segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

todas as manhãs, quando já estou pronta, vestida, ataviada e devidamente aperaltada, vou para a cozinha. olho para a janela e deixo entrar uma pequena parte do frio que até então estava preso lá fora. ligo a máquina do café, e enquanto espero que a água aqueça, olho mais uma vez para o relógio, é melhor despachares-te ou perdes o autocarro, trato de ir buscar a chávena mais gorda deixando a porta do armário aberta, santo é o dia em que não bato lá com a cabeça, raios que isto dói como tudo. chego ao leite, encho a chávena e lá fica, a girar um minuto no microondas, mais outro que espera que a água aqueça. a água aquece, o leite está pronto, é ir buscar a cápsula e tirar um café cheio, deitar o leite no termo e fazer o mesmo com o café. e eis que está pronto, o leite abraça-se ao café e deixa só um desenho estranho ao de cima, quero espuma, não, hoje não me apetece, já me basta a que se forma na minha cabeça quando acordo a horas indecentes. é isto todos os dias, às vezes com baunilha e açúcar, outras vezes amargo. acho que vou começar a intercalar isto com chá, apesar de saber que um café no caminho me faz acordar e de ainda ter a (falsa) esperança de que beber o leite todo ainda me vai ajudar a crescer mais um centímetro. vou ter é de trocar mais vezes o rótulo ao termo, ou talvez personalizá-lo com alguma coisa que dê para os dois lados. manhãs diferentes, é o que se precisa.