quarta-feira, 19 de setembro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
Vai ser o primeiro dia
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Virar a página
Acabar uma relação é difícil, tenha ela durado 1, 4 ou 9 anos - o que seja. Às vezes só duram meses e, ainda assim, arrancam-nos tudo cá de dentro. Mas o tempo passa. E com ele as coisas desvanecem, mesmo que não deixem de morar connosco. Acabar uma relação é difícil. E ainda mais difícil é passar pelos lugares e pelas pessoas a primeira vez, depois de tudo ter acontecido. As perguntas, os cheiros, as memórias. Mas o tempo passa. E com ele chegam as segundas vezes e as novas oportunidades. O nó sai da garganta, percebemos que somos livres e que só podemos contar connosco. Estamos sozinhos, mal habituados e sem coragem para conhecer o que quer que seja. Só que depois... depois o tempo passa. E com ele as memórias desvanecem. Começamos a gostar de estar sozinhos, a querer mais aventuras e a companhia de desconhecidos. E aí, aprendemos a amar relações. Não porque elas sejam difíceis de acabar - mas porque nos abrem o coração ao mundo dos erros.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Aproximam-se
os últimos dias da minha época preferida do ano. Tenho um quarto, uma vida e uma cabeça por arrumar. Mas tudo o que quero agora é pensar nos três dias na casa de férias, só com a J. e a C. E esperar ansiosamente pela confirmação de que é este ano que o meu sonho se vai realizar. Acalmar as mil e uma ideias que tenho a fervilhar cá dentro. Cortar o cabelo e mudar de vida, mas ser igual a mim. Que as melhores coisas, nunca mudam.
sábado, 1 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Não me conheço
Acabei de deitar fora um pacote novo de batatas fritas de forno (as minhas preferidas, assim, de sempre!) para arranjar espaço para as doze garrafas de água que comprei - de litro e meio, e que tenciono beber durante os próximos dias. Acho que as férias me puseram doente. Ou isso, ou lembrei-me toda a comida americana que comi no cruzeiro e caí na real. Se calhar é tempo de me pôr a pau e começar a dar no duro. Se calhar.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Há coisas
“A flor de Lótus nasce na água, flutua sobre a água, mas não fica molhada. Devemos estar no mundo da mesma forma. Nele, por ele, para ele, mas não dele."
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
terça-feira, 28 de agosto de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
domingo, 26 de agosto de 2012
1 e 1/2
Na verdade, não há um dia em que não pense em ti. Nem que seja só por um segundo. A última chamada que fizemos, o som de que já não existia ninguém do outro lado aos meus ouvidos. Não a partir daquele dia. Na verdade, não há um dia em que não pense em ti. Mas já não é da mesma maneira. Da mesma maneira obsessiva, incessante e perfeitamente desmesurada; quase cega. Agora são só fragmentos, rectângulos perfeitos - do que antes era uma fotografia só. Não me dei conta do tempo que já correu, dos dias em que o sol já se pôs e com ele levou mais uma parte de ti. O vento que me bate na cara e foge, carregando o teu cheiro e a tua voz. Na verdade, não há um dia em que não pense em ti. Quer seja para te odiar ou para me rir com as memórias felizes. Para te comparar os abraços e os beijos alheios. Ainda bem que foi assim. Ainda bem que não há um dia em que não pense em ti. Que não há um dia em que não passe pela perfumaria e queira cheirar o teu perfume, qual enjoo. Que não há um dia em que não me lembre das tuas frases e do quanto não preciso mais delas para viver. Porque os dias passam, as memórias ficam, mas o jeito perde-se. O coração cansa-se de percorrer a minha e a tua, qual nossa, história e esquece-se da tua cara de parvo. Na verdade, não há um dia em que não pense em ti. Nunca vai haver. Mas que isto não te sirva a felicidade, porque tal como não há um dia em que não pense em ti, não há um dia em que não pense em mim - e em como sou muito mais feliz agora.
