quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Já eu ando movida a café

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e a semana das festas ainda nem chegou a meio. Vamos a mais uma?

sábado, 15 de setembro de 2012

Vai ser o primeiro dia

No ano passado, por volta desta altura, estava eu desesperada. Talvez desesperada não seja a palavra certa para definir o que senti quando não vi o meu nome na lista, de tão triste que estava. Experimentem planear o que vão fazer com um ano de antecedência, deixar tudo combinado, pôr dinheiro de parte, olhar para o futuro e tomá-lo como garantido, para depois não ser nada como queriam. Foi assim que me senti. Literalmente atirada para um curso que pouco me dizia, sem ninguém com quem partilhar os meus medos de que o plano B não desse certo e com poucas esperanças para os meses que se seguiam. Pois é. Dizem que o mundo dá as suas voltas sem avisar, e foi isso que pude experimentar na pele. Vi-me obrigada a fazer cadeiras que detestava, a ouvir matérias que nada me diziam e a entrar num mundo que não era o meu - pelo menos não o que eu queria que fosse. É que um dia estamos a escrever tudo na agenda, certinho e direitinho, com a certeza de que nada vai falhar. Do que nos esquecemos é que, de repente, a vida muda. Se calhar para nos mostrar que o caminho não era aquele. Ou que podemos sobreviver com menos do que ambicionámos. Sempre fechei os olhos a essas hipóteses, que nunca pude aceitar que fossem verdade. E contei pelos dedos das mãos as pessoas que continuaram a acreditar que eu ia conseguir. Uns aconselhavam-me a desistir, a tentar outra opção, mais barata, mais fácil. Outros faziam prospecções sobre o que iria acontecer, enquanto me diziam que podia ser um sinal para mudar o futuro. Mas eu nunca me contentei. Nunca desisti dos meus planos. Sabia o que queria, ia lá chegar - fosse de que maneira fosse. E a prova disso, é que fiz praticamente todas as cadeiras de um curso que me deu cabo dos nervos, conheci pessoas que nunca tinha conhecido se não fosse esta partida do destino e, finalmente, mudei para o meu lugar. De hoje a cinco anos, hei-de ser dentista. A partir de segunda-feira começa, oficialmente, a rotina que eu tanto desejava. E mesmo que estes planos sejam virados do avesso, mesmo que as coisas não corram como eu previa... eu vou sempre encontrar a estrada certa. Aquela que começa daqui a dois dias - cheia de motivos para me deixar feliz.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Virar a página

Acabar uma relação é difícil, tenha ela durado 1, 4 ou 9 anos - o que seja. Às vezes só duram meses e, ainda assim, arrancam-nos tudo cá de dentro. Mas o tempo passa. E com ele as coisas desvanecem, mesmo que não deixem de morar connosco. Acabar uma relação é difícil. E ainda mais difícil é passar pelos lugares e pelas pessoas a primeira vez, depois de tudo ter acontecido. As perguntas, os cheiros, as memórias. Mas o tempo passa. E com ele chegam as segundas vezes e as novas oportunidades. O nó sai da garganta, percebemos que somos livres e que só podemos contar connosco. Estamos sozinhos, mal habituados e sem coragem para conhecer o que quer que seja. Só que depois... depois o tempo passa. E com ele as memórias desvanecem. Começamos a gostar de estar sozinhos, a querer mais aventuras e a companhia de desconhecidos. E aí, aprendemos a amar relações. Não porque elas sejam difíceis de acabar - mas porque nos abrem o coração ao mundo dos erros.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Aproximam-se

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os últimos dias da minha época preferida do ano. Tenho um quarto, uma vida e uma cabeça por arrumar. Mas tudo o que quero agora é pensar nos três dias na casa de férias, só com a J. e a C. E esperar ansiosamente pela confirmação de que é este ano que o meu sonho se vai realizar. Acalmar as mil e uma ideias que tenho a fervilhar cá dentro. Cortar o cabelo e mudar de vida, mas ser igual a mim. Que as melhores coisas, nunca mudam.

