segunda-feira, 5 de maio de 2014

La vida tiene sus maneras de enseñarnos. La vida tiene sus maneras de confundirnos. La vida tiene sus maneras de cambiarnos.

La vida tiene sus maneras de asombrarnos. La vida tiene sus maneras de herirnos. La vida tiene sus maneras de curarnos. La vida tiene sus maneras de inspirarnos. 

sábado, 19 de abril de 2014

Losing all hope is freedom

Então vai daí que me despedi. Começar do zero, sempre foi a minha coisa.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

So natural

All the places that I've been around, and all the good looking girls I've met... They just don't seem to fit in, knowing this particularly sad. 

But it seemed so natural, darling, that you and I are here, just talking over cigarettes and drinking coffee, oh...

domingo, 6 de abril de 2014

A minha vida numa palavra

Aeroporto. Ao que parece, só tenho jeito para partidas e chegadas.

sábado, 29 de março de 2014

quinta-feira, 27 de março de 2014

Às vezes

é preciso um teste, para perceber o que realmente se quer. Para perceber que te quero a ti. 

quarta-feira, 12 de março de 2014

Mentir...

O que te devia ter dito:

Agora é que te lembras, anormal? Que eu afinal não sou assim tão má, e que não mereci a maneira como me trataste? Agora, que estás na lama, é que te lembras de vir reclamar o meu olá? Depois de meses a olhar-me nos olhos, a irritar-me com essa tua maneira de ser, a deixar-me fora do sério por apareceres em todos os lugares em que eu estava? Pois, agora é tarde, disseste bem. Muito tarde. Egoísta, tu? Por quereres estar perto de mim outra vez? Não, isso tem outro nome. Sabes quantas vezes te quis bater? Quantas coisas tive que ignorar? Para agora me vires com essa. Ah ah. É engraçado, a vida dá muitas voltas. És uma criança, que fez tudo o que ela te mandou. E depois isto. Óbvio que eu não merecia. Vê tudo a minha volta, agora estou melhor que tu. E não, não quero falar contigo, nem dizer-te olá, nem sequer ver a tua cara. Quero que desapareças, que passes tão mal como eu passei, e quero ver se te consegues sair tão bem como eu. 

O que eu disse:

Olá. Não estava à espera disto, mas não sou pessoa de guardar ódios. Por mim está tudo bem, já passou. 
Claro que podemos falar, numa boa, como antes. Beijinhos.

... ou perdoar, como eu gosto de lhe chamar.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Pronto

Sometimes you meet someone and even though you never liked brown eyes before, their eyes are your favourite colour now. And sometimes you meet someone who can make the sickest addictions seem beautiful. And sometimes there’s some people you’d rather sit on a couch with and drink some gas station coffee and read your favourite books over and over while you forget that dinners on the stove so it gets burned but you still think it’s delicious anyway.

terça-feira, 4 de março de 2014

Todos os dias

descubro uma música que me faz lembrar coisas que nem eu sabia que existiam dentro de mim. Sabe bem.

sábado, 1 de março de 2014

As outras

Com algumas pessoas, perde-se tempo. Com outras, perde-se a noção do tempo.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Há um ano

que eu te ando a preparar café. E tu a mim.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Saudade

é receber a quarta nota, em sete, e só me apetecer abraçar a minha avó, aos saltos. Sei tão bem o que ela me ia dizer. O valor que ia dar ao que eu trabalhei, e às notas que, ainda assim, vão sendo as melhores. Mas ela não está aqui para me olhar com aquele brilho nos olhos, para me dizer que um dia vou ser o que eu quero e para nunca desistir. Eu sei, eu sei exactamente o que ela me ia dizer. Por isso é que continuo nesta estrada, a passar descalça por cima dos buracos. Por saber que ela me está a ver, no canto da minha vida, e a dar uma ajuda. Saudade é isto. E abraçá-la mentalmente, enquanto digo obrigada mil vezes, aos saltos. E sabe-me pela vida, parar assim, no meio dos meus dias tão atarefados e sentir que me posso encontrar outra vez. Em casa. Sempre.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Sumoterapia







