sábado, 31 de março de 2012

o fim-de-semana

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vai ser cheio de trabalho, com conceitos e termos de Anatomia para fazer entrar na cabeça. de passeios em sitios fechados, afastados da chuva. de galochas, que me salvam sempre dos temporais imprevisíveis. de séries, que já não vejo há muito tempo. de planos, de agendas e de marcações para o futuro. de guardas-chuva cor-de-rosa, para alegrar o dia. de comida saudável, de visitas com saudades. de descanso. bom dia.

sexta-feira, 30 de março de 2012

uma pessoa forte



 

[esperem por mim, que para a semana já vos trago]

é aquela que entra na Blanco [com tanta coisa para trazer...], na Zara e na H&M (ainda por cima com as sabrinas e os calções de crochet - lindos - a olhar para mim com um ar de pena) e não traz nada. rien de rien. mãos a abanar. eu bem disse que era uma pessoa forte, que se mantém fiel às promessas de não comprar nada quando ainda tem (muita) roupa por vestir no armário (sim, aquele armário onde não cabe nem mais uma camisolinha). vou ali olhar para ele, a ver se não me arrependo de ter deixado aquelas coisas tão sozinhas nas lojas.

encontros improváveis

Gosto desta conjugação cósmica, milimetricamente conjugada, que nos faz encontrar uns e desencontrar de outros.


[o que eu agradeço, todos os dias, estar a encontrar pessoas assim. pessoas tão eu, mas tão diferentes de mim.]

quinta-feira, 29 de março de 2012

como me deixar num estado de nervos:

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marcarem-me o exame de condução para daqui a uma vida e, ainda por cima, num dia que eu não gosto nada. está visto que vou ter de comprar mais que muitas aulas extra, está.

[e conduzir clandestinamente, pois claro.]

little things #63


das maldições

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ultimamente tenho planeado todas as minhas corridas na agenda. segundas, terças e quartas-feiras são dias de sair só com o telemóvel e as chaves, para passar quarenta e cinco minutos sozinha com os meus pensamentos e com a minha música. e tudo corria às mil maravilhas: saía de casa à tardinha-quase-noite, deixava um recado (para ninguém interromper o meu exercício, que odeio falar enquanto corro), punha o GPS a trabalhar, deixava tocar a minha playlist para a corrida (ou, como nos últimos dias, a rádio - que parece adivinhar que estou a ouvir, e vai de passar as minhas músicas preferidas), aumentava 0,30 km por dia nas minhas distâncias, via o pôr-do-sol mais bonito cá do sítio, chegava a casa e apontava tudo no meu bloco de progressos, feliz da vida com os resultados. a coisa passava-se muito bem, e ao que parece já estava a funcionar, visto que notei algumas diferenças em mim. até esta semana - a semana em que tudo mudou. na segunda-feira comecei logo por esbarrar com o meu lindo joelho num muro, e ainda consegui a proeza de, ao continuar a correr, fazer outra ferida na perna. cheguei a casa e reparei que andar nunca me tinha doído tanto. queixei-me durante terça, mas fui, toda cheia de confiança, correr ao fim do dia. resultado: só não esbarrei no mesmo muro, porque mudei de percurso, visto que voltei a dar cabo do joelho - desta vez, por usar os ténis novos, caí a fazer uma curva e o mesmo joelho (sim, o mesmo!) bateu em cima de uma pedra (maldita pedra). sangue, muito sangue. dores, imensas dores. voltar para casa quase coxa - e chateada por só ter corrido quinze míseros minutos - e tratar muito bem da perna. mandar os ténis novos dar uma volta, que não os volto a calçar. nisto chega quarta-feira, e voltei a querer mais do que tenho - fui correr. desta vez não meteu joelhos, pedras, muros ou sangue, mas o raio do GPS decidiu morrer a meio da corrida. pronto, lá vai a Susana triste para casa, ficando na ignorância acerca dos quilómetros e calorias que perdeu (logo ontem, que tinha corrido uma hora certinha e esperava ver números animadores). com isto tudo. começo a achar que alguma coisa - ou alguém - quer acabar com as minhas corridas, logo agora que elas estavam a resultar tão bem, a deixar a minha cabeça limpa e o meu corpo escultural. hoje não fui - nem vou - correr. cá para mim, esta semana está amaldiçoada, e mal por mal, é melhor deixar a correria para o fim-de-semana e para as férias, que tenho tempo de sobra. sendo assim, vou correndo ali para o sofá, para junto dos meus apontamentos, deixando descansar o joelho, o telemóvel e ficando, assim, à espera que as pedras da rua não se voltem a interpôr no meu caminho.

