sábado, 10 de setembro de 2011

life is about experiences #6





















vê melhor

e hoje vê a estrada é feita para seguir. e hoje vira do avesso o mundo e vê melhor: deste lado é mais puro, é teu, é tão maior.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

little things #34

hoje

é um dia importante. é o dia em que tudo se decide, talvez a minha última hipótese de realizar o meu sonho. hoje, todo o meu mundo pára, todas as pessoas que sabem do que preciso estão comigo. é por isto que hoje, sou eu quem transporta o inevitável medo de as desiludir - de me desiludir. wish me luck.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

dias em cheio

- ter uma óptima manhã na praia;
- chegar e tomar um longo banho;
- vestir-me e arranjar-me muito vagarosamente;
- esperar pelo pai;
- percorrer todas as lojas que conseguir da lista que fiz ontem;
- chegar a horas ao jantar de aniversário;
- levar a prenda;
- comer o que bem me apetecer;
- visitar mais umas quantas lojas;
- ter um serão agradável com aqueles que mais gosto;
- acabar em perfeição com o retorno a casa, ao sono que me espera sempre no fim destes dias movimentados.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

nunca vai mudar

máscaras de chocolate & fotografias (ridículas) juntas & muitos filmes do videoclube (em hd) & adormecer tarde & acordar cedo & não sair de casa & os nossos jogos de cozinha preferidos & conversa que dura horas & almoços gourmet & partilhar tudo & pintar as unhas & fazer planos para quando voltares & sermos sempre as mesmas uma com a outra and I love it.

little things #33


terça-feira, 6 de setembro de 2011

é intocável

às vezes prefiro não saber as coisas que sei: às vezes, gosto mais de fingir que não existem e viver como se nunca me tivesse familiarizado com elas. não aprecio, essa coisa da frontalidade de afectos, falar sobre o que me tira o sono às três da manhã. talvez por saber que o que não me agrada acaba por ser a mais pura das verdades - ai o que custa ouvir as verdades - e que, por vezes - quase sempre -, não posso ter mão naquilo que queria. e eram tantas as coisas... às quais eu queria deitar a mão.

já fazem parte da mobília

eu bem que tento. tento, desesperadamente, dar os meus livros, aqueles que mal cabem nas estantes, e que estão fechados há um bom par de anos. tento partilhá-los com quem precisa, inscrevo-me em clubes de troca de livros, ponho-os à venda por um preço super acessível, ofereço-os a quem por cá passa e mais um milhão de tentativas frustradas para os fazer conhecer novas casas. mas depois... depois há sempre alguma coisa que não bate certo... depois custa-me tirá-los do seu sítio, coitadinhos, tão bem que ali estavam... depois faço-me de esquecida aos pedidos para enviar os livros, e sou quase exilada do grupo pela enésima vez... depois, não respondo aos compradores e acabo por abandonar o anúncio para sempre... e ainda chego a escondê-los para não ter de os dar à força toda. enfim, se eles não querem sair, não sou eu que os vou obrigar, não é verdade?

faz parte de mim

"Não te contei (isto ou aquilo) porque tinha medo de te desiludir..."

é uma das frases que mais oiço de quem me conhece, principalmente das pessoas de quem gosto (muito), para justificar o porquê de não partilharem comigo alguma coisa em relação à qual ia ficar desiludida. e às vezes sinto-me mesmo assim, não propriamente desiludida mas sim meio surpreendida e atónita com algumas acções de quem me é mais chegado. com esta frase a aparecer tantas vezes, vinda de vários sítios, sempre a passar-me pela cabeça, começo a pensar, e a perguntar-me até que ponto é que coloco toda a gente por quem nutro carinho debaixo de uma certa pressão. começo a reflectir sobre quantas vezes já devo ter exigido determinados comportamentos a alguém, mesmo quando não dei por tal. e agora, que finalmente consenti que esse seja um dos meus defeitos, talvez esteja na hora de baixar a fasquia, de dar o resto do braço e não só a mão, de (me) permitir a ordem natural das coisas e de entender que não posso controlar aquilo que os outros decidem fazer das suas vidas, mas sim dar-lhes o espaço necessário para que sejam eles próprios. porque isto da amizade não é só receber: é dar e aceitar, mesmo que nunca cheguemos a compreender os motivos.

bom dia

(estou a adorar a oysho online)
Published with Blogger-droid

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

chegou hoje

e estou neste momento a prometer-lhe que não vai sair daqui tão rápido como os outros - este veio para ficar.

domingo, 4 de setembro de 2011

para ver e viver #15 e #16

mais um do género do American Pie (numa versão soft), nada de especial. esperava melhor.

pelo trailer estava à espera de muito menos deste. uma daquelas comédias românticas de chorar (e rir) por mais.

