sábado, 17 de dezembro de 2011

às vezes


Às vezes é preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a um deus qualquer que nos dê força e serenidade. Pensar que o tempo está a nosso favor, que o destino e as circunstâncias de encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim.
Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizémos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.
Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar.
Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer.
MRP

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

just perfect

[e com a melhor música a acompanhar]

se (por enquanto) maomé não vai à montanha...

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... a montanha de roupa vem até mim, por outras mãos. que isto de ter uma amiga que vai a Nova Iorque, não pode só resultar no sentimento de inveja com que fiquei dela, mas sim servir para me trazer alguns benefícios (vulgo, bens materiais). e por isso, hoje a noite vai ser passada entre séries, vale dos lençóis (fofinhos e novos) e sites de roupa que só se vende por terras americanas. mesmo que a pesquisa não dê em nada, sempre me distraio do novelo de pensamentos que se enrola na minha cabeça...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

de tanta coisa acumulada

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nesta cabeça (e coração), que ainda não parou de estudar um segundo esta semana, das discussões com mil pessoas (de tão irritante que estava), dos milhares de cafés e bebidas energéticas ao longo dos dias, da pouca comida que caiu neste estômago (lá me valeu o chocolate, mas foi-se a minha testa sem imperfeições), dos comentários de quem me dá cabo dos nervos, das saudades dos tempos em que tudo era fácil, de ter a minha avó numa cama de hospital (isto, e saber que não posso correr para o pé dela, dá-me ainda mais cabo do sistema nervoso) e estar à espera desta sexta-feira há mais de duas semanas só podia acabar numa crise de choro de duas horas, em plena mesa de jantar, sem parar sequer para respirar. soube-me pela vida, mas não resolveu a mais pequena coisa.

constatação do dia

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estou apaixonada pelo meu cabelo. e não me importo que os outros saibam.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

equação mais que certa


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inverno + chocolates x 1000 + a minha cara = lástima (ou muita maquilhagem e creme hidratante de manhã).

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

cansada que só eu

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depois de mais um dia pela faculdade (acho que mais valia mudar-me para lá, de qualquer das maneiras acabo por viver naquele lugar), das oito (da madrugada para mim, que ontem a noite foi longa) até às nove da noite, à volta do "cadeirão" de Anatomia. mais um riscado do calendário, cada vez mais perto da bendita sexta-feira. mas isso não é o que realmente importa frisar hoje. importa sim dizer que, não só passei no tão temido exame (para o qual comecei a estudar ontem, lembram-se?), como ainda consegui ser a segunda melhor nota da turma. agora é passar a biofísica, que nada nem ninguém me vai tirar os olhos dos exercícios. [e cada vez acredito mais nos desejos das horas.]

o porquê das coisas


faz todo o sentido quando se tem uma avó no hospital e, ainda assim, a única coisa com que ela se preocupa é com o que é que vou comer às refeições e/ou se atravesso a estrada a olhar para os lados. o porquê das coisas só não vem com uma resposta a debitar os benefícios de ter uma avó nas nossas vidas, mas de qualquer maneira eu já a sabia.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

so far, so good


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esta segunda-feira sem hora de almoço, a sair quase às oito (prestes a ficar sem hora de jantar, portanto) e a começar às sete da manhã já foi uma pequena (muito pequena) amostra do que esta semana promete. o medo continua a ser muito (preferia ter um zero bem redondo do que saber que não passei à primeira por um valor), de não estar à altura da segunda tentativa a biofísica. a certeza de que amanhã não vou ser a melhor nota da turma a anatomia, também está intacta, visto que estou a começar a estudar a fundo esta noite, apenas. o stress e a vontade de deitar tudo cá para fora começam a emergir e eu não sei para onde me virar, com tanto para fazer. mas hoje o dia passou, e eu sobrevivi (queria ter feito outra pessoa sobreviver, mas o maldito teste sobrepôs-se à hora da doação se sangue), o que só pode querer dizer que a sexta-feira está cada vez mais perto e estou a quatro dias de superar mais um dos meus obstáculos no caminho até ao que quero.

[juro que na sexta-feira faço uma festa para me libertar destas ideias.]

se há coisa

que eu acho atraente numa pessoa,é o facto de ter um bom vocabulário. chamem-me nerd, ou o que quiserem, mas eu cá gosto de conversas construtivas, intelectuais e com a gramática perfeita (é que isto de andar sempre a corrigir as pessoas cansa, até porque sou incapaz de resistir a fazer tal coisa - seja com quem for).

domingo, 11 de dezembro de 2011

ponto da situação

músculos - 30 %
sistema nervoso - 5 % (isto se a música para decorar os pares cranianos contar)
caderno de química - 90 %
exercícios de biofísica -  55 %
poster sobre as cáries - 60 % (considerando que é para amanhã, está péssimo)
fisiologia - 2 % (não quero falar sobre isto)
sono - 0 % (uma coisa boa no meio disto tudo)
paciência - 1 % (mais um ponto negativo, bolas)

e depois venham-me dizer que eu é que ando cheia de stress (ok, mea culpa, que deixo sempre tudo para o fim).

