quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

aprovado

e esta é a melhor maneira de começar o dia, com um belo de um capuccino, ou um maravilhoso caffe latte. quase que tínha um starbucks aqui em casa. falta qualquer coisa, mas que anda lá perto, anda.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

dias

agora é suspirar de alívio, e mandar os livros para trás das costas até um dia assim longe, bem lá no meio das férias, à minha maneira. mas não agora. porque os tempos mais próximos avizinham-se cheios de preguiças incontroláveis, de horas sagradas das séries em atraso (religiosamente gravadas e guardadas, à minha espera), da companhia do sofá, do amor, das torradas com mel e da vontade de fazer dos lençóis o meu habitat. o resto logo se vê.

little things #5

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

só mais isto

Even brighter than the moon.

na minha turma existe um casal de góticos, talvez não tão góticos como penso, mas que andam muito, muito lá perto. feios, sinistros, chatos, que não se calam, respondem sempre a tudo e irritam-me todos os dias. as roupas deles são ridículas, o que dizem também, e sinceramente, preferia não os ter de ver todas as manhãs, do medo que me dão (mas medo a sério. me-do). apesar de me declarar como pessoa que não dá valor apenas às aparências e tenta sempre aproveitar qualquer coisa da personalidade dos outros, eles jamais teriam influência na minha vida e nunca teria em conta as parvoíces que definem os seus vocabulários, não fosse a existência de um episódio passado numa qualquer aula há semanas atrás. imaginem o professor mais gozão (que, como a maior parte das pessoas, tende a dirigir os seus piores comentários ao dito casal), ao ver a rapariga a correr toda desajeitada a meio da aula (confesso, também me ri), não vai de modos e lança uma pergunta ao rapaz: oh não-sei-dos-quantos, o que é que tu vês nela? (riso geral, todos à espera da resposta parva). e nisto, ele responde, como se fosse o homem mais feliz do mundo: vejo tudo o que vocês não vêem! é por isto que eles mereceram a minha atenção, e é a isto que se chama de amor.

só vos digo


quando erras, todos vêem. quando fazes bem, poucos são os que sequer reparam.

domingo, 12 de dezembro de 2010

porque gosto da palavra

e eu até que simpatizo com o amor. não com um amor qualquer. com o amor de uma vida. o amor que escreve bilhetes, que suja o nariz com manteiga de amendoim, que aluga filmes românticos, que desenha corações no capuccino. o tipo de amor que te faz deixar os casacos em casa, que escreve arrepios na pele, que surpreende o coração, cada dia um pouco mais. aquele amor arrebatador, o que move montanhas e que enfeitiça, até os cépticos. amor em forma de carrossel só com bilhete de ida, aquela espécie rara. o amor de um banco usado por pessoas antigas, uma jornada inteira de partilhas. o amor que joga na equipa do respeito, que dá a mão à confiança, passa carinhos, e onde sempre contam os pequenos detalhes. o amor que, de tanto que tem para amar, nem sabe amar-se a si próprio. e nisto, ja disse amor dez vezes hoje. onze, sejam.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

das colecções

Il_430xn.172839392_large
primeiro começou por ser moda. estranha. depois, começou a aumentar. e começou a ficar, e eu a gostar cada vez mais de forrar os meus móveis para a roupa, em etiquetas. de papel, de plástico, autocolantes, redondas, quadradas, bonitas. e já lá vão duzentas e muitas, um orgulho, estas minhas ideias. e no derradeiro dia em que sair de casa, juro que levo os móveis atrás, só para não descolar nada. partia-me o coração, ver tanta moda deitada à rua.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

we'll always have paris



but this weekend, we'll have madrid.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

dos pedidos


eu, já pedi o meu desejo.

de amores

adoro dias cheios, dias atarefados, dias completos. sem minutos vazios, sem coisas para ler, com as pessoas certas, só tarefas femininas, afazeres do ego. só descanso cansado. nunca, mas nunca me desapontam.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

de ódios

frio e chuva não são a maneira mais confortável de passar o dia, lembro-me de coisas muito melhores. mas chuva e vento? a sério? e eu, que julgava não ser preciso tirar um curso sobre como-manobrar-o-seu-chapéu-de-chuva-ao-vento.

sabes

eu também guardei a primeira, e a última flor que me deste.

little things #5

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

às vezes, quase sempre

"Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizémos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito. Somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor. Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo a baixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda-fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo. Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio, paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer."

e hoje...

... entrego-me à disciplina que tanto me obriga a escrever. a dita cuja, que não deixa ninguém sentir-se sem inspiração, ou sem vontade de exercitar a caneta. gosto de escrever sobre pressão, já disse?

domingo, 5 de dezembro de 2010

dos gostos esquisitos

gosto de chegar atrasada à explicação, ainda que seja raro. gosto de ficar, nos minutos que faltam para a hora certa, sentada num banco da estação, ou à mesa do café do lado, a olhar para quem passa. a tentar imaginar a quantidade de sentimentos que correm nas ruas, naqueles instantes. gosto de fazer os meus últimos exercícios, e de beber um café às vezes (e eu, que odeio café), para aquecer a garganta e fazer correr o tempo. gosto, ainda que seja raro. gosto de reparar nas feições dos alguéns que traçam a cidade de ponta a ponta, e de ver as caras atarefadas de quem trabalha, com olhos-de-querer-ir-para casa. de folhear os cadernos e ter um momento do dia, acompanhada de desconhecidos, em que posso soltar as rédeas do pensamento, ainda que apenas uns segundos. é raro, mas não é isso que torna as coisas especiais? é raro, e eu não abdicava destes momentos por nada.

