terça-feira, 29 de março de 2016

Coordenadas

A última tentativa de voltar a rabiscar alguma coisa por aqui não correu bem. Nunca corre. O que corre sempre mais depressa é a vida. A faculdade. Os amigos. Os trabalhos. O viver mais e contar menos. Mas só em palavras, que as fotografias nunca faltam no século da partilha. Fotografias que aprenderam a falar por mim, que adoro ser o olho por trás da máquina. Ou do telemóvel, que antes trocava por folhas fazias por ele derrotadas. Entretanto vou acumulando, guardando e esquecendo imagens que me dão ideias, qualquer coisa que ligue o mundo atarefado em que me perdi desde o tempo em que contava histórias neste sítio. Para não perder o fio, não me perder tanto num mundo que não é o único que vive cá dentro. Aos poucos, com fotografias, com qualquer coisa... volto.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Acho que já não sei escrever

Mas prometo que, a partir de hoje, vou voltar a tentar.

domingo, 26 de abril de 2015

Já dizia alguém

"Perdi muito, paga-se sempre um preço por tudo. Mas o que eu ganhei, (...), faz com que valha a pena."

segunda-feira, 2 de março de 2015


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Hoje


Hoje é quarta-feira. Hoje, é o último dia da minha, um tanto ou quanto, atribulada época de exames. Hoje dou-me conta que fiz nove - nove - cadeiras este semestre. Hoje percebi que, mesmo no meio de tanta confusão, consegui tudo o que mais queria. Hoje, e todos os dias em que me vi grega para continuar a fazer o que gosto, soube exactamente que era esta a minha estrada. Mais uma vez. E hoje, pela milionésima vez, olhei para todas essas cadeiras e pensei baixinho se não fosse isto que eu devia estar a fazer, tinha deixado todas para trás, mas o que a vida nos mostra nunca engana. Hoje, e a cada dia que passa, a cada dificuldade que se interpõe entre mim e aquele diploma, estou cada vez mais perto de ser dentista. E não podia estar de coração mais cheio.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Obrigada por seres um começo todos os dias

Se para certas pessoas a melhor parte das relações é quando as coisas já estão sólidas e certas, para mim, a melhor parte é aquela que começa mesmo antes de existir qualquer relação. A parte da conquista, das incertezas. Do tempo de espera por uma simples frase, ou da primeira vez em que o estômago nos sobe, naquela descida ao pé de casa. Os começos são tão simples, tão fáceis, tão livres de tudo. O que quero dizer, não é que estar numa relação estável não seja óptimo - que é -, mas sim que todas as coisas mais bonitas acontecem no início. Pelo menos para mim. É quando dá para perceber se a pessoa acerta na gramática, percebe de inglês ou tem uns dentes bonitos (cada um com as suas manias). Quando se começa a ganhar o jeito de lidar com o outro, decifrar-lhe os jeitos e saber-lhe as rotinas. Ficar duas horas à espera de uma chamada, pensar em desculpas ridículas para justificar a frase que ficou sem resposta. Criar cenários completamente desfigurados da realidade, que só existem no mundo da nossa cabeça. É num dia estar triste porque nos sentimos sozinhas, e já no outro, ter de sair da sala para mandar risinhos estúpidos ao espelho da casa de banho, só porque se recebeu uma mensagem. Depois, já numa fase mais à frente, tentar entender se a outra pessoa está tão interessada como nós estamos. Ficar na dúvida, para depois descobrir que damos tanto quanto vamos receber (ainda que isto tudo, na minha vida, signifique sempre uma montanha de dúvidas e de ora-ganha-ora-perde o interesse). Conhecer o princípio de cada segredo, cada qualidade, cada defeito. Só os princípios, que o resto vem com o tempo. Tempo esse que nunca queremos que chegue, de tão bem que nos habituamos aos começos. É que os filmes no sofá, os passeios em Belém, os jantares em família e tudo o que uma relação de algum tempo tem, para além de só chegarem se o início for bom, vão-se perdendo pelas horas, pelos dias, pelos meses. Mas o princípio, a raíz, o começo - esse, é só um, e fica connosco para o resto de tudo. Porque, no fim de contas, o que realmente importa é o minuto em que reparamos na maneira em como o outro fala, como nos segura, o que faz para nos deixar fora de nós. Mesmo que não diga bem (todas) as palavras, que só saiba as bases de inglês ou que tenha uns dentes menos bonitos. É quando parece perfeito - aí mesmo-, que já sabemos o que vem a seguir.


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Obrigado


Por, todos os dias, me ensinares a ser diferente. Não da maneira que eu queria, mas da melhor maneira. E, principalmente, obrigado pela paciência. Para os dias em que eu não quero aprender, ou em que fujo para a pessoa que estava habituada a ser. Sobretudo, obrigado por me dares a conhecer um mundo em que não é preciso discutir e sermos os mais loucos da tua rua - que somos na mesma - para sermos loucos um pelo outro.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

domingo, 16 de novembro de 2014

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Onde é que se assina?