[para que fique registado, não vão haver maldições, nem pedras, nem GPS's que acabem com as minhas adoradas corridas. pronto.]

terça-feira, 27 de março de 2012

discordâncias

se eu já estou à espera que corra mal, como é que pode correr bem? a partir de hoje, toda eu sou esperança, e vou começar a acreditar mais no que pode - e vai - ser diferente. só tem é de ser.

se há coisa

que tenho concluído durante as últimas semanas, pelo que tem acontecido, é que não posso querer ter uma vida parecida à de ninguém - quer no bem, quer no mal - porque nunca vou ter as mesmas circunstâncias que o resto das pessoas no mundo. o que é o meu normal, não é o normal delas. e cada um tem que ser feliz (ou pelo menos tentar) com o que tem, neste momento, aqui e agora. não com o que poderia ter ou com as expectativas dos contornos que a vida um dia pode vir a tomar. e apesar de não me contentar com tudo, querer sempre mais e melhor, também já sei compreender quando é que me posso comparar aos outros, analisar as situações que me rodeiam (só a mim) e viver de acordo com isso. aceitar ou resignar-me. escolher, trabalhar só com o que tenho. desenhar no meu bloco, sem os lápis que não me pertencem.

[estou a crescer tanto, com tudo]

estou viciada neste jogo

[Temple Run]
[e acho que vou arruinar as poupanças - que não tenho - num iPhone, só para o poder jogar onde quero (sem ser em casa e na faculdade)].

segunda-feira, 26 de março de 2012

bom dia

o almoço e os breaks do dia ficaram preparados desde ontem, acompanhados da garrafa de água gigante e da fruta que, não sei por alma de quem, me tem apetecido comer a toda a hora. a corrida está planeada para o fim da tarde e avizinha-se uma semana de muito trabalho (e exercício). e hoje, apesar de ser segunda-feira, estou a gostar de começar o dia com o melhor pequeno-almoço do mundo, mesmo que tenha de o tomar à pressa e de sair de casa a correr. porque quanto mais rápido esta semana passar (vai ser num pestanejar), mais rápido tenho a minha merecida semana de férias. bom dia, boa semana!

domingo, 25 de março de 2012

das coisas no seu devido lugar

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disciplinada como ando, até tenho adquirido o hábito de trabalhar consideravelmente ao fim-de-semana. vou mantendo sempre os resumos de Anatomia em dia, imprimo muitos slides de Fisiologia para ir acompanhando nas aulas, dou uma (grande) vista de olhos na matéria de Química Orgânica, faço os exercícios todos para poder ir ao quadro no laboratório, leio um bocadinho das teorias (chatas que só elas) de Sociologia e nunca me esqueço de preparar as (malditas) experiências de Biologia e de Química Analítica. tenho sido uma menina bem comportada, facilito muito a minha vida ao ter sempre uma visão alargada e estratégica da semana que aí vem (e que vai passar a correr, aposto), e ainda consigo estar muito motivada e com vontade de fazer mais, de fazer melhor, de dar tudo de mim àquilo que é a minha vida (o que nem sempre acontecia no outro semestre). mas nunca excessivamente, nunca (mais) em cima do joelho. já percebi que só vou lá com método, com tempo e sem fazer muitas das coisas a correr. claro que também há uma parte do trabalho feita sob pressão, claro que não vou parar de me lamuriar sobre o tempo que tenho ser pouco, claro que nem tudo vai mudar ou ser diferente, porque algumas coisas podem ficar como estão. mas prefiro fazer aos poucos, construir o futuro mais próximo devagarinho, como deve ser, bem planeado (mas cheio de coisas desplaneadas, ainda assim) e ter tempo para fazer o que eu gosto no resto do fim-de-semana. acordar (muito) tarde, comer o meu pequeno-almoço reforçado, ver um ou dois episódios das minhas séries (sem o exagero desmedido que é nas férias), passear ao sol e descansar a cabeça. prefiro, mil vezes, ter dias mais apertados durante a semana, não tirar o pensamento dos trabalhos e das frequências nos dias em que a minha cabeça tem de andar a duzentos à hora, de qualquer maneira, do que perder as fabulosas horas do meu tempo de folga - do único tempo que tenho para poder tirar o cérebro da água em que ele está mergulhado de segunda a sexta-feira. ter tempo para mim, ser a melhor pessoa que consigo para os outros, deixar tudo pronto e ainda conseguir manter-me saudável. fez-me todo o sentido, agora.