De há dois meses para cá, que enquanto divagava num blog qualquer, dei de caras com os sumos feitos em casa. Já conhecia pessoas que os faziam, mas achava-me demasiado ocupada para adoptar um estilo de alimentação que os incluísse. Desde que corro, que sou fã de ir beber uma mistura de energia ao Sumo Pontífice - a pequena maravilha que abriu no centro comercial mais perto de mim - antes de começar a trotear os meus quilómetros. Mas acontece que o preço faz doer os olhos. Por muito que eu ame aquela loja de sumos, não consigo deixar de derramar uma lágrima quando troco a minha nota de cinco euros por um sumo. Sumo esse, que podia perfeitamente sair-me ao preço da chuva, se o fizesse em casa. Vai daí que comecei a comprar os ingredientes e a tentar criar as minhas misturas (ok, confesso que tirei fotografias dos menus da loja para me inspirar, mas pela vida saudável devo estar perdoada). Iniciei-me pelos verdes. Os tão falados Green Smoothies, que tanta gente deixam com cara de que horror, não sei como consegues beber isso. Espinafres, bananas (é isto que corta o sabor dos espinafres, fiquem já a saber, pessoas enojadas), laranja, manga, sementes e feito, não demora nada. Depois, fiz vermelhos. E cor-de-laranja. E castanhos (já falei da cara de nojo das pessoas, não já?), quando me apetecia misturar espinafres com frutos vermelhos. Pelo caminho ainda converti algumas mentes abertas a esta seita, e agora até me chateiam a pedir receitas. Eu cá, continuo nisto, ainda não morri com a cor dos sumos, e estou a adorar. Já não passo um dia sem beber um, pelo menos ao pequeno almoço e ao jantar. Ou como pequeno almoço e como jantar. Bebo um antes das corridas, para cumprir o ritual, e tenho a dizer que me sinto melhor. Claro que isto não substitui as refeições (agora saudáveis, visto que a época de tortura com os exames acabou), mas ajudam muito a quem, como eu, estiver a precisar de voltar às rotinas. Já para não falar da minha pele, dos gramas a mais perdidos e (sim, é verdade!) da boa disposição com que ando sempre, até depois de fazer duas directas seguidas. Por isto, e por todos os outros benefícios que ainda não descobri, deixem-se de nojos, de preguiças, de cabeças fechadas e comecem hoje. É que isto vicia, mas não podia estar mais orgulhosa deste vicio.

sábado, 25 de janeiro de 2014

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Obrigada

Materiais Dentários, sol, sumo verde, o meu cão e o dia de folga. Eu tenho tudo o que preciso para ser assim, feliz. E há dias em que só me apetece mesmo agradecer. Bom dia!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Sei lá

Ultimamente não falo com muita gente. A correria que era dantes, com esta e aquele para falar disto e daquilo, parece que amainou. Finalmente pude ter paz - a minha paz - e dedicar-me apenas aos que me são mais chegados. Não tenho conversas de circunstância - nem paciência para as ter - nem perco tempo a deitar palavras pelo ar. Às vezes tenho saudades, de ter mil e quinhentos assuntos para debitar com outras mil e quinhentas pessoas. Posso até dizer, no meu mais egoísta e egocêntrico ser, que sinto falta de alguém que saiba falar. Ter uma conversa intelectualmente interessante. Que seja atraído pelos mesmos pontos que eu. E que, de preferência, não seja um dos meus melhores amigos, que não queira mais do que uma boa conversa e que não me peça nada. Na verdade, e no meio de tanta coisa que há para fazer na minha vida super atarefada, só precisava mesmo disso. Tantas são as pessoas que vão e que voltam. Tantas conversas sem propósito, num estilo muito a mesma merda, um dia diferente. E depois, há pessoas que não precisam de falar, de ter mais que dois dedos de conversa, para eu saber com toda a certeza do mundo, que iam nutrir, satisfazer e acalmar o meu cérebro necessitado de palavras bonitas. Tu, és uma dessas poucas pessoas. Que - e mesmo tendo que te chamar chato por me teres ligado a todas as horas - soube fazer o que só outra pessoa fez antes. Que soube deixar-me, como estou agora, intrigada com as minhas próprias atitudes. Que deixa de me falar, e eu não consigo deixar de me perguntar porquê, como faço com os outros vai-e-vens. Nunca consigo perceber quando é que é suposto ter de lutar por alguém. Será que devia? Sim. Não. Porque no fim de todos os dias, em que olhas para mim com o ar mais natural dos teus olhos, continuas sem me dizer a mais pequena palavra. E o pior, é que sabes. E tenho 0,1 de certezas que parte de ti faz de propósito. Mas e agora? Já te posso mandar uma mensagem? Já passou o tempo do meu orgulho? Não sei. No meio de trabalhos, estudos desenfreados, rezas para passar às cadeiras, sonos intermináveis e tanta coisa que paira na minha cabeça, não consigo ter tempo para nada. Ou consigo, mas não quero arranjá-lo. Mas de uma coisa eu tenho a certeza que quero: que saibas que se eu tivesse tempo, eras das poucas pessoas por quem eu largava uma palavra contrariada. 