sábado, 1 de setembro de 2012

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Não me conheço

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Acabei de deitar fora um pacote novo de batatas fritas de forno (as minhas preferidas, assim, de sempre!) para arranjar espaço para as doze garrafas de água que comprei - de litro e meio, e que tenciono beber durante os próximos dias. Acho que as férias me puseram doente. Ou isso, ou lembrei-me toda a comida americana que comi no cruzeiro e caí na real. Se calhar é tempo de me pôr a pau e começar a dar no duro. Se calhar.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Há coisas

“A flor de Lótus nasce na água, flutua sobre a água, mas não fica molhada. Devemos estar no mundo da mesma forma. Nele, por ele, para ele, mas não dele."

daqui

que foram mesmo escritas para mim.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Quando menos esperava

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risquei mais uma da lista. E, para meu espanto, até nem estive nada mal. Ou por outras palavras: hei-de repetir.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

domingo, 26 de agosto de 2012

1 e 1/2

Na verdade, não há um dia em que não pense em ti. Nem que seja só por um segundo. A última chamada que fizemos, o som de que já não existia ninguém do outro lado aos meus ouvidos. Não a partir daquele dia. Na verdade, não há um dia em que não pense em ti. Mas já não é da mesma maneira. Da mesma maneira obsessiva, incessante e perfeitamente desmesurada; quase cega. Agora são só fragmentos, rectângulos perfeitos - do que antes era uma fotografia só. Não me dei conta do tempo que já correu, dos dias em que o sol já se pôs e com ele levou mais uma parte de ti. O vento que me bate na cara e foge, carregando o teu cheiro e a tua voz. Na verdade, não há um dia em que não pense em ti. Quer seja para te odiar ou para me rir com as memórias felizes. Para te comparar os abraços e os beijos alheios. Ainda bem que foi assim. Ainda bem que não há um dia em que não pense em ti. Que não há um dia em que não passe pela perfumaria e queira cheirar o teu perfume, qual enjoo. Que não há um dia em que não me lembre das tuas frases e do quanto não preciso mais delas para viver. Porque os dias passam, as memórias ficam, mas o jeito perde-se. O coração cansa-se de percorrer a minha e a tua, qual nossa, história e esquece-se da tua cara de parvo. Na verdade, não há um dia em que não pense em ti. Nunca vai haver. Mas que isto não te sirva a felicidade, porque tal como não há um dia em que não pense em ti, não há um dia em que não pense em mim - e em como sou muito mais feliz agora.

sábado, 25 de agosto de 2012

And my head told my heart 'let love grow'.
But my heart told my head 'this time no, this time no'.

De volta

de umas férias maravilha. Um bronze de fazer inveja. O cabelo cheio de caracóis loiros de novo. A mala a rebentar com a mesma roupa há três semanas. Uma montanha de etiquetas novas. Três livros lidos. O coração e a cabeça arrumados. Mil e trezentas fotografias. Números novos no telemóvel. Esquecer-me de como era o meu quarto. Uma nova atitude. Cafés combinados. A certeza de desejos realizados. Um quilo a mais, mas gordura a menos. Cansaços saudáveis. A felicidade a transbordar do copo. De volta, mas já com planos para os dias que aí vêm - já de partida.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Lá vou eu

