segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
pure mornings
poucas foram as vezes em que consegui dizer isto na véspera de um exame, mas, por incrível que pareça, já tenho tudo estudado. e por isso, o meu dia começa na cama, acompanhada das séries, do meu livro que se torna mais interessante ao virar de cada folha e de um pequeno-almoço reforçado, que bem preciso. é que não pensem que, apesar de estar tudo no caminho certo no que toca às matérias, vou desperdiçar a última hipótese de deitar uma vista de olhos aos cadernos. bom dia!
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
ser forte tem disto
eu sei que digo que sou uma pessoa forte e, como acredito que as coisas maiores e penosas são dadas a quem tem braços para remar, já me habituei à complexidade do que me cai no caminho - aprendi a lidar com tudo de uma maneira simples. mas, em momentos como este, só me ocorre uma pergunta: posso ser fraca durante um dia?
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
adoro
estrear roupa nova. vestir hoje uma camisola que comprei ontem, acabar com a velha frase do "tanta roupa e nada para vestir" (mesmo que a roupa nova um dia faça parte do "nada para vestir"). era menina para vestir uma peça num dia, e na semana seguinte ir trocá-la por outra. aí é que nunca mais me fartava do que tinha no armário, apesar de existir roupa que nem sabia que tinha.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
to learn
"Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa, esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa, esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."
what if?
"Espero que nunca encontres o amor, e sejas velha e que não tenhas nada mais do que as tuas séries, maquilhagens, roupas, as tuas amigas, e mais importante, que vivas arrependida."
apesar de nunca acreditar muito no que as pessoas deitam pela boca (sim, que aquilo nem se chama falar) durante as discussões, fica sempre aquela réstia de qualquer coisa dentro de mim que pensa: será que o que dizem é verdade? e hoje, enquanto via este filme no cinema, todo um conjunto de imaginações deprimentes pairaram na minha cabeça. e se eu for como aquela mulher, uma doida varrida que fica sozinha? e se eu nunca ultrapassar a fase de ser jovem, se eu nunca crescer? se não tiver a capacidade de praticar o desapego, de amadurecer e de conquistar a vida que eu sempre quis? e se a pessoa que marcou a minha adolescência se sai melhor do que eu, e me apelida de louca em frente a toda a gente? depois de tantas voltas que a minha cabeça deu, de ter fechado os olhos porque nem queria ver um dos meus possíveis futuros e de ficar triste por aquela pobre alma que deambulava no filme sem fazer nada da vida dela, o fim chegou e com ele veio uma frase que de imediato limpou todas as dúvidas do meu coração "... ela era uma pessoa que tinha perdido muito tempo com o passado, mas agora estava pronta. Pronta para sair e para o futuro que a esperava. Pronta para a vida.". é que só me cabe a mim fazer com que tudo valha a pena - e dê certo. para que nunca perca a vida que (ainda) me espera.
apesar de nunca acreditar muito no que as pessoas deitam pela boca (sim, que aquilo nem se chama falar) durante as discussões, fica sempre aquela réstia de qualquer coisa dentro de mim que pensa: será que o que dizem é verdade? e hoje, enquanto via este filme no cinema, todo um conjunto de imaginações deprimentes pairaram na minha cabeça. e se eu for como aquela mulher, uma doida varrida que fica sozinha? e se eu nunca ultrapassar a fase de ser jovem, se eu nunca crescer? se não tiver a capacidade de praticar o desapego, de amadurecer e de conquistar a vida que eu sempre quis? e se a pessoa que marcou a minha adolescência se sai melhor do que eu, e me apelida de louca em frente a toda a gente? depois de tantas voltas que a minha cabeça deu, de ter fechado os olhos porque nem queria ver um dos meus possíveis futuros e de ficar triste por aquela pobre alma que deambulava no filme sem fazer nada da vida dela, o fim chegou e com ele veio uma frase que de imediato limpou todas as dúvidas do meu coração "... ela era uma pessoa que tinha perdido muito tempo com o passado, mas agora estava pronta. Pronta para sair e para o futuro que a esperava. Pronta para a vida.". é que só me cabe a mim fazer com que tudo valha a pena - e dê certo. para que nunca perca a vida que (ainda) me espera.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
(re) fazer sentido
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| [apesar de nem sempre ser verdade] |
"Fazes-me rir."
Se num dia riu, noutro despiu. E foi então que uma vez, esse rapaz, acordou em sua cama e a rapariga lá não estava. Em cima da mesma cabeceira estava um papel que dizia: Tu fizeste-me rir, mas ele faz-me chorar."
Nuno Markl in A Bela e o Paparazzo
já faz tempo que li estas palavras, e re-li, e voltei a ler. e sempre me fizeram todo o sentido - e continuam a fazer. porque pode vir a pessoa mais engraçada, que me faça rir a toda a hora, que me dê uma grande onda de felicidade e, sobretudo, que me trate sempre bem, sem os tsunamis violentos que trazem as guerras. mas não é essa pessoa que me faz chorar como já chorei - que me faz ter, não grandes ondas de felicidade, mas as maiores marés de sorrisos que mais ninguém sabe desencadear em mim.
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