quinta-feira, 3 de março de 2011
amanhã já sabes, aposto
quando tinhas voicemail ligava-te, nos dias em que estávamos de costas voltadas, e ouvia-te vezes sem conta, como se fosse a primeira vez. era um segredo.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
little things #16
que bom que é chegar ao fim do dia e reparar que, muito ao de leve, o perfume que mais gostamos ainda está entranhado nas roupas, no cabelo e no mundo à nossa volta.
7 things
aqui a Rita lembrou-se de me dar este selo, e eu muito lhe agradeço. diz que agora tenho de enunciar sete coisas (que talvez ninguém saiba) sobre mim. ora então, aqui vão elas:
1. bebo leite para o crescimento (sabe bem, que só ele);
2. já comprei coisas usadas;
3. vejo as calorias de toda a santa comida que ruma à minha boca;
4. já li quatro livros ao mesmo tempo;
5. quando vou às compras só consigo escolher alguma coisa na segunda volta às lojas;
6. sopa é o meu prato preferido;
7. gosto de música espanhola.
E quanto a vocês, considerem-te todos convidados a aceitar este pequeno presente.
1. bebo leite para o crescimento (sabe bem, que só ele);
2. já comprei coisas usadas;
3. vejo as calorias de toda a santa comida que ruma à minha boca;
4. já li quatro livros ao mesmo tempo;
5. quando vou às compras só consigo escolher alguma coisa na segunda volta às lojas;
6. sopa é o meu prato preferido;
7. gosto de música espanhola.
E quanto a vocês, considerem-te todos convidados a aceitar este pequeno presente.
a minha nova melhor amiga
que espera por mim todo o dia, em casa, bem quieta e adormecida no seu recanto, em frente à televisão. nunca se cansa de mim, pobre coitada, acho que me canso mais eu dela que de outra coisa qualquer. mas não te apoquentes, amiga, que isto agora vais ter companhia todas as tardes. é remar até não poder mais, se esperares por mim, claro.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
para ver e viver #6
não esperava um filme tão bom, ainda que tudo se passe à volta do discurso do rei. muitos óscares, com certeza.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
de efeitos contrários
há lá coisa melhor que comer como se não houvesse amanhã, e ainda emagrecer. é rezar para que não acabe.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
todas as manhãs, quando já estou pronta, vestida, ataviada e devidamente aperaltada, vou para a cozinha. olho para a janela e deixo entrar uma pequena parte do frio que até então estava preso lá fora. ligo a máquina do café, e enquanto espero que a água aqueça, olho mais uma vez para o relógio, é melhor despachares-te ou perdes o autocarro, trato de ir buscar a chávena mais gorda deixando a porta do armário aberta, santo é o dia em que não bato lá com a cabeça, raios que isto dói como tudo. chego ao leite, encho a chávena e lá fica, a girar um minuto no microondas, mais outro que espera que a água aqueça. a água aquece, o leite está pronto, é ir buscar a cápsula e tirar um café cheio, deitar o leite no termo e fazer o mesmo com o café. e eis que está pronto, o leite abraça-se ao café e deixa só um desenho estranho ao de cima, quero espuma, não, hoje não me apetece, já me basta a que se forma na minha cabeça quando acordo a horas indecentes. é isto todos os dias, às vezes com baunilha e açúcar, outras vezes amargo. acho que vou começar a intercalar isto com chá, apesar de saber que um café no caminho me faz acordar e de ainda ter a (falsa) esperança de que beber o leite todo ainda me vai ajudar a crescer mais um centímetro. vou ter é de trocar mais vezes o rótulo ao termo, ou talvez personalizá-lo com alguma coisa que dê para os dois lados. manhãs diferentes, é o que se precisa.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
de modos que
agora, o meu cabelo está assim, tanto no que toca à cor, feitio e comprimento. só que assim um nadinha mais direito.
ai
o que este filme me fez lembrar das saudades que tenho do Prison Break. um daqueles obrigatórios, que não deixam descolar os olhos.
não cura
"And it doesn't matter how many new haircuts you get, or gyms you join, or how many glasses of chardonnay you drink with your girlfriends... you still go to bed every night going over every detail and wonder what you did wrong or how you could have misunderstood."
