sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

os problemas são meus

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A.: Tens mesmo aquele ar de quem não quer saber de nada, e ficas bem com coisas que eu não ficava.
S.: Isso é o que eu deixo parecer.
A.: E não és sempre assim?
S.: Ao pé dos outros, sim.

e já não é a primeira vez que ouço isto, já é hábito. são muito raras as pessoas que me vêem fora deste meu registo,  eu que sou raramente mal-disposta e sempre com um sorriso na cara. é que pode estar a acontecer uma catástrofe lá fora, pode o mundo estar prestes a acabar, que eu não sou pessoa de andar a lamuriar-me pelos cantos, a preocupar a vida dos outros com os meus problemas. e assim, vou sobrevivendo ao mal que me acontece, sendo cada vez mais forte e com uma atitude positiva perante a vida. se nunca me vou abaixo? claro que vou, mas nesses dias tenho as pessoas (poucas, mas as melhores) mais maravilhosas ao meu lado - as únicas que deixo conviver com o meu gémeo mau, com a tristeza que se apodera de mim (quase de ano a ano), sem as minhas gargalhadas habituais ou sem activar o modo desligado para os problemas. não deixo transparecer muita coisa, e isso está-me a fazer cada vez melhor.

3 comentários:

Green disse...

Eu sou como tu, acho que os problemas que possamos ter não são culpa das pessoas com quem convivemos todos os dias. E se pudermos rir em vez de chorar, então que seja :)

▼ Danii disse...

Sou tal e qual! O mundo pode estar a desabar-me pela cabeça que o sorriso, esse está cá sempre :)

Eve disse...

Eu não deixo transparecer quase nada e se deixar é porque a coisa está mal... Não gosto de me queixar e muito menos preocupar os outros, aliás, não gosto de partilhar os meus insignificantes problemas porque sei que há por aí muito pior e não me sinto bem a falar sobre a merda de problemas que tenho.
Mas a verdade é que sou uma pessoa complexa e raramente estou tão contente como pareço ser... Estou-me sempre a rir e a ser a "palhaça", mas raramente me sinto como monstro estar. Não digo a ninguém, não conto a ninguém (salvo algumas excepções), mas sinto a necessidade de muitas vezes, me fechar do mundo e ficar sozinha até estar tudo bem.
Percebo-te bem, resumidamente...