estou viciada neste anúncio

tira-me do sério

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saber que mudaram todos os horários dos comboios. antes, já com 10 minutos de intervalo entre eles, era uma tortura esperar na estação, ao frio no inverno, com pessoas assustadoras ao meu lado. e o que eu ia esmagada quando entrava? é que se já era mau, imaginem agora o acumular de pessoas que vai entrar em cada carruagem (ainda por cima quando nos comboios da tarde só vão existir quatro a circular). o que vale é que é só mais uma semana nisto, e depois só volto a passar as manhãs (que, por si só, já são custosas) a conviver com uma data de pessoas, demasiado perto de mim, que não sabem sequer o que é tomar um banho (e já nem digo uma vez por dia, mas assim de vez em quando), em meados de Fevereiro. acho que vou começar a trazer sempre o livro de código comigo - é que assim não adio o exame nem mais um dia, e só descanso quando tiver a carta.

bom dia

com os meus pequenos-almoços preferidos.

sábado, 10 de dezembro de 2011

está prometido

depois de tanto ter definhado na minha cabeça sobre ver ou não ver o filme, acabei por ir estudando e olhando  um bocadinho para a televisão, conjugando as anatomias com os dilemas dos apaixonados d'O amor não tira férias. e, como amante do dito filme, há sempre mais alguma coisa para dissertar quando acabo de o ver pela enésima vez. eis que desta vez, tomei uma decisão: um dia vou participar numa troca de casas. assim, tal como no filme, onde duas mulheres totalmente estranhas uma para com a outra trocam de casa, de carro, de coisas... de vida, portanto. durante duas semanas, ou no período de tempo que me apetecer. vou deixar que alguém viva como eu, e (tentar) viver na vida de alguém, conhecer cada bocadinho de uma casa que terá a sua história, nadar na piscina de outrém, conhecer os seus amigos, a bela cidade onde a casa desconhecida ficará... e quem sabe se uma experiência destas não vai mudar tanto a minha vida, como mudou a delas. a vontade é imensa, o espírito aventureiro já tenho... mas o único senão, é mesmo o facto de não sabermos, de todo, com que tipo de desconhecidos estamos a trocar de casa, hoje em dia. que a vida não é como nos filmes... podia ser, ah pois podia. é acrescentar à lista de objectivos a longo prazo e esperar até à altura certa.

é sempre a mesma pergunta

no meu quarto

está a dar um dos melhores filmes de sempre, um dos meus rituais de Natal. mas os músculos estão ali a olhar para mim, com um ar ameaçador. e agora?

para ver e viver #18

[acho que ficámos todas a querer uma "besta" destas nas nossas vidas. lindo, lindo]

num dia chuvoso como este

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e depois de acordar à uma da tarde (shame on me), só dá para me deixar ficar no meu sofá (novo e fofinho), com os quinhentos e muitos músculos, os nervos, o cérebro, as físicas que já não me falam em chinês (graças à maravilhosa explicação), o caderno de química e os chás e mantas. é que acho melhor aproveitar enquanto ainda tenho tempo para conjugar o descanso com o estudo, intercalar o sofá com secretárias duras da biblioteca da faculdade e conseguir fazer tudo com calma ao invés de andar a acabar as coisas a mil à hora (já não estou a fazer isso?). no meio disto tudo, o que vale é que este é o último fim-de-semana passado assim, que depois dos próximos cinco dias, mais que cheios (vai uma aposta em como não vou dormir mais de dez horas a semana toda?), vem o descanso, a viagem, o Natal mágico e o estudo calmo para os derradeiros exames do semestre. coragem, muita coragem.

tenho as melhores amigas do mundo

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e quando ontem me preparava para sair, depois da preguiça matinal e com a esperança de uma tarde de estudo intensivo [e aborrecido], tocam-me à campainha. assim que olhei para o visor do intercomunicador nem quis acreditar. as duas pessoas mais importantes de sempre, com uma pizza na mão e uma surpresa linda, linda para me animar a sexta-feira (um dos dias mais difíceis da semana, em todos os sentidos). e assim ficámos na conversa ao almoço, ao qual se seguiu uma tarde de filmes como há muito não tinha. sempre com o ar-condicionado no máximo, as mantas em cima do colo, uma cadela a dormir no sofá, doces que nunca mais acabavam e muita girls talk. por isto só tenho a agradecer - ter pessoas assim na minha vida, que pensam em mim antes de pensarem nelas; que transformam as tardes mais tristes em verdadeiras festas e que me dão tudo o que preciso para continuar a seguir em frente.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

hoje

para os outros, começa a temporada nova. para mim, sai o episódio tão esperado durante um mês inteiro.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

eu não queria...

... mas tenho a informar que já sei o que é uma das minhas prendas de natal. e se forem todas assim, tal como nos meus desejos, então estamos no caminho certo!

está nos meus favoritos


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isto de passear com a minha avó. andar, andar, andar até onde a rua acaba, até onde o caminho nos leva. no El Corte Inglés, à procura de presentes. pela Baixa, com o mesmo objectivo. pelas mini-lojas dos Restauradores, idem, idem. cansar os pés, mesmo depois de estar acordada desde as sete da manhã. mesmo depois de duas aulas super cansativas. mesmo que logo à noite tenha um jantar de aniversário, com muito a preparar, e uma madrugada inteira para dançar (de saltos, atenção). mesmo que venha aí o pior fim-de-semana de sempre, cheio de estudo e noites em branco. adoro, estes dias que até parecem três juntos, e que nos fazem estar assim - com um cansaço saudável. sabe pelo mundo, ainda que existam coisas más.

[e lá passei eu mais uma vez na Starbucks, só para cumprir o ritual da semana, com o meu Peppermint Mocha na mão.]

constatação

durante uma semana (desde quarta-feira, portanto) fui ao Starbucks todos os dias. e já descobri a minha bebida preferida.