sábado, 24 de março de 2012

adoro

estar em casa. é que apesar de cá viver, durante a semana parece que só a vejo de madrugada. e adoro poder sentir o sol a entrar na sala, a aquecê-la para o resto do dia. gosto muito de poder disfrutar do meu quarto, que é mesmo a minha cara, é o mais eu que pode existir. gosto de passar o fim da tarde de sábado sentada no meu lugar preferido do sofá - o que roubo ao meu pai. gosto de comer o que eu quiser, sem ninguém a ver. espalhar os meus papéis na mesa gigante da cozinha, fazer resumos e só parar à noitinha, quando me chamam para sair e jantar. gosto de estar sempre a afastar a minha cadela (gorda), que quase se baba para cima do meu lanche. gosto de ver séries repetidas, dormitar na almofada grande e ouvir os carros a passar lá fora. gosto de estar em casa - não que seja uma pessoa caseira, que não sou - porque uma pessoa às vezes tem saudades de recolher.

quinta-feira, 22 de março de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

terça-feira, 20 de março de 2012

nesta altura

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do começo da Primavera, as minhas flores começam a desaparecer das árvores. mas todos os anos, neste preciso momento, já eu tenho os cartões de memória lotados de tanta fotografia que lhes tirei. este ano, tenho uma. acho que é desta que a minha máquina vai pedir para se ir embora, de tanto que eu a tenho trocado pela calculadora.

choose to enjoy

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eu mudo, mudo e mudo. mas o universo (ou o que quer que seja) acaba sempre por dar as voltas necessárias para que eu chegue aos mesmo lugares. aqueles, aos quais a cabeça me diz para desobedecer, mas que o coração sempre deseja ter outra vez. é como ter medo de andar numa montanha russa, não querer descolar os pés da terra - mas ter, secretamente, o desejo da adrenalina na pele. é assim, a minha vida ultimamente. desde sempre, para ser sincera. e pode-me surpreender, deixar-me no chão, fazer-me rebolar de tanta discordância - mas é como tem de ser, e muito diferente daquilo que esperam de mim.

segunda-feira, 19 de março de 2012

e esta semana

fazemos tudo diferente, outra vez. bom dia, boa segunda-feira (cheia de energia para dar o melhor).

domingo, 18 de março de 2012

o que vale

é que por muita coisa que me tenha deixado, muita coisa também entrou na minha vida. talvez melhor, mais à minha maneira - sem tomar o lugar do passado, que lá vai ficando. e é tão mais engraçado fechar as portas, abrir as cortinas e saltar pelas janelas que se abrem aos nossos olhos, todos os dias.

little things #62

(Desconheço o Autor)

quarta-feira, 14 de março de 2012

isto

era o que eu estava a fazer. o que eu estava a fazer à minha vida, por amor. é o que eu não vou fazer mais, por mim.

terça-feira, 13 de março de 2012

sempre a aprender

S.: Pois, claro que sou sempre eu a dizer alguma coisa, não tenho culpa de não ser uma pedra.
A.: Não é questão de se ser uma pedra, é questão de se ter amor próprio.
S.: E eu tenho, mas também tenho pelos outros.
A.: E podes continuar a ter. Ou achas que ter amor pelos outro é falar com eles e tentar mudá-los? Amor pelos outros é ter carinho pelas coisas que já passaram juntos. Se aquilo que tu dizes deixa de fazer diferença, segue a tua vida quando já tentaste mil vezes. Isso não tem nada a ver com o amor que tens pelos outros, mas sim por ti.

e vindo de uma pessoa que cada vez me surpreende mais.

