo, adoro fazer sempre mais que os outros (apesar de não chegar ao extremo de não os deixar fazer nada). gosto de ensinar, gosto de perceber que há coisas que não se faziam sem mim e adoro incentivar os outros (o que não quer dizer que esteja sempre incentivada). sou sempre eu a decidir o percurso das lojas quando vou às compras, sou sempre eu a escolher o filme no cinema e é rara a vez em que deixo alguma coisa por fazer, lá porque a faço sozinha. gosto de dar tudo a todos, estou constantemente armada em mãe de quem se dá comigo, ofereço tudo o que é facilidades, candidato-me aos trabalhos mais árduos e nunca me queixo. sei como tomar conta da situação, e ainda está para vir o dia em que me vão ver a perder o sorriso por ter muito para riscar da lista de tarefas monstruosamente difíceis. só que há dias e dias, situações e situações... e hoje consegui, finalmente, fazer uma coisa que nunca tinha conseguido: admitir que também preciso de alguém para me liderar, aceitar que não posso fazer tudo e deixar-me levar pela corrente [isto é, quando a situação o permite ou quando já não consigo mexer um dedo que seja].
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
está me a custar horrores
isto de não poder tocar nas sobrancelhas, para as deixar crescer. dói muito, chegar a mão à pinça e ter de a afastar, não poder tirar aquele maldito pêlo que fica mal ali, ter de olhar para o espelho insatisfeita nas últimas manhãs. eu sei que é por uma boa causa, eu sei que já me descontrolei demais com elas, eu sei que mudar para uma estiticista melhor tem destas coisas, mas que ninguém me mande bocas quando eu começar a parecer um lobisomem - sob pena de acabar o dia a estragar tudo.
sou de Verão
S.: O meu cabelo não tem emenda, passo a vida a escurecê-lo e ele a aclarar! Mal tenha tempo vou pintá-lo outra vez, e até já pensei em ficar com ele preto.
J.: Não, preto é horrível! E não sai se quiseres tirar.
S.: Mas a tua irmã pintou, e fica gira (para além de não querer tirar)...
J.: Só que ela é uma pessoa de Inverno, tu és de Verão. É isso, eu olho para ti e vejo o Verão.
S.: Pronto, o preto fica fora da lista.
ainda é preciso dizer porque é que preciso de ti em todas as minhas decisões [e às vezes da aprovação também]?
J.: Não, preto é horrível! E não sai se quiseres tirar.
S.: Mas a tua irmã pintou, e fica gira (para além de não querer tirar)...
J.: Só que ela é uma pessoa de Inverno, tu és de Verão. É isso, eu olho para ti e vejo o Verão.
S.: Pronto, o preto fica fora da lista.
ainda é preciso dizer porque é que preciso de ti em todas as minhas decisões [e às vezes da aprovação também]?
hoje é segunda-feira
e não vou resmungar, adormecer, atirar com o alarme à parede nem pensar que amanhã há exame. porque tenho tudo para começar bem uma semana, dormi mais que muito ontem, esta bela música vai-me conseguir despertar da melhor maneira e estudei para conseguir uma grande nota [e nem o temporal me pára]. por isso, bom dia!
domingo, 13 de novembro de 2011
maldito programa de música
que me fez ouvir esta música, para ir procurá-la, encontrar este vídeo e ter saudades da minha série preferida de sempre.
perco a cabeça
quando estou a escrever uma mensagem super pessoal (ou não, até das mais banais) e reparo que a enviei para a pessoa errada. não é que esconda a minha vida de meio mundo, se bem que tenho as minhas coisas privadas como toda a gente. mas depois há toda aquela conversa estranha com a pessoa que nada tinha a ver com a conversa, há a mensagem para reenviar para a pessoa certa, há mais uma pessoa a falar que podia bem estar caladinha (principalmente a meio de conversas importantes com as pessoas certas) e isso consegue deixar-me muito chateada. talvez não tenha mais nada em que pensar no momento, e daí ficar tão desnorteada a barafustar com o telemóvel (que não tem culpa nenhuma), mas cada um com as suas manias, certo?
sábado, 12 de novembro de 2011
não gosto
de ver pessoas sem fazer nada, que mal mexem um dedo e que, ainda assim, lhes aparecem as coisas (mais básicas) feitas à frente. é que eu também tenho a minha veia de preguiça, e coisas complicadas do dia-a-dia não são cá comigo (geralmente chego a casa e já estão feitas), mas não deixo de fazer porque alguém faz por mim, ora esta. [pronto, está bem, talvez tenha (um bocadinho) de inveja de quem pode não fazer nada, assim tipo.... sempre.]
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
tudo o que eu precisava agora
era de saber que, na outra turma, em sessenta pessoas só sete passaram a Anatomia. era mesmo, mesmo, mesmo o que eu estava a precisar, quando ainda me engasgo toda a dizer aqueles nomes horríveis de articulações, quando ainda existem ossos nos quais não pus a vista em cima e quando já é quase terça-feira outra vez. é desta que me me fecho quatro dias no escritório, ai se é.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
quem é amiga, quem é?
[daqui]
já tenho reparado por aí que imensa gente adora, e queria ter, umas Hunter. pois que eu também adoro, e um dia vou ter um par de cada cor e feitio, mas enquanto esse dia não chega, e tenho de me contentar com as minhas azuis, deixo aqui a sugestão de umas praticamente iguais (pena só haver em duas cores), mas totalmente diferentes no preço. e até eu, que prefiro sempre esperar mais um bocadinho para ter as coisas originais, estou a ponderar comprar umas para acrescentar ao meu armário.quarta-feira, 9 de novembro de 2011
sabe tão bem
chegar a casa e ter tudo o que preciso no e-mail, perceber que os trabalhos de grupo quando são bem pensados até funcionam, quando tudo é muito mais fácil de recolher para estudar. sabe tão, mas tão, bem ter tudo à beira do pronto, e só ser preciso um toque final para acabar em pleno o que estou a fazer, que até me rio para o computador (a olhar para a caixa de entrada, cheia de material aproveitável).
manhãs

produtivas. com tudo e mais alguma coisa. com a agenda cheia, mas na quantidade certa. com um pequeno-almoço vagaroso, que permite deixar as ideias em ordem [ou quase]. com tempo de parar, mas só por um bocadinho. pensar nos erros, abrir portas às soluções, deixar a música em modo repeat e ouvir os pássaros lá fora à chuva. e mesmo com imensa coisa por fazer logo de manhã; mesmo com os problemas que me assolam, estou preparada para mais um dia assim - por um lado cheio, por outro quase vazio.
o que é que estamos a tentar salvar?
estás a ver o rapaz, com o canudo de desenhos (talvez com projectos de arquitecto)? estás a ver a rapariga, com a máquina fotográfica (talvez dentista nas horas vagas)?
[Baby, do you think its possible that anyone else in the world is
doing this very same thing at this very same moment?]
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