segunda-feira, 15 de novembro de 2010

olhos que sabem ver

e pensar que conhecias os meus gestos, os meus sabores, as minhas preocupações, os nomes das minhas tias de cor. como gostava dos cereais de manhã, o tempo que tinhas de esperar para eu me enfeitar ao espelho. a magia do meu sorriso quando te esgueiravas pela porta, o teu braço sempre à frente do sol. sabias como levar-me às costas. uma maneira gentil de se ser o king-kong. com os teus jogos do esconde-esconde, as minhas músicas no teu ouvido, as tuas mãos na minha cintura. agora, sem medo, embrulhemos tudo isto numa página de jornal e é separar duas flores que nasceram do mesmo ramo, mas que ninguém soube regar.

8 comentários:

Margarida disse...

gostei mesmo muito. (é mesmo isso)

mariana fernandes disse...

e se voltassem a tratar das flores? plantassem não um ramo, mas sim uma árvore

Marta D'Almeida disse...

mesmo, mas é lindo mesmo assim

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

lindo....

qu ebela escrita memso muito respiravel...parabens..convido te a visiatr o meu blog..bj

Lady C disse...

Muito bonito mesmo :)
Mas será que não há maneira de reverter a situação?

Cátia Mourisca disse...

LINDO!

RuteRita disse...

obrigada

Saltos Altos Vermelhos disse...

que belo texto! Parabéns!