domingo, 19 de janeiro de 2014

Domingos

que não sabem a domingo. Seja por ter de acordar incrivelmente cedo ou por nem sequer poder ir almoçar fora. Levantar-me da cama só para ir trabalhar... mas quem é que se lembrou de inventar os part-times de fim de semana? E só de pensar na quantidade brutal de doenças que ainda tenho para saber até amanhã... bom, apetece-me dar um tirinho na cabeça. Mas, e tirando o facto de estar à beira de um ataque hipocondríaco, amanhã estou de folga. E se tudo correr pelo melhor, posso passar à minha matéria preferida do semestre. Vamos embora!

Breaking news

para quem me risca o carro, dois dias depois de ter chegado da pintura: existe uma coisa que se chama câmara de vigilância. Me aguardem.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Porque é que

gosto mais de ti quando és tu a ignorar-me? Que nervos.

sábado, 11 de janeiro de 2014

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Flores para mim


FlowersOnMyHair&DemonsInMyMind
que consegui passar a oito práticas com boas notas, fazer quase trinta horas extra de trabalho num mês e ir a todas as festas da faculdade. Há dias assim... felizes!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Às vezes


Just a lonely girl *: This is a war I can't win.
olho para este blogue e apetece-me acabar com ele. Não é que me tenha trazido coisas más - muito pelo contrário. Só que há seis anos atrás, quando meu deu na cabeça criá-lo, tinha um propósito totalmente diferente do que tem agora. Eu era uma pessoa totalmente diferente. Não escrevo da mesma maneira - se calhar estou pior. Menos motivada, com uma vontade mínima de relatar as pequenas coisas que me acontecem. Porque hoje em dia, quem me lê, já não vê as minhas palavras com o mesmo brilho nos olhos dos que me liam antes. Porque talvez ninguém compreenda verdadeiramente a essência dos meus textos novos - nem eu. Mas apesar disto tudo - e do pouco tempo que me sobra para vir aqui largar os meus desabafos - há sempre qualquer coisa que não me deixa fazê-lo. Talvez por ainda existir uma parte de mim que é a Susana de 2008. Talvez porque quando os meus textos deixarem de ser uma parte do mundo da internet, se vão tornar em memórias mais embaciadas, e ninguém vai poder ler como é bonito viver deste lado. Não sei. Só sei que tudo isto me continua a puxar. Pode ser que, um dia, eu tenha a coragem suficiente para o mostrar a alguém que já nele figura, e que isso me dê ainda mais vontade de o fazer renascer. Até lá, ficamos assim.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

