
domingo, 18 de novembro de 2012
Um dia
ainda hei-de descobrir que raio de poderes é que tenho para adivinhar quando é que uma pessoa me volta a falar. É que uma vez trata-se por coincidência, mas duas ou três já é caso para desconfiar. Pena é que venham sempre fora do prazo. Ironias.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Tenho medo. De baixar as defesas, de permitir o que nunca permiti. De tomar a iniciativa e de ir contra a parede a uma velocidade estonteante. Não quero criar expectativas. Gosto do que faço sempre, de bloquear a imaginação e ir deixando andar. De saber que se contar a alguém não vai acontecer. Sou sempre assim, tão cheia de barreiras. E não quero mudar. Mas por este andar, a coragem fica sempre em casa, a ceder o lugar às decisões dos outros - tudo, menos minhas. Um dia hei-de saber o luxo que é poder-me magoar. Talvez.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
O que eu queria agora
era deitar-me no meu lugar do sofá grande, com a minha manta fofa, e ver o desfile da Victoria's Secret (enquanto me lamuriava da amigdalite que se instalou em mim, e me lembrava que vou ter de ir trabalhar na mesma). Mas não. Diz que há muita coisa por estudar, e este ano não existe a velha desculpa do "não tive tempo". Por isso, é melhor agarrar-me aos livros e deixar os desfiles para outro dia.
sábado, 3 de novembro de 2012
Abre os olhos
- Mas ele fez coisas que mais ninguém vai fazer, e eu não sei se posso viver sem elas.
- Podes. Sempre pudeste. Ninguém faz o que ele fez, aquilo foi uma coisa que aconteceu, vinda de uma pessoa que era daquela maneira. Normalmente, as coisas não funcionam assim.
- É por isso que estou mal habituada. Acho que já não sei lutar pelo que eu quero, porque me acostumei a ter tudo o que precisava.
- Sim. E é por isso que vais ter que perceber os pequenos gestos dos outros, os detalhes não-tão-grandes-nem-exagerados como os de antes. E esforçar-te, sem ter medo de não saires por cima. Sem medo de viver.
- Podes. Sempre pudeste. Ninguém faz o que ele fez, aquilo foi uma coisa que aconteceu, vinda de uma pessoa que era daquela maneira. Normalmente, as coisas não funcionam assim.
- É por isso que estou mal habituada. Acho que já não sei lutar pelo que eu quero, porque me acostumei a ter tudo o que precisava.
- Sim. E é por isso que vais ter que perceber os pequenos gestos dos outros, os detalhes não-tão-grandes-nem-exagerados como os de antes. E esforçar-te, sem ter medo de não saires por cima. Sem medo de viver.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Das coisas imutáveis
Adoro mudar. De casa, de roupas, de cabelo, de quarto. Mudar a rotina, não cair na monotonia. Ir por um caminho diferente todos os dias, não me ficar só pelo que já conheço. Gosto, pronto. Mas tal como há coisas que estão em constante mutação, também existe aquela que teimo em manter (até agora é só uma) - o caminho das minhas corridas. Não sei porquê, que até costumo perder a paciência enquanto corro, mas o trajecto que faço todos os dias cada vez me faz gostar mais de o percorrer. Manias, que não hão-de mudar. Até ao dia...
terça-feira, 30 de outubro de 2012
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
sábado, 27 de outubro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Tenho a certeza
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Estou bem assim
Se há coisa de cinco meses atrás me dissessem que ia conseguir estar bem sozinha, eu não acreditava. E a verdade é que estou. Pode ter custado muitas noites mal dormidas, muitas discussões, muitas recaídas e, principalmente, muito tempo - mas cheguei onde eu queria. Apesar de não me ter esquecido de nada, das saudades (perfeitamente normais) e de sentir que o chão está sempre a sair-me dos pés, estou feliz. E decidi que não vou aceitar menos do que quero, menos do que mereço. Porque a verdade, é que nada parece ter mudado, mas quando olho para trás está tudo diferente. Melhor. Mais como eu gosto.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Terças-feiras
são dias de pausa. Sem a pressa das Segundas, sempre a correr para a aula das oito e sem vontade nenhuma de fazer o que quer que seja. Há tempo para acordar a meio da manhã, fazer o pequeno-almoço vagarosamente e ver um episódio da série do momento. Tomar banho com a música ligada, esticar o cabelo durante uma hora, usar todos os cremes que tenho. Levar o trabalho no carro e fazê-lo fora de casa. Vestir roupa confortável, mas ainda conseguir que achem que tenho o bom gosto de sempre. Fazer listas, escrever na agenda, receber telefonemas e tratar do que ficou pendente. Ler protocolos para os dois dias de aulas restantes da semana. Adoro Terças-feiras.
domingo, 21 de outubro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Olá boa vida, adeus boa vida
Já passaram três semanas desde que começaram as aulas, e eu só me consigo sentir de férias. Um trabalho miserável para fazer, duas folhinhas da matéria para estudar e pouco mais. Já vejo toda a gente cheia de testes e avaliações e afins e eu sem nada. Pois é, parece que isto de ter três cadeiras este semestre podia ser uma coisa boa, cheia de saidas e de nada para fazer - mas não é. Acontece que andar numa faculdade privada custa dinheiro (e não é pouco) e são mais as vezes que oiço os meus pais reclamar comigo por causa das propinas do que os dias em que meto os pés na faculdade. E como para o meu pai tempo livre é sinónimo de trabalho, esta que vos escreve teve um ataque de fúria (andou perto de fazer voar pratos em casa) e pôs-se a entregar currículos em tudo o que era loja e restaurante. Até chegou a acontecer o impossível, o inimaginável - preenchi um formulário do McDonalds (acção à qual as minhas amigas reagiram com um "Mas enlouqueceste? Ainda não estás assim tão desesperada"). Parece que está mesmo difícil, esta coisa de arranjar qualquer trabalhinho que seja e só uma pessoa que vive na lua como eu é que se deu ao luxo de recusar (SIM, leram bem, recusar!) uma vaga que havia na Zara (por favor, senhores da Zara, voltem que estão perdoados). E agora lá ando eu, carro para aqui e para acolá, metro para a frente e para trás, à espera que alguém tenha a bondade de me ligar. Rezem por mim, ou os pratos vão mesmo voar dos armários (ah ah).
domingo, 7 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
Crónicas
Hoje passei numa rua de prédios altos, onde se podia ler um AMO-TE gigante pintado na estrada. Lembrei-me de ti. Este era o tipo de coisas que ele me fazia. E ri-me. Ri-me muito - não só por saber que já não estou triste por não estarmos juntos, mas também porque aprendi que posso ser feliz como já fui contigo.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
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