segunda-feira, 27 de maio de 2013

Endings are also beginnings

Há oito meses atrás, a minha vida estava ao contrário. Só tinha três cadeiras, uma mão cheia de nada para fazer e muita confusão nesta cabeça. A pessoa que não me falava há seis meses, voltou-me a virar do avesso, quando já tinha quase tudo alinhado. Mas as coisas mudam. Ainda não sei onde fui buscar a vontade que tive, naquele momento em que me decidi aventurar à procura do meu primeiro trabalho. Outubro, foi o mês de largar tudo. Fui a umas quantas entrevistas, fiquei em três sítios, mas escolhi o que, na altura, me parecia dar um ordenado mais razoável. Estava perdida no meio do mundo gigante que era aquela loja, onde antes eu era cliente - e onde agora tinha de fazer o outro papel, estar do lado de lá. Demorei algum tempo a integrar-me. Envergonhada como sou, deixei que fossem sempre elas a dar o primeiro passo. Comecei a conhecer melhor o espaço, as tarefas, as rotinas - a gostar do que estava a fazer. E tal como comecei a conhecer as minhas funções, também comecei a conhecer as pessoas que faziam parte do meu novo dia-a-dia. Encontrei um escape, uma maneira de não pensar nas coisas que se passavam à minha volta. E ali estava eu, quatro horas por dia, a dobrar roupa, a ouvir o mesmo CD todas as noites, a esvaziar a cabeça de tudo o que precisava de sair. Nunca pensei que me fosse cruzar com pessoas tão boas (ou tão más, que também as havia). Criei laços que nunca vou esquecer, abstraí-me do que não interessava e tinha o meu dinheiro ao fim do mês. Fiquei orgulhosa de mim. O que para os outros parecia ser pouco, para mim já era um mundo. Depois, veio a época dos saldos. Mais pessoas novas na equipa, mais coincidências, mais amigos para a vida. Tanto trabalho (tanto, tanto, tanto), mas uma vontade desmesurada de continuar, de fazer melhor, de mostrar aquilo que consigo fazer. Valeu-me dois contratos de seis meses. Confesso que muitos eram os dias em que não me apetecia ir. Queria ficar em casa, sem mexer uma palha, jantar com os meus pais (oh que saudades, que bom matá-las), ver as minhas novelas e sair. Mas agarrava em mim e lá ia eu, mais uma vez, a contar os dias para a próxima folga. E aguentei - até agora. Há oito meses atrás, a minha vida estava ao contrário. Não sabia o que era trabalhar, ter de me esforçar para ganhar o meu próprio dinheiro, dividir tarefas em equipa. Se ganhei paciência para umas coisas durante este tempo, também a perdi para outras. Aprendi tanta coisa - acerca de mim, acerca dos outros. Calei-me, mas também me revoltei. Não trocava estes momentos por nada, apesar das mais que mil horas em que me matei naquele centro comercial. O problema, é que tudo tem o seu tempo, e tal como algumas das pessoas foram deixando o seu posto, também chegou a minha hora de mudar. Fui muito feliz na Stradivarius - ri-me, chorei, criei laços impensáveis, aprendi, conheci, gritei, perdi a paciência, perdi a coragem, perdi exames, apanhei pó na cara e outras quinhentas coisas que podia estar aqui a contar - mas está na hora de me ir embora. Há oito meses atrás, a minha vida estava ao contrário. Parece que agora também está - mas quem é que disse que eu gostava de viver do lado certo?

sábado, 25 de maio de 2013

Não me perguntes porquê

mas passar na tua rua antes de dormir faz-me ficar melhor. Sei lá. Ultimamente, nem eu me entendo.

Nas duas últimas semanas

- despedi-me;
- fiz sete trabalhos num dia;
- atiraram-me para uma piscina vestida e fiquei mais que doente;
- fui a uma festa surpresa;
- dormi na residência às escondidas;
- quase matei um pássaro;
- fiquei quase sem dinheiro e
- perdi a chave do carro.

A minha vida dava um circo, está visto.

sábado, 18 de maio de 2013

É triste

perceber que, quase um ano depois, a pessoa que mais te fazia escrever foi a que fez com que o deixasses de fazer. Ou fotografar. Existem coisas que nunca mudam, mas depois há aquelas que dão voltas de 360 graus. E disto sim, eu tenho saudades - desta parte que eu já não sou, é do que me lembro todos os dias.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Eu sei, oh se sei

"Too often, the thing you want the most is the one thing you can't have. Desire leaves us heartbroken, it wears us out. Desire can wreck your life. But as tough as wanting something can be, the people who suffer the most, are those who don't know what they want."

domingo, 28 de abril de 2013

É tão bom

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perceber que fiz bem o meu trabalho. Que as horas a mais, o esforço, a dedicação deram resultado. E de hoje em diante, prometo pôr ainda mais de mim em cada coisa que faço. Dar mais atenção às matérias, colher bons resultados e conseguir conciliar as três coisas que mais preciso neste momento - o trabalho, que apesar de tudo, eu adoro; as matérias mais bonitas da faculdade, que só me deixam um passo mais perto de fazer o que eu amo, e o exercício que me faz feliz. Porque é como dizem: when you're doing what you love, love will find you.