mas sempre ajuda ter alguém, que nos vê ali no canto da sala, de coração despedaçado, e que pega em nós (ainda que seja de arrasto), e nos enfia dentro de um cabeleireiro duas horas. depois dá nesse resultado, faz o ego voar um pedacinho mais alto - até chegar a hora em que tudo cai por terra, e não há cabeleireiro que nos valha.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
falar com os botões
quando se está por conta própria, tenta-se ao máximo preencher os vazios que se vão formando a cada dia que passa. encher a agenda, inventar trabalhos, chamar os amigos (primeiro uns, e quando esses saem, tentar que outros entrem em cena), dormir a sesta e andar no autocarro de uma forma desnecessária (para trás e para a frente, vezes sem conta) é só uma pequena amostra do que se tenta fazer para não se ficar sozinha, ou num jantar a dois com os nossos pensamentos. mas quando se toma esta vida, é sempre inevitável o momento em que, eventualmente, não temos mais por onde buscar, qualquer coisa para inventar, alguém para nos acompanhar - é preciso estar só. não se pode estar sempre distraído, não se pode ter sempre um ombro acolhedor (ainda que isso só aconteça à noite, ou numa pequena parte do dia). o que vale é que se sabe que a dor é temporária, apenas o orgulho permanece - no fim de contas, qualquer quilómetro do caminho é difícil de substituir por um atalho, independentemente do material de que é feito o chão.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
estamos finas
a minha cadela, de tão princesa que é (cá em casa é tratada como se pessoa fosse, culpa minha), só come a sua (aparentemente) deliciosa ração, se eu estiver ao pé de sua majestade ou, imaginem, se lha der à mão. isto de pôr as coisas nos devidos lugares devia fazer parte da minha vida (mas aquele olhar, ai aquele olhar de cachorro abandonado - tão implacável).
verdade verdadinha
é certo e sabido que cada um de nós diz mal de, pelo menos, um par de pessoas. e eu aqui me confesso: pois que às vezes se vira a minha boca para a verdade, e digo tudo, tal e qual como penso - em alto e bom som - aos indivíduos dos quais não gosto particularmente. não é nada contra as aparências, que eu não julgo (muito, vá) antes de conhecer a pessoa em causa. há sempre toda uma envolvente, ou de questões pessoais, ou de passados atribulados, ou ainda de provocações mesquinhas que nem tão pouco têm (quase) razão de ser. não é que ser frontal me faça ter uma personalidade de bradar aos céus, mas nunca fez mal a ninguém ouvir o que mais precisa - e nisso, eu sou entendida. quem é que não tem uns poucos "inimigos" (chamemos-lhes assim)? quem é que nunca deitou cá para fora aquela boca, que estava quase a saltar pelos olhos, nariz, garganta e afins? eu já fiz disso tudo, e se de um pecado se tratar, pois que pecadora me confesso - e não tenciono deixar de o ser. mas, eis que no verso da página das inimizades assumidas, estão os que se dizem amigos do peito, anda cá camarada que isto é para a vida, ai que eu amo-te, ai que somos os/as melhores amigos/as, mas não perdem pela demora de dar aquela facadinha nas costas do outro, à primeira das primeiras oportunidades. isso é que não entra no meu léxico, não cabe na minha cabeça, nem arranja um espaço na minha compreensão. é que não gostar de alguém, desejar-lhe o inferno e ainda esperar sempre pelo seu mínimo passo em falso (para as mentes mais cruéis, é sempre um bom impulsionador do ego, isto de olhar para os defeitos de quem não nos agrada) até se aceita, visto que nem todas as personalidades combinam - mas fazê-lo com as pessoas com quem nos damos? ai que isso sim, é mais do que pecado.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
cá por casa
arruma-se a preguiça a um canto, suspira-se pelo sofá e pelas séries, respira-se fundo e estuda-se matemática - sempre acreditando que no fim, o produto final, fará valer a pena todas as tardes esmiuçadas à volta dos exercícios.
tudo com chá
há coisa de um ano e meio, passei por uma urbanização nova - perdida na grande cidade - por razões que agora não me consigo lembrar. do que me recordo bem, é de um pequeno salão de chá onde me sentei a estudar, onde provei o melhor bolo de chocolate do mundo, onde a música e os livros dançam ao sabor das chávenas quentes e onde o ambiente é acolhedor, selectivo e muito inspirado em terras inglesas. jurei que um dia lá voltava, quando a necessidade de estudar fora de casa falasse mais alto e quando as saudades do bolo me apertassem o coração (e a gulodice). só ontem me lembrei de perguntar como podia lá chegar, para que a promessa de lá tornar esteja cada vez mais próxima. e não é que descobri onde se situa essa fatia de paraíso, esse lugar encantador para gastar uma tarde (ou todas as tardes)? fica a nota na agenda, do próximo fim-de-semana não passa.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
fechas os olhos
dás um valente suspiro, e esperas, esperas muito e com muita força que, talvez um dia, todos percebam que o amor não se cinge a um dia. porque ainda que hoje não lhe possas dedicar toda a tua atenção e carinho, há sempre um amanhã repleto de abraços, de conforto, sem pressas. afinal, é disso que é feito o amor - de cinzas que se reconstroem todos os dias, e cada vez melhores.
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