must-have

anda aqui uma pessoa a apanhar frio nas orelhas, quando existem estes acessórios fofinhos e imensamente úteis. não passo desta semana sem comprar umas quantas coisas destas.

sábado, 4 de dezembro de 2010

infelizmente

Facebook | Mis fotos - Means Nothing
este fim-de-semana resume-se numa palavra: logarítmos. e que bonitos que eles são.

passem muito bem

Tumblr_lajholtsli1qeqm6vo1_500_large
se eu pudesse (e se a vontade de sair da cama se impusesse sobre a minha preguiça), esta manhã, tinha saído pela janela fora e tinha aniquilado (ai se tinha) todos os homens-das-obras que têm andado a pintar o prédio, e que decidiram que as sete da manhã era a hora perfeita para martelar os andaimes, e para cantar umas quantas músicas bimbas. também fez parte dos rituais deles falar uns dez minutos num idioma extremamente irritante (daqueles idiomas que se ouvem pelos transportes públicos, todos os dias) e imperceptível. se o trabalho deles tivesse sido rápido, se não tivessem sido acusados de roubar umas coisas dentro do prédio e se não me tivessem impedido de abrir a janela todos os dias (correndo o risco de olhar lá para fora com o intuito de ver o tempo, e deparar-me com um monte de homens a espreitar que nem uma vizinha coscuvilheira), eu diria que hoje, podiam festejar (eu compreendia, juro). mas assim? assim mereciam que alguém (eu, por exemplo) os atirasse pelos andaimes fora. não fosse a preguiça. sim, porque a culpa é toda da minha preguiça. e do frio, claro está.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

para ver e viver #4

"come what may, come what may, I will love you until my dying day.". e as saudades que deixa, todas as vezes que vejo.

tranquilidade

lá que eu gosto de levar o meu tempo, de tomar o meu ritmo, de controlar (calmamente) a minha respiração, gosto, sim senhor; parece é que ninguém me deixa. mas a última respiração ofegante, a última piscina, o último submergir da cabeça na água e este cansaço saudável, fazem qualquer rapidez valer a pena; fazem qualquer pessoa sentir-se viva.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

comfort food

mais um bocadinho disto, e era uma das próximas concorrentes do biggest loser. não queiram saber as calorias, evitem.

sem tirar nem pôr

só hoje reparei que estamos no último mês do ano. e passou tão rápido. é o último mês em que o autocolante do passe diz 2010. o último mês em que escrevemos data para este ano. o último mês. as últimas compras enquanto os preços não sobem, o último frio. as últimas férias, tão merecidas, que se aproximam. os últimos livros, os filmes. começam as promessas para 2011, as listas, os resumos do ano. as conclusões, as lições, o bom e o menos bom. é o fim de um ciclo, que cada vez mais velho se torna, com o aparecer de um outro, cheio do seu quê de novidade. a expectativa, as edições de revistas com os signos, o melhor da época. o homem do ano, a mulher do ano, o computador do ano. o pior do ano. o último mês. as derradeiras fotografias, as finais. a contagem decrescente, ano novo, vida nova. os cortes de cabelo mudados, a espera pelo primeiro dia, do resto da vida. é assim, o mês do fim - tão mágico, mas ao mesmo tempo, um grande novelo enrolado para dentro, feito de grandes sentimentos.

das lãs

decidi, há uns dias, que queria voltar a aprender a fazer cachecóis. gorros. talvez um dia, casacos. e decidi que não sou demasiado nova para o fazer, e não, não acho ridiculo, de maneira nenhuma. é bom saber como são feitas as coisas que nos aquecem o corpo (e o coração) no inverno. é bom. sabe bem passar tempo com as avós, ao pé da chávena de chá. ter em conta o objectivo, ansiar pelo fim, pelo último ponto. e é melhor ainda, quando olhamos para o que ali acabámos de criar, e, finalmente, podemos dizer ao mundo; "fui eu que fiz". chamem-me louca, mas sabe cada vez melhor fazer pequenas coisas que me deixam feliz, e que mais ninguém entende.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

já dizia o provérbio

ninguém sabe como eu gosto de chegar a casa e tirar todos os casacos que o frio lá fora me obriga a vestir, fazer uma bola com a roupa e atirá-la para o armário. deixar tudo para outro dia, as camisolas do avesso, coisas por dobrar, sapatos por endireitar. adoro desleixar-me agora e pensar que faço tudo depois. enrolar-me no meu pijama, nas minhas mantas, ligar o aquecimento, fazer o que deixei pendente até, por fim, me entregar aos lençóis. mesmo sabendo que amanhã, quando acordar com a minha enorme onda de preguiça, me vou sentar à frente das gavetas e pensar: "tanta roupa, e não encontro nada para vestir. se ao menos tivesse tudo arrumado...". mas o que realmente importa nisto tudo, é que me esqueço sempre de como é mau não deixar as coisas prontas, não preparar coisíssima nenhuma. e sei bem que assim, aproveito muito mais o (pouco) tempo que tenho para me sentir bem, sem me preocupar. valham-me os vaipes de organização de quando em vez.