para mais uma aventura. Depois de muito tempo a tentar convencer o meu pai a ir ao sítio dos meus sonhos, a coisa não resultou. Ainda não, pelo menos. Posto isto, e adorando o homem meter-se em sítios que não têm a ver com nada, lá vou eu para o segundo (e último!!!!) cruzeiro da minha vida. Contrariada, cheia de medo de nunca mais voltar e já enjoada só de pensar no tempo que lá vou estar, mas vou. E irrita-me, estar a queixar-me de ir nesta viagem, ao mesmo tempo que oiço toda a gente a dizer "quem me dera, és uma mal agradecida, eu ia no teu lugar, blá blá blá, porque um cruzeiro é um sonho". É um sonho vosso, que para mim aquilo é coisa para se experimentar uma vez e acabou. Já experimentei, não gostei e por mim não ia a mais nenhum. Ponto. Valham-me os dias que passo em terra a conhecer cidades onde nunca estive, as piscinas, o centro comercial e os comprimidos para o enjoo. E pronto, vá, diz que como este barco é maior não se sente tanto o mar, tem mais coisas para fazer, o ginásio é grande e afins. Rezem para que eu volte sã e salva, que é coisa que eu vou estar sempre a fazer. A máquina fotográfica, os livros (amontoados na mesa ao longo do ano) e os bikinis são os poucos companheiros de mais uma viagem, em que o descanso e a (tentativa de) diversão vão imperar. É que apesar de odiar cruzeiros, nunca disse que odiava férias em cadeia - o alentejo é a próxima paragem.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Parece

que um amor de Verão é sempre assim - indisponível para continuar. E para não saber o que quero já basto eu, meus amigos.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O que a gente (não) precisa

é tomar um banho de chuva. Há dias que começam assim: cheios de novas possibilidades e incertezas bonitas.

sábado, 28 de julho de 2012

E ao tempo que não fazia disto?

Deitar-me cedo e acordar porque já não tenho mais sono. Passar a manhã a ler o livro que não me vê desde Janeiro. Pôr as minhas musicas novas no iPod e rumar ao ginásio, para fazer o que me deixa mais bem disposta. Olhar pela janela e pensar eu posso ter o que eu quiser. Um luxo, meus amigos.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Modo férias: ON

A partir de hoje está oficialmente aberta a época de férias neste blog. Estou mais que pronta para os planos feitos durante o ano todo. As viagens com as amigas. O merecido descanso. Um mês inteirinho, que vai saber a pouco, mas que só tem de ser vivido da melhor maneira. É aproveitar, que o primeiro ano de faculdade já lá vai e o tempo não pára.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

quarta-feira, 25 de julho de 2012

segunda-feira, 23 de julho de 2012

domingo, 22 de julho de 2012

Estou farta

da palavra férias, e ainda nem estou de férias. Ele é estados no facebook. Ele é fotografias de pernas bronzeadas. Ele é textos a dizer que se passa muito bem um dia inteirinho na praia. Ele é todos de barriga para o ar menos eu. Que só posso ficar duas míseras horas na praia porque o estudo me chama. Que vejo os dias sem fazer nada cada vez mais longe, por causa de um exame que correu mal. O último. Que só tem segunda fase quase a roçar o princípio de Agosto. Um mês e pouco de férias. Férias a sério, que isto nunca se está descansada enquanto se tem coisas para fazer. Só quero o dia 1 de Agosto. Férias com amigas. Concertos. Viagens de verão. Casas à beira mar. Festas num barco. Pernas ao sol. Sofás na praia e coca-colas com gelo. Poder correr ao pé das ondas. Quero férias - e, sobretudo, quero fartar-me da palavra pelos melhores motivos.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

A minha vida anda louca

Não dormi em casa quatro dias. Jantei à meia-noite. Tomei cafés em esplanadas longínquas. Estudei a noite inteira para um exame às nove da manhã. Passei a duas cadeiras impossíveis. Fui à piscina. Estudei na praia. Passei a ponte seis vezes num dia. Fiquei bronzeada. Combinei férias. Tive medo de ficar sozinha em casa. Descobri que emagreci. Não pus os pés no ginásio. Conheci pessoas novas. Desapeguei-me das minhas coisas. Desesperei por saber o que fazer da minha vida. Percebi que tenho muita sorte. Lavei o meu carro pela primeira vez. Saí de casa só para não ficar a olhar para as paredes. Fui buscar pessoas em estados lastimáveis. Comi sobremesas às três da manhã. Enchi o armário com uma montanha de roupa. Perdi uns ténis. Paguei imperiais a amigos. Tive recaídas e incertezas. Uma semana a correr, mas com metas atingidas - que são tudo menos loucas.