                         

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Magia

No outro dia, enquanto arrumava o terramoto que vivia no meu armário, encontrei um cachecol que a minha avó me emprestava sempre que lá passava para almoçar em dias de inverno. Dobrei-o com carinho, para guardar uma das poucas coisas que tenho dela. Abracei-me a ele e, de repente, o meu mundo parou. Porque aquele cachecol, aquele bocado de lã velhinha, que já percorreu quatro casas dos meus pais, que já foi misturado com mil e uma roupas e que já usei tantas vezes... ainda tinha aquele cheirinho que o meu nariz adorava quando se embrenhava no avental dela. Fiquei a olhar para mim no espelho, e para o cachecol, e depois para mim, e para o cachecol outra vez... com ar de parva. Não sei como é possível, se são coisas da minha cabeça ou se é o meu coração a chorar de saudades, a ansiar por qualquer coisa que viesse da pessoa de quem eu sinto mais falta nesta vida. Guardei-o numa gaveta, e pedi muito para que aquele cheiro não desaparecesse. Vou lá quase todos os dias e se aquilo não é o aroma dos dias mais felizes da minha vida, entao eu juro que o meu nariz me engana bem. Porque posso já não me lembrar todos os dias dela, pode parecer que aquela época nunca existiu, posso até estar constantemente a reprimir estas saudades que me consomem... mas de uma coisa eu tenho a certeza: sempre que eu me abraçar aquele cachecol vou chorar de alegria, de tristeza, de tudo. Porque agora, ou até este feitiço do caraças que reside no cachecol decidir desaparecer, posso voltar a casa. É como digo quando me lembro dela... esta sempre foi a magia que nos definiu.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Eu sei, eu sei

que só venho aqui embriagar-vos no meu xarope de amor, deixar imagens pirosas e quase escrever com coraçõezinhos nos pontos dos i's... mas no momento em que se está em casa quando um dia se pensou nunca mais voltar, é difícil não ficar feliz só pelo simples facto de se estar sentado no sofá. Com o teu braço à minha volta, perfeito. Pronto, eu juro que esta foi a última colher deste remédio lamechas. Por agora...

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

domingo, 21 de setembro de 2014

When love is not madness, is not love

Eu sei que gostas muito de mim. E sabes como? Não, não é porque te comparei com coisas que deram certo. É porque nunca pensei vir a gostar tanto de alguém assim outra vez, desta maneira maluca tão minha. Eu sei que gostas muito de mim. Porque soubeste ler o que eu trazia nos olhos, ver o meu mundo do avesso e continuar aqui. Fica.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

sábado, 23 de agosto de 2014

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Eu a pensar que te andava só a preparar cafés...

