para quem me risca o carro, dois dias depois de ter chegado da pintura: existe uma coisa que se chama câmara de vigilância. Me aguardem.
domingo, 19 de janeiro de 2014
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
sábado, 11 de janeiro de 2014
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Às vezes
olho para este blogue e apetece-me acabar com ele. Não é que me tenha trazido coisas más - muito pelo contrário. Só que há seis anos atrás, quando meu deu na cabeça criá-lo, tinha um propósito totalmente diferente do que tem agora. Eu era uma pessoa totalmente diferente. Não escrevo da mesma maneira - se calhar estou pior. Menos motivada, com uma vontade mínima de relatar as pequenas coisas que me acontecem. Porque hoje em dia, quem me lê, já não vê as minhas palavras com o mesmo brilho nos olhos dos que me liam antes. Porque talvez ninguém compreenda verdadeiramente a essência dos meus textos novos - nem eu. Mas apesar disto tudo - e do pouco tempo que me sobra para vir aqui largar os meus desabafos - há sempre qualquer coisa que não me deixa fazê-lo. Talvez por ainda existir uma parte de mim que é a Susana de 2008. Talvez porque quando os meus textos deixarem de ser uma parte do mundo da internet, se vão tornar em memórias mais embaciadas, e ninguém vai poder ler como é bonito viver deste lado. Não sei. Só sei que tudo isto me continua a puxar. Pode ser que, um dia, eu tenha a coragem suficiente para o mostrar a alguém que já nele figura, e que isso me dê ainda mais vontade de o fazer renascer. Até lá, ficamos assim.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
2013
O dia de ontem foi exactamente um apanhado de tudo o que aconteceu durante o ano. Cheguei a casa tarde, depois de arrumar um pouco de todas as secções da minha loja - que em poucos meses deixou de ser a minha preferida -, deitei-me e adormeci. No dia a seguir levantei-me cedo (muito cedo) para ir trabalhar. Vesti a minha roupa preferida, atirei outras quantas para uma mochila e pus-me a caminho, com a pressa que só eu me conheço. Fiz cinco horas de caixa - o meu lugar preferido, desde a minha última saga nos provadores - e saí, outra vez cheia de uma pressa só minha. Num pé pus-me no terminal rodoviário, e no outro estava no autocarro, a caminho do encontro com o meu grupo do coração. Enquanto a viagem corria, adormeci a ler o livro de anatomia 3 e decidi que não podia, de todo, ir fazer o exame daqui a dois dias. Nisto, os meus pais ligam-me cinco vezes, naquele tom que só eles conseguem personificar, com mais umas quantas das discussões deles misturadas com preocupações e beijinhos-liga-me-quando-chegares-ou-'tás-feita. Chegada ao destino, corro até às pessoas que eu mais gosto no mundo, as que me fazem sentir em casa e que estão sempre no mesmo lugar para me aturar. Duas horas e estávamos todos na praia, com os melhores sorrisos do mundo, como se nunca tivessemos ficado afastados durante o semestre. E num piscar de olhos, pimbas, meia-noite. Passas e champanhe, doze desejos que nunca são bem doze. Foi assim que se passou o meu ano: a correr. Com uma pressa que só eu consigo personificar. E descrever. Eu sei que disse que adorava corridas, que queria mais quilómetros, ir mais rápido. Mas o trajecto de Belém chega-me bem, no fim de contas. Estou farta de andar a correr. Sempre de mochila às costas. Sempre com um armário no carro e outro no coração. Mas a vida não para, e se é para correr, comprem-me os ténis com sola de lua que eu faço trezentas maratonas.Tudo para ser omnipresente, para estar quase em dois sítios ao mesmo tempo. Para poder estar em casa a ouvir os meus pais e no minuto a seguir em casa das minhas melhores amigas. Para pode trabalhar, calçar os meus sapatos brilhantes numa festa da faculdade e passar a todas as cadeiras. Com uma pressa que só eu sei usar, que só eu sei fazer funcionar da melhor maneira. Nos doze meses que passaram, ri-me, chorei, fiquei com os olhos inchados, gritei, conheci pessoas, aproximei-me de umas e afastei-me de outras. Tive muitos desgostos. Mas ainda não foi desta que isso me transformou numa pessoa de sorriso difícil. Aliás, foi exactamente isso - e a rapidez que advém da minha pressa, claro - que consegui o meu terceiro trabalho. Aprendi também que, quanto mais se abranda o ritmo, pior as coisas se tornam. O importante é continuar a pedalar, a seguir em frente, não perder a energia. Nunca. Não vale a pena ficar a viver no passado, quando é o hoje que conta. Por muitas saudades que tenha de um dia com a minha avó, de estar no secundário a fazer exames de matemática e de muitas outras coisas que de quando em vez afloram na minha memória, esses dias não voltam. Não interessa a ninguém ficar no meio do mar, à espera que a corrente se decida sobre o que fazer connosco. O importante é remar. E quanto mais fartos estamos de remar, mais remamos. Até partirmos os remos. Ou os braços. Dar tudo. Enquanto se pode. E às vezes tambem podemos descansar, mas só cinco minutos. Porque ver a vida a pairar, enquanto se dorme na parada, não é nada quando comparado com os meus dias. Sair de casa sempre apressada, desvairada, fazer exercício à pressa, conduzir rápido (mas com segurança, tenham calma!), trabalhar quarenta horas por semana, estudar que nem uma louca, fazer uma tatuagem, apaixonar-me e deixar de ser correspondida, dar sangue, ir a duzentas festas, fazer directas, ganhar dinheiro no casino com os mesmos numeros de sempre, jantar com o meu pai, ouvir as histórias da minha mãe, passar horas nas filas, ter uma agenda cheia, perder duas pessoas por estupidez, ficar sem telemóvel, não perder aviões por dois minutos, tirar fotografias, ir ao café, pagar metade da faculdade sem multas e esforçar-me muito - mesmo muito - por apagar uma memória da cabeça, foram as coisas que tornaram o meu ano naquilo que ele acabou por ser. Bitter-sweet. Com meses mais felizes e outros menos felizes. Mas sempre com o meu sorriso. Cresci tanto este ano. E sei que com este desejo, dos três únicos que eu peço, vou crescer ainda mais. E comprar uns ténis novos, que estes não devem durar muito. Bom ano.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Suddenly
E, de repente, o Natal já passou. E já tenho uma cómoda para as minhas roupas que andavam no chão há meses. E já passaram os três dias de folga seguidos. E recebi tudo o que queria no dia vinte e quatro. E já tenho dinheiro para a turbina. E estou bem com os meus pais. E não tenho a mais pequena coisa a chatear-me. E não podia estar mais feliz com o que tenho conseguido. Então mas... e se eu vos dissesse que trocava este sonho todo, estes trezentos e muitos dias em que tenho conquistado tudo o que sempre quis, por um dia do meu passado? E se...