[boa tarde]



segunda-feira, 12 de março de 2012

agora

és só mais uma moldura na minha mesa de cabeceira. que me põe uma cara estúpida quando olho para a fotografia, e me lembro do que costumávamos ser. do que nunca mais vamos ter. estúpida.

to change

se há coisa que eu odeio, é ser obrigada a fazer o que não quero. que me mandem ser isto ou aquilo, que pensem que têm controlo sobre a pessoa que escolhi ser - porque ninguém tem, a não ser eu. e até posso saber que estou errada, e ter consciência de que preciso de mudar, mas enquanto alguém achar que estou a mudar porque fui chamada à atenção, não mudo. só altero alguma coisa, só troco as voltas ao meu relógio e à minha vida, quando realmente quero e quando sei que o faço por mim. porque para além de ser assim que tem de acontecer, é muito mais verdadeiro quando a mudança se dá única e exclusivamente por minha vontade. isto tudo, claro, admitindo que, depois de muita luta interior, eu já aceitei que tenho de mudar. porque quando não aceito que alguma coisa esteja mal, preciso de perceber se, realmente, há alguém por quem valha a pena redefinir o que sou, passar pelo ciclo da mudança, e contrariar-me. existem poucas pessoas, muito poucas, que o conseguem fazer - e mesmo assim, é à velocidade que eu entendo, quando já ninguém percebe que fiz aquilo influenciada.

domingo, 11 de março de 2012

do que faz parte

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de há uns anos para cá, descobri a maravilha que era correr. sem destino, correr porque sim. dar as voltas que forem precisas para me deixar cansada. saudavelmente cansada. mas do que gosto ainda mais, é de correr sozinha (mesmo que num dia ou noutro saiba bem a companhia). seja a que hora for, gosto de pegar no fato de treino, no telemóvel e na água e sair para correr. só eu e os meus pensamentos, a ver a rua passar depressa e a respirar o ar fresco. gosto, pronto. de poder pensar no que está mal (e no bem também), esquecendo as listas que faço, relativizando os problemas, largando cada mal que me assola pelo caminho. ainda que não me trate dos assuntos complicados, ajuda - e muito. é por isto (e pela consciência de estar a tornar-me numa mini-lontra), que já não dispenso a minha corrida diária - um dos poucos momentos só meus.

sábado, 10 de março de 2012

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ontem despedimo-nos. mandaste-me uma fotografia do lugar onde, pela primeira vez, nos encontrámos. onde, pela primeira vez, sorrimos um para o outro como sorrimos ainda quando estamos chateados. onde me disseste as primeiras palavras, onde pude personificar a voz que ouvia do outro lado do telefone. mandaste-me uma fotografia dos prédios onde te encostaste à minha espera. do sítio que nos roubava olhares e sorrisos de cada vez que por lá passávamos. disseste-me adeus, e tudo o que conseguia lembrar-me era do Ryan a recordar-se de quando viu a Marissa (aqueles do O.C. que não espero que conheças, por saber que odeias séries) pela primeira vez, no dia em que ela morreu. tudo o que consegui fazer, foi passar pela mesma rua, mandar-te uma fotografia mais bonita, vista de um lugar diferente, e quase me imaginei a acenar-te. ontem despedimo-nos, e não foi só daquele lugar.

sexta-feira, 9 de março de 2012

ontem

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conduzi um carro automático e a minha vida mudou. próximo objectivo: convencer o pai a dar-me um.

quinta-feira, 8 de março de 2012

nunca se sabe

quando é que se está a escolher bem, ao tomar uma atitude. nunca se sabe como é que teria sido se tomássemos caminhos opostos, contrários, diferentes. nunca se sabe se seríamos mais felizes, melhores pessoas, com um futuro mais promissor. mas são as atitudes que nos definem. e por muitas opiniões que oiçamos, por muitas dúvidas que tenhamos, por muito que o coração definhe em busca da melhor opção - da maneira de poder ficar com tudo sem tomar partidos -, nada podia ser diferente, somos sempre nós a escolher. e isso é que conta para o que nos espera. para o que vamos ser e para o que já somos. mesmo que um dia nos venhamos a arrepender (e o medo que eu tenho disso?).

quarta-feira, 7 de março de 2012


segunda-feira, 5 de março de 2012

domingo, 4 de março de 2012