sábado, 27 de abril de 2013

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Já passou um ano

mas às vezes continuo a não acreditar que desapareceste da minha vida. Há dias em que me esqueço que exististe, quando não penso em ti durante longos períodos de tempo. Talvez por não conseguir ir muito fundo no que toca a memórias, ou por doer cada vez mais à medida que os meses avançam. Foste tu, quem mais me moldou, quem preparou a minha maneira de ser para o mundo, quem me criou. E eu sei que me ouves, que me proteges, que vais sempre estar com um olho em mim e o outro nelas, mas existem momentos em que me revolto. Em que precisava de uma hora, só mais uma hora, ao pé de ti, e contava-te o que aconteceu nos últimos doze meses. Que tirei a carta, que me separei de quem tu mais gostavas, que já trabalho como as pessoas crescidas e que consigo poupar o meu dinheiro para ajudar em casa. Ias gostar de saber, que adoraram o tanto de mim que eu ponho nas coisas que faço, dos elogios que recebo, dos próximos meses que me ofereceram para continuar. Que mudei de curso, para o que eu sempre quis. Que não deixo cadeiras para trás por ter gravado na cabeça o que me costumavas dizer, pela sede de liberdade que sempre me conheceste. Contava-te também que na semana passada fiz oito horas de viagem só para te pôr uma flor, mas isso tenho a certeza que tu sabes. Ou que já levo as minhas tias onde elas precisam quando os outros não podem e a mãe me falha. Já sou mais adulta. Acho eu. É que por muito que eu saiba isto tudo, que tenha um livro para te contar, ainda fico pequenina ao pé de certas coisas. Já não tenho medo de viver tudo muito rápido, ou que os meus dezanove anos ao pé de ti tenham passado a correr. Do que eu tenho medo, é da velocidade a que eu me esqueço. Das tuas feições, dos dias em que choravas de felicidade quando eu ia a tua casa, de me ires buscar à escola, dos dias em que eu e a J. te pintávamos os móveis com canetas. De tudo. E tu sempre ali, a amar-me como se eu fosse mais que tua filha. Não me quero esquecer de ti. E é por isso que gastei quase metade das minhas poupanças para te ir visitar, que continuo a pendurar as tuas fotografias no meu quarto, que oiço músicas que ouvi há 365 dias atrás. Eu sei, que no mundo dos crescidos a velocidade não muda. Mas é por isso que ainda não vivo nesse mundo, e que vou dar tudo o que eu tenho para que ela abrande.

domingo, 21 de abril de 2013

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Constantemente, sinto saudades das pessoas que perco. Mas não as quero de volta - já doeu uma vez.

sábado, 13 de abril de 2013

segunda-feira, 8 de abril de 2013

[Todo o sentido]

Well you see her when you fall asleep
But never to touch and never to keep
'Cause you loved her too much
And you dived too deep

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Cada vez que marco um jantar contigo

é como quando vou comprar roupa: pego nas coisas que quero experimentar, entro no provador e faço figas para que não goste de as ver vestidas. Não quero ter vontade de te comprar, percebes?

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Uma semana

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e faço seis meses a trabalhar, voo para Madrid, lanço-me numa viagem de carro enorme para levar as flores mais bonitas à melhor pessoa do mundo e vou jantar em casa durante quinze dias. Uma semana e estou de férias, meus amigos.

domingo, 17 de março de 2013

(arrepios)

And know it wasn't always wrong,
But I've never known a winter so cold.
Now I don't warm my hands in your coat,
But I still hope.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Factos

Esqueço-me sempre que és mais novo, só porque és duas vezes o meu tamanho.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Férias de inverno

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A única altura do ano em que saio de casa de leggings, camisola de carapuço, pantufas, sem maquilhagem e com as sobrancelhas por fazer, porque o meu único objectivo é voltar para a cama. Ah, coisa mais linda.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Uma pessoa


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tem o dia todo livre e decide ir ao ginásio. Qual não é o espanto quando vejo que não me deixam inscrever em nenhuma das minhas aulas preferidas. Pronto, acho que não me querem lá.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Contagem decrescente


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Como se sabe, não sou adepta de fazer as coisas a tempo. Ou durante o dia, que é o horário certo para tudo. Por isso aqui vou eu, para a minha última directa (do mês, pronto). Bring it on, que dormir agora só amanhã.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Odeio

quando erram no horóscopo.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O dia de hoje

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vai ser passado à volta do computador e dos resumos. Espera-se uma tarde de estudo para lá de produtiva, que só assim é que se consegue chegar onde se quer. Bom dia, bom dia!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

De um gosta-se mais

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mas dos outros gosta-se melhor.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Agora sou assim

e a culpa é tua.
"Há amores melhores, mas são amores cansados, amores que já levaram na cabeça, amores que sabem dizer “Alto-e-pára-o-baile”, amores que já dão o desconto, amores que já têm medo de se magoarem, amores democráticos, que se discutem e debatem. E todos os amores dão maior prazer que o primeiro. O primeiro amor está para além das categorias normais da dor e do prazer. Não faz sentido sequer. Não tem nada a ver com a vida. Pertence a um mundo que só tem duas cores — o preto-preto feito de todos os tons pretos do planeta e o branco-branco feito de todas as cores do arco-íris, todas a correr umas para as outras. Não há regras para gerir o primeiro amor. Se fosse possível ser gerido, ser previsto, ser agendado, ser cuidado, não seria primeiro. A única regra é: «Não pensar, não resistir, não duvidar». Como acontece em todas as tragédias, o primeiro amor sofre-se principalmente por não continuar. Anos mais tarde, ainda se sonha retomá-lo, reconquistá-lo, acrescentar um último capítulo mais feliz ou mais arrumado. Mas não pode ser. O primeiro amor é o único milagre da nossa vida — «e não há milagres em segunda mão». É tão separado do resto como se fosse uma primeira vida. Depois do primeiro amor, morre-se. Quando se renasce há uma ressaca." 

MEC