domingo, 22 de dezembro de 2013
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
And then you go from there
If you love someone you tell them.
Even if you’re scared that it will burn your life to the ground.
You say it, and you say it loud.
Even if you’re scared that it will burn your life to the ground.
You say it, and you say it loud.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
A palavra do ano
Quando já foram eleitas as dez palavras do ano, tenho a dizer que a minha é bem diferente de qualquer uma delas. Pode até ser um clichê - ou a palavra mais antiga do vocabulário português - mas continua a ser a mais bonita. E a minha preferida para 2013.
Saudade.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Sabes o que desejei, avó?
Que abrisses os olhos e me visses assim, com tanto de ti. Porque ainda tinha muito para aprender.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Sublime
" (...) devíamos
repensar os votos do casamento e aquilo que é o ideal romântico de uma pessoa
que concentre tudo o que queremos. E repensá-los de tal forma que esses
votos deviam ser alterados para algo mais realista como: 'prometo desiludir-me
contigo e só contigo; (…) analisei as diferentes opções para ser infeliz e foi
contigo que escolhi comprometer-me.' Gosto tanto disto que se algum dia chegar
ao altar talvez me ouçam dizer uma coisa do género. Não é pessimismo, é exagero
realista e acho que só se diz uma coisa destas a alguém de quem se gosta mesmo.
Além do mais, eu estou com o Alain de Botton e acho que o segredo de uma
relação não é encontrar a pessoa certa mas sim saber estar com uma bastante
incerta."
domingo, 1 de dezembro de 2013
Sweet December
Ainda no outro dia estava a sair da praia e a dizer para o ar qualquer dia já estamos no fim do semestre, e não é que esse dia está mesmo aí à porta? Quase sem avisar, a uma velocidade que nem eu entendo e pronto para me deixar duas semanas cheia de cabelos brancos, o filho da mãe. Estou a aproximadamente quinze noitadas de me ver livre de metade do segundo ano, e só rezo para conseguir fazer tudo de uma vez. Enquanto estudo e trabalho que nem uma louca (mas com três maravilhosas folgas por semana, qual céu), vou pensando no que fazer às quase 6000 fotografias tiradas com o meu telemóvel, que depois de tanta coisa para as tirar, tinham que ter algum fim - quando ganhar forma, vai ter o nome de O meu ano em telemóvel (que bonito, han?). Preparo também as minhas listas, os meus textos que guardo sempre para mim e os desejos que tanto gosto de pedir ao longo deste mês mágico. É assim, a vidinha corre, os dias passam e nós cada vez mais crescidos. Já para não falar das horas de sono a mais que têm vindo a aumentar a cada dia que passa. Não soubesse eu a minha idade e diria que estava a rondar os 80. Enfim.
sábado, 23 de novembro de 2013
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Do que aprendi hoje
Há pessoas que só podemos mesmo amar à distância. Que perderiam toda a admiração que temos por elas, caso voltassem à vulgaridade da rotina. Há pessoas que só podemos amar estando longe delas, e agora ainda gosto mais de as amar assim.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
domingo, 17 de novembro de 2013
Mentirosa
Eu, quando digo que até podia lutar por ti, mas que "nunca te ia valorizar como ela". Desculpas.
sábado, 16 de novembro de 2013
sábado, 9 de novembro de 2013
Uma das vantagens de não me falares
é ter deixado de jogar ao Candy Crush. Da minha parte, um obrigadinho.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Eu só queria
um dia em que pudesse parar. Tudo. 24 horas sem ouvir uma discussão, uma frase que meta a palavra "tribunal", sem os sapatos que me fazem doer os pés, sem as preocupações constantes no meu coração. Nunca fui de pedir muito. Era só um dia. Um mero dia, sem os meus pais, a faculdade, o trabalho. Não, não é uma folga. É o parar do tempo. Mas só este bocadinho. Que se há coisa que tenho aprendido é que parar é morrer. E que é preciso continuar, continuar e continuar - para não se perder o equilibrio. Demorei um minuto a magicar estas palavras - lá se foi o tempo da minha pausa. Semana difícil, aqui vamos nós.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
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