sábado, 3 de setembro de 2011

é já na próxima saída de compras

que trago dois bichos destes (joaninhas, caso não percebam) para a minha Pandora. não é que eu goste de andar com insectos no pulso (e logo dois), mas a ideia de andar com as minhas duas J.'s naquela pulseira faz toda a diferença- e logo aquela, que tem tanto significado.

sempre para melhor

antes, tinha de estar constantemente a recordar-me porque é que era feliz. sentia-me a pessoa mais melancólica e desgostosa de sempre. ouvia, vezes sem conta, um "porque é que estou feliz?" a latejar na minha cabeça. e isto acontecia hora após hora, dia após dia, sempre que me atrevia a delinear um sorriso - lá estava ela, a pergunta mais famosa do questionário, a tentar mostrar-me porque é que me ria tão descaradamente. hoje em dia, sou tão mais feliz. não é que a memória não me falhe e me esteja sempre a deixar post-it's espalhados pela casa com as 1001 razões para eu ser a felicidade em pessoa. é que agora, de tanta coisa que me lembro para ser feliz, tenho de estar incessantemente a recordar-me do que é que existe para não o ser. e das duas uma: ou a minha vida deixou as coisas más para trás, ou os meus olhos deixaram de as ver no caminho.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

life is about experiences #5
















depois dos dias difíceis, chegou outra das melhores partes da viagem - a qual eu desejava afincadamente, para a qual comprei uma objectiva de propósito e aquela que me ia deixar ainda mais rica em termos de fotografias: chegou o dia do segundo safari, desta vez pela reserva natural lá do sítio. quando amanheceu estava um dia horroroso, mal se via um palmo à frente e a chuva ameaçava fazer uma das suas belas aparições. mas nada disso me demoveu de acreditar que o dia ainda ia melhorar e que as condições de luz podiam ser bem aproveitadas, ainda que não se mostrassem as melhores. andamos no típico jipe dos safaris - desta vez viajava mais gente no carro - e a estrada não era a mais regular de sempre, com os seus altos e baixos, as curvas lamacentas e as árvores que se arrastavam para os meus olhos quando passava por elas não foram fáceis de conjugar com a minha elevada actividade fotográfica. apesar disso e das condições climatéricas, consegui recolher um bom conjunto de provas daquele lugar fabuloso - o resultado, esse está à vista na (pequena) amostra de fotografias que vos deixo aqui. possivelmente, este terá sido o único dia em que não me deparei com a pobreza ou com as tristezas que se mostravam tão eminentes nos dias anteriores, o que me deixou bastante mais aliviada, mas ainda relutante com o que já tinha visto.

se há coisa que eu adoro

são as massagens que me dão quando lavo o cabelo no cabeleireiro. podia ficar ali horas, dias, meses. não me importava nada de perder uma vida (mas só uma), recostada naquela grande cadeira, a vegetar e a pensar apenas no que a vida tem de bom. adoro cabeleireiros, especialmente pelas mil e uma ideias que me surgem sobre o que fazer ao meu cabelo - mas ainda não foi desta que veio o cabelo curto e leve, aquele igual ao da revista que não me deixa ficar sem pensar como é que me ficava. para já, as pontas cortadas e um tom mais escuro (já não aguentava o quão claro tinha o cabelo), são o que preciso para começar o novo ano lectivo com a auto-estima (quase) no máximo.

think positive


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

esta noite

não saio desta cadeira sem acabar a temporada toda.

to learn

saber amar e viver com um artista, não é só ter nas mãos a arte de conseguir domar os pincéis e as tintas, não é só saber em que sítio da paleta misturar as cores nem é adivinhar-lhe cada traço de carvão cheio de audácia. é ter em conta que um dia... um dia os pincéis podem cair e fazer saltar a tinta para o meu nariz, que as cores podem não vir no sítio certo e que os riscos a carvão são fáceis de perder a firmeza - e a isso é que se chama de arte.

o dilema dos dilemas

pois que andava eu a viver na maior das alegrias por se estar a aproximar o Fashion's Night Out, evento pelo qual já estava à espera há um ano, a convidar as companhias de sempre para passar uma noite formidável, quando me lembro que nesse mesmo dia o amigo R. faz anos. primeiro fiquei em estado de ai-o-que-é-que.vou-fazer-que-estou-com-um-dilema-enorme, mas depois lembrei-me de imediato que podia dar a (fabulosa) ideia de que o jantar se realizasse perto do itinerário das lojas, para que pudesse aproveitar um bocado de cada coisa. então, eis que depois de algumas horas a tentar que tudo se conciliasse para os dois lados, a coisa lá se deu e o jantar é justamente "ao lado" de algumas das lojas nas quais queria entrar nessa noite. e é assim que se acaba com um grande dilema (que apesar de tudo ainda reside na minha cabeça, porque não sei como vou gerir o tempo, mas isso não interessa nada), transformando-o num serão agradável e promissor, em que ninguém vai, com certeza, ficar em casa.

flowers in september