sexta-feira, 1 de julho de 2011

são famílias

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já há três anos, que não existe um dia 30 em que eu não vá a casa dele para jantar - o jantar dos seus anos. e desde o primeiro ano que lá paro, que adoro tudo naquela refeição: não é todos os dias que a sala fica cheia a roçar o tecto. podia dizer que adoro lá ir pela comida deliciosa, pelos doces divinais ou pelos aperitivos maravilhosos, mas estaria a mentir. para além de ir lá porque é uma data especial (pronto, e pelas iguarias), gosto do ambiente que se gera ali, naquele momento; gosto da quantidade de pessoas com quem perco tempo a dar dois beijinhos, gosto do amor de qualidade daquele lar (que também eu posso receber de quem me conhece há tão pouco tempo); gosto da enorme montanha de família que se reúne naquele pequeno espaço, da maneira como todos aderem a cada jantar, a atenção que dão à refeição em conjunto: sobretudo, gosto de jantares cheios de gente que se importa com ele, gosto de sentir e imaginar o quanto aquelas pessoas o acarinham para estarem ali, todos os anos, às vezes quando saem quase mortas do trabalho, mas ainda têm alento para oferecer um pedaço do seu amor àquela casa. e acho que sei de uma explicação plausível (que não a de apoiar a união da família) para admirar tanto tal coisa. é que quando faço anos, apesar de ter sempre um jantar com quem me está mais próximo (da família, que os amigos é uma coisa diferente) e de adorar cada momento de todos os meus dias de aniversário em pequenas partes, nunca tenho destas grandes reuniões: ou porque nem todos estão disponíveis, ou porque me habituei a lidar com a situação de ter tuas famílias que não se entrelaçam para me proporcionar uma refeição daquelas, que deixa a casa tão cheia a roçar o tecto. e então, as prendas vão chegando à vez, cada dia com a sua; as mensagens de parabéns vêm igualmente às partes, assim como os beijinhos e as refeições para festejar, cada familiar com a sua refeição (quase privada) comigo. mas concluindo tudo isto, apenas de duas coisas tenho a certeza: de que vou continuar a gostar dos meus jantares aos bocados, sabendo que estes nunca vão mudar, e de que vou sempre apreciar e observar, por muitos mais anos, os ditos grandes jantares, aqueles em que a casa fica cheia a roçar o tecto, dos quais tanto me orgulho em participar.

5 comentários:

Inês disse...

Tens muita sorte Susana :)

Danii disse...

Também já lá vai o tempo em que tinha grandes jantares de aniversário com toda ou grande parte da família, já lá vão mesmo muitos anos até ao dia em que deixaram de aparecer todos. Restaram os mais próximos, os pais, que com tão pouco conseguem alegrar-me com a simplicidade de um almoço ou jantar. Percebo-te bem querida, percebo o quanto é bom para nós ver quem nós mais gostamos a ser adorado pela família toda :)

Hapi disse...

Vou todos os dias, e tu? *.*

Palco do tempo disse...

isso é tao bom, jantares assim :)

Mariana disse...

É isso mesmo! Aos bocadinhos:)