sábado, 4 de dezembro de 2010

passem muito bem

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se eu pudesse (e se a vontade de sair da cama se impusesse sobre a minha preguiça), esta manhã, tinha saído pela janela fora e tinha aniquilado (ai se tinha) todos os homens-das-obras que têm andado a pintar o prédio, e que decidiram que as sete da manhã era a hora perfeita para martelar os andaimes, e para cantar umas quantas músicas bimbas. também fez parte dos rituais deles falar uns dez minutos num idioma extremamente irritante (daqueles idiomas que se ouvem pelos transportes públicos, todos os dias) e imperceptível. se o trabalho deles tivesse sido rápido, se não tivessem sido acusados de roubar umas coisas dentro do prédio e se não me tivessem impedido de abrir a janela todos os dias (correndo o risco de olhar lá para fora com o intuito de ver o tempo, e deparar-me com um monte de homens a espreitar que nem uma vizinha coscuvilheira), eu diria que hoje, podiam festejar (eu compreendia, juro). mas assim? assim mereciam que alguém (eu, por exemplo) os atirasse pelos andaimes fora. não fosse a preguiça. sim, porque a culpa é toda da minha preguiça. e do frio, claro está.