2013

O dia de ontem foi exactamente um apanhado de tudo o que aconteceu durante o ano. Cheguei a casa tarde, depois de arrumar um pouco de todas as secções da minha loja - que em poucos meses deixou de ser a minha preferida -, deitei-me e adormeci. No dia a seguir levantei-me cedo (muito cedo) para ir trabalhar. Vesti a minha roupa preferida, atirei outras quantas para uma mochila e pus-me a caminho, com a pressa que só eu me conheço. Fiz cinco horas de caixa - o meu lugar preferido, desde a minha última saga nos provadores - e saí, outra vez cheia de uma pressa só minha. Num pé pus-me no terminal rodoviário, e no outro estava no autocarro, a caminho do encontro com o meu grupo do coração. Enquanto a viagem corria, adormeci a ler o livro de anatomia 3 e decidi que não podia, de todo, ir fazer o exame daqui a dois dias. Nisto, os meus pais ligam-me cinco vezes, naquele tom que só eles conseguem personificar, com mais umas quantas das discussões deles misturadas com preocupações e beijinhos-liga-me-quando-chegares-ou-'tás-feita. Chegada ao destino, corro até às pessoas que eu mais gosto no mundo, as que me fazem sentir em casa e que estão sempre no mesmo lugar para me aturar. Duas horas e estávamos todos na praia, com os melhores sorrisos do mundo, como se nunca tivessemos ficado afastados durante o semestre. E num piscar de olhos, pimbas, meia-noite. Passas e champanhe, doze desejos que nunca são bem doze. Foi assim que se passou o meu ano: a correr. Com uma pressa que só eu consigo personificar. E descrever. Eu sei que disse que adorava corridas, que queria mais quilómetros, ir mais rápido. Mas o trajecto de Belém chega-me bem, no fim de contas. Estou farta de andar a correr. Sempre de mochila às costas. Sempre com um armário no carro e outro no coração. Mas a vida não para, e se é para correr, comprem-me os ténis com sola de lua que eu faço trezentas maratonas.Tudo para ser omnipresente, para estar quase em dois sítios ao mesmo tempo. Para poder estar em casa a ouvir os meus pais e no minuto a seguir em casa das minhas melhores amigas. Para pode trabalhar, calçar os meus sapatos brilhantes numa festa da faculdade e passar a todas as cadeiras. Com uma pressa que só eu sei usar, que só eu sei fazer funcionar da melhor maneira. Nos doze meses que passaram, ri-me, chorei, fiquei com os olhos inchados, gritei, conheci pessoas, aproximei-me de umas e afastei-me de outras. Tive muitos desgostos. Mas ainda não foi desta que isso me transformou numa pessoa de sorriso difícil. Aliás, foi exactamente isso - e a rapidez que advém da minha pressa, claro - que consegui o meu terceiro trabalho. Aprendi também que, quanto mais se abranda o ritmo, pior as coisas se tornam. O importante é continuar a pedalar, a seguir em frente, não perder a energia. Nunca. Não vale a pena ficar a viver no passado, quando é o hoje que conta. Por muitas saudades que tenha de um dia com a minha avó, de estar no secundário a fazer exames de matemática e de muitas outras coisas que de quando em vez afloram na minha memória, esses dias não voltam. Não interessa a ninguém ficar no meio do mar, à espera que a corrente se decida sobre o que fazer connosco. O importante é remar. E quanto mais fartos estamos de remar, mais remamos. Até partirmos os remos. Ou os braços. Dar tudo. Enquanto se pode. E às vezes tambem podemos descansar, mas só cinco minutos. Porque ver a vida a pairar, enquanto se dorme na parada, não é nada quando comparado com os meus dias. Sair de casa sempre apressada, desvairada, fazer exercício à pressa, conduzir rápido (mas com segurança, tenham calma!), trabalhar quarenta horas por semana, estudar que nem uma louca, fazer uma tatuagem, apaixonar-me e deixar de ser correspondida, dar sangue, ir a duzentas festas, fazer directas, ganhar dinheiro no casino com os mesmos numeros de sempre, jantar com o meu pai, ouvir as histórias da minha mãe, passar horas nas filas, ter uma agenda cheia, perder duas pessoas por estupidez, ficar sem telemóvel, não perder aviões por dois minutos, tirar fotografias, ir ao café, pagar metade da faculdade sem multas e esforçar-me muito - mesmo muito - por apagar uma memória da cabeça, foram as coisas que tornaram o meu ano naquilo que ele acabou por ser. Bitter-sweet. Com meses mais felizes e outros menos felizes. Mas sempre com o meu sorriso. Cresci tanto este ano. E sei que com este desejo, dos três únicos que eu peço, vou crescer ainda mais. E comprar uns ténis novos, que estes não devem durar muito. Bom ano.