... quando, num dia, dou por mim a chorar baba e ranho em cima da minha tabela de farmacologia, sem saber o que fazer depois de, mais uma vez, ter deixado que a minha veia de impulsiva levasse a melhor. E, então, fiz uma coisa nunca antes feita - pelo menos por mim. Corri atrás de ti. Sim, é verdade - a rapariga que há 1000 post's atrás se dizia incapaz de se apegar, a especialista em dar cabo de tudo, sempre com um cesto cheio de dúvidas na mão, que preferia sete semanas no deserto sozinha a qualquer tipo de relação humana... trocou o perigo dos pés no chão pelo conforto do abismo. E custou-me muito, largar a rotina e o meu escudo invisível. Ter de pôr de lado o orgulho, não fingir que estava sempre tudo bem e, sobretudo, deixar de (me enganar e) dizer que tenho uma pedra no coração. Pois é. Com a ajuda de muita gente - tanto que eu cresço com os outros - e com muitos dias a dar pulinhos por uma mensagem, seguidos do fim do mundo na minha janela por não receber a resposta. Com o gosto agridoce de não saber o que vai na outra cabeça. Gostar de ti é ser bipolar, é não ter a certeza num minuto e no outro saber exactamente aquilo que quero. E depois de um ano a fazer muita porcaria, de levar com mais porcaria e de ainda não saber muito bem como lidar com porcaria, só esperava mais um telefonema a dizer que não ia dar mais. Porque talvez fosse o que eu merecia, ou talvez não desse para rasgar mais aquela tua camisola que me deste no início. Já passou um ano, se isso não deu em nada não é agora que vai dar ouvia eu da boca do mundo. E acreditava, torcia o cérebro num jogo masoquista como só eu sei fazer. Num dia queria tudo, no outro mandava-te passear. Até começar a perceber que, talvez, nada fosse como eu pintava. Se calhar, quem me escreve isto tudo, até se deve importar pensava eu. E depois lá vinha o surto, a paranóia, o sofrimento que, inevitavelmente, todos adoramos sentir uma vez na vida. Ah, a bipolaridade do amor... E os dias iam passando, em conjunto com o recorde de meses em que estivemos juntos. E eu fiquei. Talvez fosse mesmo para dar em alguma coisa e ninguém tivesse razão. Fui correndo, esfolando os joelhos, gastando mais um bocadinho a tua camisola que tanto adoro. Fartei-me. Perdi a paciência. Discuti com as minhas amigas. Chumbei a dois exames. Não comi. Mas tomei uma decisão e fui. Tive medo mas fui com medo mesmo. Fiz coisas que nunca fiz por ninguém, na esperança de conquistar aquele bocadinho de coração que ainda tinhas para mim. Não me conhecia. Desesperava por tudo, por nada, por ti. Todos os dias ficava mais louca. Mas eu faço tanta coisa, como é que ele ainda não fez nada? era a pergunta nossa de cada dia. Até que, depois de muito pensar, decidi fazer o que só os mais fortes decidem - fazer em vez de falar. E nesse exacto momento, quando estava pronta para tudo... tu fizeste-o. Naquela escada fria, depois de discutirmos (ah, a bipolaridade...), disseste-me tudo, em palavras que nunca esperei ouvir de ti. Fui a pessoa mais feliz do mundo nesse dia, já há muito tempo que não tinha um dia daqueles. Ou destes, em que fico a olhar para ti e a dar-te beijinhos, sem saber bem explicar o que se está a passar. Só sei que nada sei. Mas gosto de ti, e muito. Consegui o que queria, mas acho que o maior mérito foi teu porque, como eu te digo, eu não gosto de ninguém e fui gostar de ti. Estou muito contente, ainda que com algumas incertezas e medos. É normal. Relaxa, dizem eles, vai correr tudo bem. E que acabe o mundo agora, acaba muito bem. Porque agora é, sem dúvida, melhor que sempre.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Irritas-me tanto

Mas eu não consigo deixar de gostar de ti. Mesmo que troques os "há's" por "à's". E eu nunca sou assim. 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Agora sim

estão para sempre comigo. Os três.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Há duas semanas que não corro

"Deitar-me e achar que sim. Acordar e pensar que não. Dar três passos e ficar na dúvida. Receber uma mensagem e ter a certeza. Não receber uma mensagem e ficar com medo de ter ido tudo ao ar. Ir ao ar de alegria e a seguir cair tudo ao chão. Defender com unhas e dentes que o mundo é dos que são sinceros e ter medo que afinal seja dos que vestem armaduras. Olhar para ele e perceber que afinal sim, há histórias felizes. Olhar para ele e ter medo que não, essas histórias felizes não sejam para mim. Fazer uma ginástica entre ser uma pessoa impulsiva e uma pessoa escaldada. Não saber voltar atrás e ter medo de não conseguir ir para a frente. Andar extenuada com esta coisa de se ser ou não correspondido. Ter o coração aos saltos e vontade de responder, quando me desafiam a ir ao ginásio: agora não dá, comecei a gostar de uma pessoa e isso já é exercício cardiovascular que chegue."

sábado, 24 de maio de 2014

Crónicas

Disseste-me que não estavas loucamente apaixonado, mas que era isso que querias sentir. Estar cheio de borboletas no estômago e precisar de mim como quem precisa de ar. Acho que esse tempo já passou. Um ano a fazer-me cafés, cigarros e a passares a mão pela minha pele fria. Eu gosto muito de ti, sem saber porquê, como, quando... mas gosto. Apesar de me faltares com tudo, de me dares a metade, de seres aluado como só tu sabes. Não sei o que me faz ficar desta vez, quando já perdi a conta dos dias em que já me fui embora da tua vida. Se calhar foi esse o problema - eu e a minha mania de me guardar, de me proteger, de me salvar de uma coisa que não tem salvação. Porque agora, se te fores embora, posso conseguir viver bem sem ti. Só que no fim de contas, acabei de esbarrar com aquilo que eu tanto temia, com aquilo de que tantas vezes fugi. É que posso não estar loucamente apaixonada... a diferença desta vez é que me enganei no esquema. E fiquei.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Let's sit on a rooftop at 2 in the morning, so you can tell me your favourite songs and your family problems and how you think the earth was made.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

La vida tiene sus maneras de enseñarnos. La vida tiene sus maneras de confundirnos. La vida tiene sus maneras de cambiarnos.

La vida tiene sus maneras de asombrarnos. La vida tiene sus maneras de herirnos. La vida tiene sus maneras de curarnos. La vida tiene sus maneras de inspirarnos. 

sábado, 19 de abril de 2014

Losing all hope is freedom

Então vai daí que me despedi. Começar do zero, sempre foi a minha coisa.