sábado, 25 de agosto de 2012
De volta
de umas férias maravilha. Um bronze de fazer inveja. O cabelo cheio de caracóis loiros de novo. A mala a rebentar com a mesma roupa há três semanas. Uma montanha de etiquetas novas. Três livros lidos. O coração e a cabeça arrumados. Mil e trezentas fotografias. Números novos no telemóvel. Esquecer-me de como era o meu quarto. Uma nova atitude. Cafés combinados. A certeza de desejos realizados. Um quilo a mais, mas gordura a menos. Cansaços saudáveis. A felicidade a transbordar do copo. De volta, mas já com planos para os dias que aí vêm - já de partida.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Lá vou eu
para mais uma aventura. Depois de muito tempo a tentar convencer o meu pai a ir ao sítio dos meus sonhos, a coisa não resultou. Ainda não, pelo menos. Posto isto, e adorando o homem meter-se em sítios que não têm a ver com nada, lá vou eu para o segundo (e último!!!!) cruzeiro da minha vida. Contrariada, cheia de medo de nunca mais voltar e já enjoada só de pensar no tempo que lá vou estar, mas vou. E irrita-me, estar a queixar-me de ir nesta viagem, ao mesmo tempo que oiço toda a gente a dizer "quem me dera, és uma mal agradecida, eu ia no teu lugar, blá blá blá, porque um cruzeiro é um sonho". É um sonho vosso, que para mim aquilo é coisa para se experimentar uma vez e acabou. Já experimentei, não gostei e por mim não ia a mais nenhum. Ponto. Valham-me os dias que passo em terra a conhecer cidades onde nunca estive, as piscinas, o centro comercial e os comprimidos para o enjoo. E pronto, vá, diz que como este barco é maior não se sente tanto o mar, tem mais coisas para fazer, o ginásio é grande e afins. Rezem para que eu volte sã e salva, que é coisa que eu vou estar sempre a fazer. A máquina fotográfica, os livros (amontoados na mesa ao longo do ano) e os bikinis são os poucos companheiros de mais uma viagem, em que o descanso e a (tentativa de) diversão vão imperar. É que apesar de odiar cruzeiros, nunca disse que odiava férias em cadeia - o alentejo é a próxima paragem.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
segunda-feira, 30 de julho de 2012
O que a gente (não) precisa
sábado, 28 de julho de 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Modo férias: ON
A partir de hoje está oficialmente aberta a época de férias neste blog. Estou mais que pronta para os planos feitos durante o ano todo. As viagens com as amigas. O merecido descanso. Um mês inteirinho, que vai saber a pouco, mas que só tem de ser vivido da melhor maneira. É aproveitar, que o primeiro ano de faculdade já lá vai e o tempo não pára.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
domingo, 22 de julho de 2012
Estou farta
da palavra férias, e ainda nem estou de férias. Ele é estados no facebook. Ele é fotografias de pernas bronzeadas. Ele é textos a dizer que se passa muito bem um dia inteirinho na praia. Ele é todos de barriga para o ar menos eu. Que só posso ficar duas míseras horas na praia porque o estudo me chama. Que vejo os dias sem fazer nada cada vez mais longe, por causa de um exame que correu mal. O último. Que só tem segunda fase quase a roçar o princípio de Agosto. Um mês e pouco de férias. Férias a sério, que isto nunca se está descansada enquanto se tem coisas para fazer. Só quero o dia 1 de Agosto. Férias com amigas. Concertos. Viagens de verão. Casas à beira mar. Festas num barco. Pernas ao sol. Sofás na praia e coca-colas com gelo. Poder correr ao pé das ondas. Quero férias - e, sobretudo, quero fartar-me da palavra pelos melhores motivos.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
A minha vida anda louca
Não dormi em casa quatro dias. Jantei à meia-noite. Tomei cafés em esplanadas longínquas. Estudei a noite inteira para um exame às nove da manhã. Passei a duas cadeiras impossíveis. Fui à piscina. Estudei na praia. Passei a ponte seis vezes num dia. Fiquei bronzeada. Combinei férias. Tive medo de ficar sozinha em casa. Descobri que emagreci. Não pus os pés no ginásio. Conheci pessoas novas. Desapeguei-me das minhas coisas. Desesperei por saber o que fazer da minha vida. Percebi que tenho muita sorte. Lavei o meu carro pela primeira vez. Saí de casa só para não ficar a olhar para as paredes. Fui buscar pessoas em estados lastimáveis. Comi sobremesas às três da manhã. Enchi o armário com uma montanha de roupa. Perdi uns ténis. Paguei imperiais a amigos. Tive recaídas e incertezas. Uma semana a correr, mas com metas atingidas - que são tudo menos loucas.
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