quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
outra coisa para me habituar
é o facto de já poder acender a luz no interruptor quando entro no meu quarto, sem ter de andar aos trambolhões à procura das mil e uma luzes espalhadas nas mesas. não, a luz não estava estragada - eu é que tenho um pai que odeia luzes de tecto (nem sei que tipo de persuasão usei para conseguir tal coisa, mas vou ter de passar a usá-la mais vezes).
dos dias diferentes
hoje parti um salto de uma bota, mas ainda assim andei até à faculdade sem medo. hoje recebi as minhas primeiras Ugg e descobri que vamos ser muito amigas. hoje avancei mais uns passos - baby steps - dentro de mim, e adorei o que percebi. hoje copiei (pelos meus apontamentos, que confiar nas respostas dos outros já é diferente) duas respostas - integralmente - num exame, mas não me senti mal (e não, não tenho shame of me). hoje cheirei o meu - novo - perfume preferido, arrumei o armário e descobri a infelicidade de que não posso pôr lá dentro nem a mais pequena coisa que seja. hoje adorei ainda mais as novas pessoas que entraram na minha vida (também continuei a amar as que já fazem parte de mim), e descobri que se tivesse entrado no curso que queria - já - não tinha encontrado tais pessoas, nem tinha percebido certas coisas. hoje comprei um chapéu grande (muuuuito grande) e gostei de me ver. hoje não comi o meu gelado preferido, e pensei mais em mim. hoje descobri que tenho de deixar crescer a franja mais um bocadinho, para perder a vergonha - ridícula - de usá-la. hoje foi um dia diferente, hoje fui menos eu - mas mais uma versão melhorada de mim... o problema é que ainda existem um milhão de arestas por limar e, principalmente, imensas coisas que continuam a "fazer-me comichão".
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
as ruas estão cheias de espelhos
hoje, enquanto ia no autocarro, reparei numa mulher a ver-se ao espelho nos vidros, como se ninguém visse o que estava a fazer. ou se calhar, nem se importava que reparassem que usava aquele grande vidro ambulante, cheio de pessoas lá dentro, como um lugar para ver só mais uma vez se o dito cabelo estava no sítio, ou se o rímel não estava mal posto. de qualquer das maneiras, preocupando-me ou não, deu para reparar na figura de parva que faço quando me vejo ao espelho em vidros da rua - especialmente aqueles em que sei que existe alguém do outro lado.
o sol num frasco
nunca me tinha aparecido um perfume com aquele folheto do género do dos medicamentos, mas parece que há sempre uma primeira vez para tudo. este promete trazer o Verão em qualquer altura do ano e, segundo as instruções, "faz renascer, mesmo no mais sombrio dos Invernos, o aroma das férias e com ele, a felicidade e a boa disposição". parece que veio para ficar, porque ainda por cima, cheira bem.
domingo, 8 de janeiro de 2012
2012
é definitivamente o ano para voltar a correr, e nunca mais largar. todos os dias sinto falta da minha passadeira, ou só mesmo da rua à noite, que esperavam até tarde por mim, para mais uma corrida. e prometo (-me) que está para breve, o regresso aos ténis de desporto - que nunca mais saíram do armário.
serenity
não sei se é da minha colcha nova, dos meus lençóis acabados de chegar da loja, aqueles em cetim roxo tão bonitos. não sei se é do perfume que o meu quarto emana, se das velas de framboesa que faço questão de deixar arder sem intervalos. não percebo se vem de mim, se de fora, se da música que toca baixinho no rádio. não sei se é de ser fim-de-semana e saber que não vai acabar tão cedo, apesar do estudo. não sei do que é, juro. mas tudo o que eu sei, é que quero fazer mais do que me deixa assim. quero os meus dias a saber a isto, mesmo que isso signifique ter de pôr papel de parede cor-de-rosa nas paredes todas as tardes, comer os meus scones preferidos, correr para a minha cama e saltar para cima das almofadas, estudar uma hora seguida à noite porque é sempre a esta hora que me concentro. quero fazer mais por mim, sair mais vezes do sofá confortável e fundo e sentar-me em cadeiras duras, só para saber a sorte que tenho. conquistar novos confortos, deixar arder outras velas, percorrer outros quilómetros e perceber que nada disto vai desiludir ninguém, se eu ficar feliz.
sábado, 7 de janeiro de 2012
na verdade
eu devia estar de sebenta de Fisiologia na mão, a ler e a (tentar) compreender aquele chinês que nunca vou tomar como coisa normal. mas não, em vez disso, em vez de lutar contra a preguiça, só me apetece fazer outras coisas. assim como desfazer a árvore de Natal - coisa que costumo odiar todos os anos, por acabar esta época tão bonita -, arrumar o quarto, mexer no cabelo-que-nunca-vai-ter-emenda e tentar prendê-lo de todos os lados, ver a minha série do momento, comer... e afins. portanto, tudo menos estudar. acho que quem não tem emenda sou eu, que depois vou andar a lamentar-me na véspera...
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
o descanso merecido
depois de quase cinquenta testes de código, de ler o que me restava do maldito livro e de andar a dar cabo da cabeça com a sebenta de Fisiologia, vou-me lançar ao meu livrinho de histórias deliciosas e ao episódio da série que tanto quero ver desde a semana passada, que bem ando a merecer destas coisas.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
hoje
enquanto ia no carro, dava uma música no iPod que adoro ouvir, mas que nunca soube o nome. e quando ia perguntar o nome da música a quem conduzia, calei-me antes de dizer a mais pequena palavra que fosse. porque me dei conta de que prefiro ouvir aquela música em dias raros, ao acaso e quando ela resolve aparecer no modo aleatório, do que a saber de cor e ouvi-la mais de cinquenta vezes no mesmo dia, como é costume. a isto, acho que se chama tornar as coisas mais especiais, e não podia ser uma melhor resolução para este ano.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
cá para mim
esta coisa toda que dizem sobre o fim do mundo em 2012, é só um pretexto que andam a arranjar para as pessoas aproveitarem melhor a vida. para mudarem mais. para deixarem de dizer e passarem a fazer. não pensar duas vezes, nunca mais. transformar os sonhos em realidades. é que por muito que os cépticos digam aos sete ventos que não acreditam (e até eu não acredito) nesta conspiração toda, não acho que exista alguém sem aquele sentimento de dúvida entranhado dentro do estômago e que, talvez, consiga ajudar muita gente a decidir dar aquele passo gigante que faltava, a empurrar outros tantos para o abismo da felicidade e atirar ainda mais pessoas para fora da maldita zona de conforto - e a descobrir que pode ter sido o melhor que lhes aconteceu. isto são só os meus pensamentos complexos, mas que não me tiram isto da cabeça, não tiram.
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